Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Seminário da 5ª Semana Social Brasileira termina nesta quarta-feira em Brasília (DF)

  • 22 de maio de 2013

Na tarde desta quarta-feira, 22 de maio, chega ao fim o 4º Seminário preparatório para a 5ª Semana Social Brasileira (SSB). O evento, que começou na última segunda-feira, é promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB, e reúne cerca de 90 pessoas que representam diferentes regionais, pastorais e movimentos sociais.

A coordenação do Seminário adotou uma metodologia participativa. Durante toda a terça-feira, dois assessores colaboraram para a partilha dos trabalhos de mobilização e reflexão que vem sendo realizada na base, em torno do tema “Estado para quê e Estado para quem?”. “A partir da escuta dos grupos, foi possível perceber quais as lutas, os desafios, os problemas vividos”, explica Pedro Ribeiro de Oliveira, sociólogo e um dos assessores do evento.

Em sua palestra, Pedro destacou a crise vivida pela sociedade atual. “Há um mal estar, que não sabemos o que é, mas para qual propõe uma solução mágica: matar bandidos, ou deixa-los mofando nas prisões. Mas nós pensamos diferente: a crise do mundo é a do sistema capitalista, que tem uma logica terrível, que só funciona aumentando a produção. E a Terra está chegando ao seu limite de sua capacidade produtiva”.

O sociólogo apresentou também a posição adotada pelo Estado neste cenário de crise. “O Estado tem uma atribuição de garantir a ordem social e econômica, mas tem feito isso não para as pessoas físicas, mas para as pessoas jurídicas. Na verdade, a grande preocupação do Estado é manter essas empresas funcionando, muito mais que manter as pessoas vivendo. É preciso inverter essa lógica”.

Para o bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB, dom Guilherme Werlang, esta crise do Estado toma formas diferentes em cada região do Brasil. “Há lugares em que se sente a presença, em outros a ausência do Estado. Na presença, percebe-se que muitas vezes o Estado está tomando um lado muito forte, não em favor da sociedade, mas a favor do poder econômico. E a ausência do Estado é sentida nos serviços que deveria oferecer: saúde, educação, segurança, nos direitos fundamentais da pessoa para o bem viver”.

Pedro Ribeiro apresentou aos participantes, a partir da reflexão realizada, três caminhos importantes para fortalecer a mobilização dos movimentos sociais. “Primeiro, a politização das lutas sociais; segundo, a solidariedade entre as lutas – um apoio, mesmo indireto; e terceiro: um contato direto, para ver que quem sofre tem rosto: é importante conhecer as pessoas, suas causas e lutas em suas localidades”. Há também o desafio de vencer a barreira que existe com a influência do capital sobre os poderes públicos e sobre a mídia. “Visibilizar a luta é fundamental. A mídia oculta, e quando mostra, é para criminalizar as lideranças. O cenário não é fácil. Está aí o desafio de nossa luta”.

De acordo com os organizadores do Seminário, o fruto da reflexão destes dias deverá retornar para as bases. No início de setembro, será realizado um grande fórum que deverá marcar o encerramento da 5ª SSB, com maior participação e representatividade, em que deverão surgir propostas concretas para o Estado que se deseja ter no Brasil, e outros compromissos dos movimentos sociais em torno dessa proposta.

Por CNBB

Últimas notícias

Comunidades do Ceará participam de etapa da campanha “Mar Aberto Velas Livres" contra eólicas offshore

Entre os dias 5 e 10 de maio de 2026, a Articulação dos Povos de Luta do Ceará (ARPOLU) e do Movimento dos Atingidos pelas…
Ler mais...

Mulheres ocupam audiência pública no Rio para denunciar risco de gentrificação na Praça XI

No dia 6 de maio, a Lona Crescer e Viver, na Praça XI, região central do Rio de Janeiro, sediou uma audiência pública convocada pela…
Ler mais...

Indicação de novo ministro da fazenda acende sinal de alerta

A nomeação do ministro da Fazenda Dario Durigan, ocorrida no último mês, fez acender o sinal de alerta de quem defende a soberania nacional.  Até…
Ler mais...

