
De 5 a 7 de agosto de 2026, a Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, em Brasília, receberá o Fórum da Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CEPAST-CNBB).
“Acreditamos que o Fórum é uma oportunidade para partilharmos a nossa caminhada, desafios e esperança, mas também fortalecer nosso propósito de continuarmos sendo profetas e profetizas, à luz do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo e da Doutrina Social da Igreja, que nos impulsiona para estarmos sempre juntos e juntas com os empobrecidos e empobrecidas, assim como alimenta também nosso vínculo, para caminharmos na sinodalidade”, diz o bispo diocesano de Brejo (MA) e presidente da CEPAST-CNBB, Dom José Valdeci.
Com o lema “Minha comunidade eclesial transforma o mundo”, o Fórum será um espaço propício para fortalecer ações, reunindo vozes de diversas regiões do Brasil, em um clima de diálogo e colaboração. Considerando os desafios atuais a programação será pautada à luz das Novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil.
“O Fórum articula a dimensão sociotransformadora da Igreja do Brasil. Queremos, acima de tudo, fazer com que este momento seja uma experiência de animação, envolvimento e compromisso com a continuidade do trabalho das pastorais sociais, organismos, redes e parcerias, que potencializam essa dimensão na vida da Igreja, diz o assessor padre Edinho Thomassim.
A proposta metodológica busca ir além de temas e pautas, como destaca a assessoria na carta convite.
“Queremos fortalecer processos de articulação, formação e ação, reconhecendo a riqueza da diversidade que nos une e nos impulsiona na construção de transformações. Inspirados pelo convite do Papa Leão XIV à escuta para o discernimento comunitário, desejamos que este seja um espaço de encontro, diálogo e compromisso com a missão”.
Alargar a tenda
A assessora Alessandra Miranda destaca o lugar da inspiração bíblica “Alarga o espaço de sua tenda” (Is 54,2), no Fórum.
“As Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil trazem para nós elementos fundamentais, por isso, elegemos o versículo dois, do capítulo 54 do profeta Isaías. Na perspectiva do convite à mobilidade, a tenda sai de um lugar para o outro, fazendo processos formativos de evangelização e de participação de maneira geral. Então, a espiritualidade estará muito baseada nessa inspiração bíblica”, revela Alessandra.
Articulações em fortalecimento
Durante três dias, o Fórum vai proporcionar uma programação intensa, valorizando os encontros pessoais e a interação, especialmente a partir das afinidades e complementaridades presentes. A CEPAST tem priorizado um olhar pastoral que contempla articulações, seja por áreas de afinidade pastoral, seja tendo em vista fortalecer iniciativas e estratégias compartilhadas.
“Destaco de modo especial a importância de valorizarmos neste Fórum a estratégia das articulações que estão amadurecendo. A ideia é que elas também estejam enraizadas nos territórios”, diz padre Edinho. Neste contexto, a tarde do primeiro dia será dedicada ao encontro das articulações organizadas por área de atuação: Articulação das Pastorais do Campo, Articulação das Pastorais Urbanas, Articulação das Pastorais da Mobilidade Humana e Articulação das Pastorais do Cuidado com a Vida e Saúde.
“Essas articulações terão o papel de olhar para a sua realidade interna, para a situação sociotransformadora também nas macro-regiões, percebendo como atuam dentro de grandes temas, o que se apresenta como avanços, como fragilidades e outros elementos que podem nos ajudar a seguir adiante”, explica a assessora, Alessandra Miranda.
Outros aspectos centrais para a ação sociotransformadora também integram a programação, com momentos de reflexões e partilhas sobre as “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil” e suas implicações práticas nas comunidades; a discussão sobre os caminhos do “Projeto Novas Vocações para a Missão Sociotransformadora”; diálogos sobre o desafio da sustentabilidade para as pastorais nos territórios; partilha e reanimação sobre o “Projeto Popular: O Brasil que queremos”, Grito dos Excluídos e Excluídas 2026 e ainda, um olhar coletivo sobre a ação sociotransformadora, a partir das articulações da Cepast e regionais da CNBB.
“O resgate do Projeto Popular: O Brasil que Queremos e o olhar para as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora vão apontar o caminho por onde caminharemos até 2032, enquanto pastorais sociais e comissões nacional e regionais para a ação sociotransformadora”, finaliza Alessandra.

