A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB), em parceria com o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) , realizou uma roda de conversa no território do Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo. O encontro, ocorrido em 3 de maio, marcou o início de um processo coletivo de construção da cartografia social que será desenvolvido ao longo de 2026, com o objetivo de mapear demandas, fortalecer a articulação local e promover a participação comunitária na luta por direitos.
Foram realizadas dinâmicas de integração, exibição de vídeos institucionais e uma roda de conversa sobre os desafios e as expectativas da comunidade.
O encontro começou com a dinâmica da teia, na qual cada participante se apresentou e compartilhou um sonho para o futuro da comunidade. Usando um novelo de lã, foi formada uma grande teia que simbolizou a força da coletividade e da construção em rede. A atividade serviu como um aquecimento para o debate sobre a importância da união entre moradores, organizações da sociedade civil e movimentos populares.

Encontro foi o primeiro da série para realização da cartografia social no Jardim Pantanal. Foto: Carolina de Mendonça Rodrigues Silva
Em seguida, foi exibido o vídeo Ação Mulheres – Juntos somos mais fortes – EP3, da própria Rede Jubileu Sul. As pessoas participantes foram convidadas a refletir sobre as ações apresentadas e a conectá-las com a realidade do Jardim Pantanal. Durante a discussão, moradores relataram que o vídeo demonstra a não efetivação de direitos, agravada pela falta de moradia digna na periferia, e compartilharam histórias do território.
Cartografia social: o que é e como será aplicada
A equipe da JSB apresentou o cronograma de atividades para 2026 e introduziu o conceito de cartografia social, que é uma metodologia participativa que permite às próprias comunidades mapearem seus territórios, identificarem problemas e propor soluções coletivas. Os participantes demonstraram interesse na ferramenta, que será usada para sistematizar dados do Jardim Pantanal e embasar ações de incidência política e luta por direitos.
Do ponto de vista do Jubileu Sul Brasil, a falta de moradia digna e o acesso precário à cidade não são acidentes ou fatalidades – são expressões concretas de uma dívida social que o Estado brasileiro historicamente acumula com as populações mais vulneráveis.
Enquanto bilhões de reais são destinados anualmente ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública, faltam recursos para políticas habitacionais, saneamento, transporte público e regularização fundiária. Essa dívida social, que se traduz em falta de teto, de infraestrutura e de participação popular, é tão ou mais grave que a dívida financeira, e exige medidas urgentes de reparação.
A construção da cartografia social no Jardim Pantanal é um passo nessa direção: ao dar voz e visibilidade às demandas do território, a comunidade se organiza para cobrar o pagamento dessa dívida e afirmar seu direito à cidade.
Roda de conversa: desafios, esperança e luta
No espaço aberto de escuta, moradores expressaram a alegria de participar daquele momento histórico no Jardim Pantanal. Foram levantadas as principais demandas da comunidade, com destaque para a necessidade de uma visita de campo para conhecer in loco as situações de vulnerabilidade.
Ao final, cada pessoa compartilhou uma palavra que resumia o sentimento do encontro: conhecimento, mobilização, esperança, força, articulação, comunicação social e luta.
O próximo encontro ocorre neste dia 31 de maio (domingo), com uma visita de campo que dará continuidade aos trabalhos de cartografia no território. A Rede Jubileu Sul Brasil segue apoiando a organização popular e a construção de alternativas coletivas para a garantia de moradia digna, justiça socioambiental e o enfrentamento ao sobre-endividamento público.
Assista o vídeo "Juntos somos mais fortes"
As atividades em São Paulo fazem parte do projeto "Resistência e defesa de direitos frente ao sobre-endividamento público", realizado pelo JSB por meio do Termo de Fomento nº 984635/2025, firmado com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, decorrente da Emenda Parlamentar nº 36110013, de autoria da deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP), e da Emenda Parlamentar nº 44830012, do deputado federal Tarcísio Motta (PSOL-RJ).