Seminário da 5ª Semana Social Brasileira termina nesta quarta-feira em Brasília (DF)

  • 22 de maio de 2013

Na tarde desta quarta-feira, 22 de maio, chega ao fim o 4º Seminário preparatório para a 5ª Semana Social Brasileira (SSB). O evento, que começou na última segunda-feira, é promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB, e reúne cerca de 90 pessoas que representam diferentes regionais, pastorais e movimentos sociais.

A coordenação do Seminário adotou uma metodologia participativa. Durante toda a terça-feira, dois assessores colaboraram para a partilha dos trabalhos de mobilização e reflexão que vem sendo realizada na base, em torno do tema “Estado para quê e Estado para quem?”. “A partir da escuta dos grupos, foi possível perceber quais as lutas, os desafios, os problemas vividos”, explica Pedro Ribeiro de Oliveira, sociólogo e um dos assessores do evento.

Em sua palestra, Pedro destacou a crise vivida pela sociedade atual. “Há um mal estar, que não sabemos o que é, mas para qual propõe uma solução mágica: matar bandidos, ou deixa-los mofando nas prisões. Mas nós pensamos diferente: a crise do mundo é a do sistema capitalista, que tem uma logica terrível, que só funciona aumentando a produção. E a Terra está chegando ao seu limite de sua capacidade produtiva”.

O sociólogo apresentou também a posição adotada pelo Estado neste cenário de crise. “O Estado tem uma atribuição de garantir a ordem social e econômica, mas tem feito isso não para as pessoas físicas, mas para as pessoas jurídicas. Na verdade, a grande preocupação do Estado é manter essas empresas funcionando, muito mais que manter as pessoas vivendo. É preciso inverter essa lógica”.

Para o bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB, dom Guilherme Werlang, esta crise do Estado toma formas diferentes em cada região do Brasil. “Há lugares em que se sente a presença, em outros a ausência do Estado. Na presença, percebe-se que muitas vezes o Estado está tomando um lado muito forte, não em favor da sociedade, mas a favor do poder econômico. E a ausência do Estado é sentida nos serviços que deveria oferecer: saúde, educação, segurança, nos direitos fundamentais da pessoa para o bem viver”.

Pedro Ribeiro apresentou aos participantes, a partir da reflexão realizada, três caminhos importantes para fortalecer a mobilização dos movimentos sociais. “Primeiro, a politização das lutas sociais; segundo, a solidariedade entre as lutas – um apoio, mesmo indireto; e terceiro: um contato direto, para ver que quem sofre tem rosto: é importante conhecer as pessoas, suas causas e lutas em suas localidades”. Há também o desafio de vencer a barreira que existe com a influência do capital sobre os poderes públicos e sobre a mídia. “Visibilizar a luta é fundamental. A mídia oculta, e quando mostra, é para criminalizar as lideranças. O cenário não é fácil. Está aí o desafio de nossa luta”.

De acordo com os organizadores do Seminário, o fruto da reflexão destes dias deverá retornar para as bases. No início de setembro, será realizado um grande fórum que deverá marcar o encerramento da 5ª SSB, com maior participação e representatividade, em que deverão surgir propostas concretas para o Estado que se deseja ter no Brasil, e outros compromissos dos movimentos sociais em torno dessa proposta.

Por CNBB

Últimas notícias

Comunidades do Ceará participam de etapa da campanha “Mar Aberto Velas Livres" contra eólicas offshore

Entre os dias 5 e 10 de maio de 2026, a Articulação dos Povos de Luta do Ceará (ARPOLU) e do Movimento dos Atingidos pelas…
Ler mais...

Mulheres ocupam audiência pública no Rio para denunciar risco de gentrificação na Praça XI

No dia 6 de maio, a Lona Crescer e Viver, na Praça XI, região central do Rio de Janeiro, sediou uma audiência pública convocada pela…
Ler mais...

Indicação de novo ministro da fazenda acende sinal de alerta

A nomeação do ministro da Fazenda Dario Durigan, ocorrida no último mês, fez acender o sinal de alerta de quem defende a soberania nacional.  Até…
Ler mais...