Arte a serviço da vida
A programação também contará com momentos culturais marcados pela exibição do documentário “Ferida nas Águas – As marcas da mineração e a resistência das comunidades pesqueiras”, no dia 5 de agosto (quarta-feira), às 20h, com entrada livre ao público. O filme é uma produção do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP), que denuncia os impactos da mineração sobre as comunidades tradicionais pesqueiras.
Outro destaque na programação cultural será a presença de Ana Helena Tavares, autora do livro “O Dom da Felicidade: as lutas e os voos de Dom Tomás Balduíno”. “Baseado em rica pesquisa documental e entrevistas com figuras históricas, amigos e familiares, o livro-reportagem é uma leitura inspiradora que nada contra a corrente das histórias não contadas do Brasil. É um convite para reacender a esperança e lembrar, nas palavras do próprio Dom Tomás, que ‘Direitos Humanos não se pede de joelhos, Exige-se de pé’, diz a divulgação da publicação.
Haverá ainda durante a programação, a exibição de vídeos em realidade virtual produzidos pela Iniciativa Inter-Religiosa pelas Florestas Tropicais no Brasil (IRI-Brasil), plataforma de apoio às lideranças religiosas para que possam ampliar sua contribuição para a preservação do equilíbrio climático, a conservação e o uso sustentável das florestas e a proteção dos povos indígenas e das comunidades locais.
Mutirão de solidariedade
A sustentabilidade econômica se apresenta como desafio cada vez mais presente para a continuidade e fortalecimento da dimensão da ação sociotransformadora na Igreja do Brasil. Por isso, neste ano, a Cepast-CNBB iniciou uma campanha solidária para quem desejar apoiar a realização do Fórum nacional.
“A ideia que nós temos é começar a construir movimentos colaborativos. Então, é por isso que nesta atividade, estamos fazendo essa campanha, abrindo possibilidade de pensarmos como organizar movimentos coletivos de doações pessoais. Este é um convite, no qual disponibilizamos QR Code, com a Chave Pix, para quem desejar contribuir financeiramente com este momento e nos ajudar a subsidiar o Fórum. Acreditamos no poder do mutirão, da partilha e da comunhão. É essa esperança que nos move. Toda contribuição faz diferença. Doe o que estiver ao seu alcance e mobilize outras pessoas para caminhar conosco”, convida padre Edinho.
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De 5 a 7 de agosto de 2026, a Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, em Brasília, receberá o Fórum da Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CEPAST-CNBB).
“Acreditamos que o Fórum é uma oportunidade para partilharmos a nossa caminhada, desafios e esperança, mas também fortalecer nosso propósito de continuarmos sendo profetas e profetizas, à luz do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo e da Doutrina Social da Igreja, que nos impulsiona para estarmos sempre juntos e juntas com os empobrecidos e empobrecidas, assim como alimenta também nosso vínculo, para caminharmos na sinodalidade”, diz o bispo diocesano de Brejo (MA) e presidente da CEPAST-CNBB, Dom José Valdeci.
Com o lema “Minha comunidade eclesial transforma o mundo”, o Fórum será um espaço propício para fortalecer ações, reunindo vozes de diversas regiões do Brasil, em um clima de diálogo e colaboração. Considerando os desafios atuais a programação será pautada à luz das Novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil.
“O Fórum articula a dimensão sociotransformadora da Igreja do Brasil. Queremos, acima de tudo, fazer com que este momento seja uma experiência de animação, envolvimento e compromisso com a continuidade do trabalho das pastorais sociais, organismos, redes e parcerias, que potencializam essa dimensão na vida da Igreja, diz o assessor padre Edinho Thomassim.
A proposta metodológica busca ir além de temas e pautas, como destaca a assessoria na carta convite.
“Queremos fortalecer processos de articulação, formação e ação, reconhecendo a riqueza da diversidade que nos une e nos impulsiona na construção de transformações. Inspirados pelo convite do Papa Leão XIV à escuta para o discernimento comunitário, desejamos que este seja um espaço de encontro, diálogo e compromisso com a missão”.
Alargar a tenda
A assessora Alessandra Miranda destaca o lugar da inspiração bíblica “Alarga o espaço de sua tenda” (Is 54,2), no Fórum.
“As Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil trazem para nós elementos fundamentais, por isso, elegemos o versículo dois, do capítulo 54 do profeta Isaías. Na perspectiva do convite à mobilidade, a tenda sai de um lugar para o outro, fazendo processos formativos de evangelização e de participação de maneira geral. Então, a espiritualidade estará muito baseada nessa inspiração bíblica”, revela Alessandra.