Por Flaviana Serafim - Comunicação Jubileu Sul Brasil
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A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB), em parceria com o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) , realizou uma roda de conversa no território do Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo. O encontro, ocorrido em 3 de maio, marcou o início de um processo coletivo de construção da cartografia social que será desenvolvido ao longo de 2026, com o objetivo de mapear demandas, fortalecer a articulação local e promover a participação comunitária na luta por direitos.
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O encontro começou com a dinâmica da teia, na qual cada participante se apresentou e compartilhou um sonho para o futuro da comunidade. Usando um novelo de lã, foi formada uma grande teia que simbolizou a força da coletividade e da construção em rede. A atividade serviu como um aquecimento para o debate sobre a importância da união entre moradores, organizações da sociedade civil e movimentos populares.

Encontro foi o primeiro da série para realização da cartografia social no Jardim Pantanal. Foto: Carolina de Mendonça Rodrigues Silva
Em seguida, foi exibido o vídeo Ação Mulheres – Juntos somos mais fortes – EP3, da própria Rede Jubileu Sul. As pessoas participantes foram convidadas a refletir sobre as ações apresentadas e a conectá-las com a realidade do Jardim Pantanal. Durante a discussão, moradores relataram que o vídeo demonstra a não efetivação de direitos, agravada pela falta de moradia digna na periferia, e compartilharam histórias do território.
Cartografia social: o que é e como será aplicada
A equipe da JSB apresentou o cronograma de atividades para 2026 e introduziu o conceito de cartografia social, que é uma metodologia participativa que permite às próprias comunidades mapearem seus territórios, identificarem problemas e propor soluções coletivas. Os participantes demonstraram interesse na ferramenta, que será usada para sistematizar dados do Jardim Pantanal e embasar ações de incidência política e luta por direitos.
Do ponto de vista do Jubileu Sul Brasil, a falta de moradia digna e o acesso precário à cidade não são acidentes ou fatalidades – são expressões concretas de uma dívida social que o Estado brasileiro historicamente acumula com as populações mais vulneráveis.
Enquanto bilhões de reais são destinados anualmente ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública, faltam recursos para políticas habitacionais, saneamento, transporte público e regularização fundiária. Essa dívida social, que se traduz em falta de teto, de infraestrutura e de participação popular, é tão ou mais grave que a dívida financeira, e exige medidas urgentes de reparação.
A construção da cartografia social no Jardim Pantanal é um passo nessa direção: ao dar voz e visibilidade às demandas do território, a comunidade se organiza para cobrar o pagamento dessa dívida e afirmar seu direito à cidade.
Roda de conversa: desafios, esperança e luta
No espaço aberto de escuta, moradores expressaram a alegria de participar daquele momento histórico no Jardim Pantanal. Foram levantadas as principais demandas da comunidade, com destaque para a necessidade de uma visita de campo para conhecer in loco as situações de vulnerabilidade.
Ao final, cada pessoa compartilhou uma palavra que resumia o sentimento do encontro: conhecimento, mobilização, esperança, força, articulação, comunicação social e luta.
O próximo encontro ocorre neste dia 31 de maio (domingo), com uma visita de campo que dará continuidade aos trabalhos de cartografia no território. A Rede Jubileu Sul Brasil segue apoiando a organização popular e a construção de alternativas coletivas para a garantia de moradia digna, justiça socioambiental e o enfrentamento ao sobre-endividamento público.
Assista o vídeo "Juntos somos mais fortes"
As atividades em São Paulo fazem parte do projeto "Resistência e defesa de direitos frente ao sobre-endividamento público", realizado pelo JSB por meio do Termo de Fomento nº 984635/2025, firmado com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, decorrente da Emenda Parlamentar nº 36110013, de autoria da deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP), e da Emenda Parlamentar nº 44830012, do deputado federal Tarcísio Motta (PSOL-RJ).
Por Flaviana Serafim - Comunicação Jubileu Sul Brasil
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