Audiência Pública – Barragens em São Paulo: estamos seguros?

Por MAB

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), e entidades parceiras convidam a população para debater a segurança das barragens do estado de São Paulo.

Diante dos crimes de Mariana e Brumadinho, com centenas de mortos e desaparecidos, rios destruídos e comunidades atingidas, estamos em alerta para a situação das barragens em São Paulo/SP – a maior parte sem nenhuma fiscalização governamental, com laudos de segurança emitidos pelas próprias empresas. São casos de potencial de dano altíssimo no interior, litoral, Vale do Ribeira, grande São Paulo e na capital.

Dentre os pontos preocupantes, que aparecem no Relatório de Segurança de Barragens, estão duas barragens de hidrelétricas: a de Salto Grande, em Americana, e a de Pirapora do Bom Jesus, no Rio Tietê. Também sabemos que há barragens de rejeitos com potencial de dano altíssimo e alto índice de contaminação, como no caso de quatro barragens na cidade de Cajati, no Vale do Ribeira, na cidade de Alumínio, e na cidade de São Paulo em Perus, entre outras.

Outras preocupações são os projetos em andamento, no Plano Diretor de Aproveitamento dos Recursos Hídricos da Macrometrópole Paulista, como o de transposições como no caso do rio Itapanhaú, em Bertioga, e construções das barragens destinadas a aumentar a disponibilidade hídrica –em Amparo e Pedreira. Esta ultima com construção em andamento em um patamar de 2 km acima da cidade e não possui plano de segurança nem plano de reparação das famílias expropriadas.

O litoral de São Paulo tem uma situação que preocupa também. Uma cava subaquática na baixada santista, em Cubatão, de propriedade da Vale por meio da subsidiária VLI, com um depósito de rejeitos submersa no mar. A falta de segurança do depósito pode ter enorme impacto, sobretudo para a população pesqueira em caso de vazamento.

A audiência vai contar com a participação de atingidos por barragens de São Paulo que irão denunciar aos deputados e a sociedade a real situação das regiões afetadas. Não queremos que mais crimes contra a vida e o meio-ambiente se repitam. Exigimos um plano de segurança para as barragens paulistas e maior seriedade com a vida humana e ambiental.

O evento será realizado no auditório Paulo Kobayashi da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Dia 25/02 (segunda-feira)
Horário: 18h

QUEREMOS UM PLANO DE SEGURANÇA PARA AS BARRAGENS DE SP!

MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens
Abraço Guarapiranga
APEOESP – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo
CEPROSIG – Centro de promoção resgate a Cidadania Grajaú Paulo VI
CMP – Central de Movimentos Populares
Coletivo Ecoativista
Coletivo Juristas Progressistas
Conselho Regional de Psicologia
Consulta Popular
CPT – Comissão Pastoral da Terra
CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
CUT – Central Única dos Trabalhadores
Espaço de Formação Assessoria e Documentação
FACESP – Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo
FAMA São Paulo
FLM – Frente de Luta por Moradia
FNU – Federação Nacional dos Urbanitários
Frente Brasil Popular
Frente Povo sem Medo
Grito dos Excluídos
ISAC VP – Instituto Socioambiental Cultural da Vila dos Pescadores
Jubileu Sul
Levante Popular da Juventude
Liderança do PCdoB na ALESP
Liderança do PSOL na ALESP
Liderança do PT na ALESP
MDM – Movimento pelo direto a Moradia
MMM – Marcha Mundial das Mulheres
Movimento Cava é Cova
Movimento Popular Salve o Rio Itapanhaú.
MTD – Movimento dos Trabalhadores por Direito
MTST – Movimentos dos – Trabalhadores sem Teto
Nação Vegana Brasil
ONDAS – Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento.
Pastoral da Cidadania da Diocese de Santos
Sarau das Águas
Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo
Sindipetro-LP – Sindicato dos Petroleiros Litoral Paulista
Sinergia SP/CUT – Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo
Sintaema – Sindicato do/as Trabalhadores/as em Água, Esgoto e Meio Ambiente do estado de São Paulo
SOMECA – Sociedade de Melhoramentos do Jardim Casqueiro
UMM – União dos Movimentos de Moradia

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