Articulações em fortalecimento
Durante três dias, o Fórum vai proporcionar uma programação intensa, valorizando os encontros pessoais e a interação, especialmente a partir das afinidades e complementaridades presentes. A CEPAST tem priorizado um olhar pastoral que contempla articulações, seja por áreas de afinidade pastoral, seja tendo em vista fortalecer iniciativas e estratégias compartilhadas.
“Destaco de modo especial a importância de valorizarmos neste Fórum a estratégia das articulações que estão amadurecendo. A ideia é que elas também estejam enraizadas nos territórios”, diz padre Edinho. Neste contexto, a tarde do primeiro dia será dedicada ao encontro das articulações organizadas por área de atuação: Articulação das Pastorais do Campo, Articulação das Pastorais Urbanas, Articulação das Pastorais da Mobilidade Humana e Articulação das Pastorais do Cuidado com a Vida e Saúde.
“Essas articulações terão o papel de olhar para a sua realidade interna, para a situação sociotransformadora também nas macro-regiões, percebendo como atuam dentro de grandes temas, o que se apresenta como avanços, como fragilidades e outros elementos que podem nos ajudar a seguir adiante”, explica a assessora, Alessandra Miranda.
Outros aspectos centrais para a ação sociotransformadora também integram a programação, com momentos de reflexões e partilhas sobre as “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil” e suas implicações práticas nas comunidades; a discussão sobre os caminhos do “Projeto Novas Vocações para a Missão Sociotransformadora”; diálogos sobre o desafio da sustentabilidade para as pastorais nos territórios; partilha e reanimação sobre o “Projeto Popular: O Brasil que queremos”, Grito dos Excluídos e Excluídas 2026 e ainda, um olhar coletivo sobre a ação sociotransformadora, a partir das articulações da Cepast e regionais da CNBB.
“O resgate do Projeto Popular: O Brasil que Queremos e o olhar para as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora vão apontar o caminho por onde caminharemos até 2032, enquanto pastorais sociais e comissões nacional e regionais para a ação sociotransformadora”, finaliza Alessandra.

Arte a serviço da vida
A programação também contará com momentos culturais marcados pela exibição do documentário “Ferida nas Águas – As marcas da mineração e a resistência das comunidades pesqueiras”, no dia 5 de agosto (quarta-feira), às 20h, com entrada livre ao público. O filme é uma produção do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP), que denuncia os impactos da mineração sobre as comunidades tradicionais pesqueiras.
Outro destaque na programação cultural será a presença de Ana Helena Tavares, autora do livro “O Dom da Felicidade: as lutas e os voos de Dom Tomás Balduíno”. “Baseado em rica pesquisa documental e entrevistas com figuras históricas, amigos e familiares, o livro-reportagem é uma leitura inspiradora que nada contra a corrente das histórias não contadas do Brasil. É um convite para reacender a esperança e lembrar, nas palavras do próprio Dom Tomás, que ‘Direitos Humanos não se pede de joelhos, Exige-se de pé’, diz a divulgação da publicação.
Haverá ainda durante a programação, a exibição de vídeos em realidade virtual produzidos pela Iniciativa Inter-Religiosa pelas Florestas Tropicais no Brasil (IRI-Brasil), plataforma de apoio às lideranças religiosas para que possam ampliar sua contribuição para a preservação do equilíbrio climático, a conservação e o uso sustentável das florestas e a proteção dos povos indígenas e das comunidades locais.
Mutirão de solidariedade
A sustentabilidade econômica se apresenta como desafio cada vez mais presente para a continuidade e fortalecimento da dimensão da ação sociotransformadora na Igreja do Brasil. Por isso, neste ano, a Cepast-CNBB iniciou uma campanha solidária para quem desejar apoiar a realização do Fórum nacional.
“A ideia que nós temos é começar a construir movimentos colaborativos. Então, é por isso que nesta atividade, estamos fazendo essa campanha, abrindo possibilidade de pensarmos como organizar movimentos coletivos de doações pessoais. Este é um convite, no qual disponibilizamos QR Code, com a Chave Pix, para quem desejar contribuir financeiramente com este momento e nos ajudar a subsidiar o Fórum. Acreditamos no poder do mutirão, da partilha e da comunhão. É essa esperança que nos move. Toda contribuição faz diferença. Doe o que estiver ao seu alcance e mobilize outras pessoas para caminhar conosco”, convida padre Edinho.
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