A dívida pública é o coração das mazelas dos povos e da natureza

“O tema da dívida é um tema central, só que fica invisível. Não tem como defender o SUS se não exigirmos o fim da Emenda Constitucional 95, que congela o dinheiro da saúde, mas não congela o dinheiro do pagamento da dívida, por exemplo”. A afirmação é da economista Sandra Quintela, articuladora da Rede Jubileu Sul Brasil, no primeiro da série de vídeos que serão divulgados ao longo deste mês de junho, como parte da campanha A Vida Acima da Dívida

Quintela ressalta ainda que o modelo de endividamento é o “coração das mazelas” que afeta a economia brasileira, e que os cálculos apontam que as dívidas representam mais de três vezes o PIB mundial, num processo que transfere riqueza das nações pobres para os ricos. 

Lançada há quase um ano pelo Jubileu Sul/Américas, em 27 de julho de 2020, a campanha vem desenvolvendo uma série de ações para alertar sobre o impacto destrutivo do acúmulo e do pagamento da dívida pública ilegal na vida dos povos e da natureza. 

Frente ao contexto da pandemia de coronavírus, muitas das atividades foram realizadas virtualmente, como debates ao vivo, mobilizações contra o endividamento e as instituições financeiras internacionais (IFIs), a realização e divulgação de materiais informativos diversos, entre os quais o estudo “Endividamento, histórico de lutas e propostas alternativas nos países da América Latina e do Caribe”, do economista Helder Gomes, doutor em política social pela Universidade Federal do Espírito Santo (confira a íntegra da publicação clicando aqui). 

Também como parte da campanha, o Jubileu Sul Brasil promove em junho uma ação específica nas redes sociais, com linguagem simples e conectada com a realidade do cotidiano da população, para traduzir a complexidade e as consequências dos processos de endividamento. 

Levantamento preliminar feito pela Rede apontam que a campanha atingiu um público de mais de 140 mil pessoas até março deste ano, considerando apenas os dados do Brasil.

“Temos que manter a esperança, manter as lutas. A história pode mudar, ela não é estática, podemos mudar, os povos podem mudar o destino que os poderosos querem para nós”, completa Quintela. 

Confira o vídeo: 

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