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Projeto "Mulheres em Defesa dos Direitos Sociais" avança com cartografia feminista

  • 23 de outubro de 2019
Mulheres constroem cartografia social feminista, o dia 19, no Conjunto Palmeiras, em Fortaleza (CE)
| Foto de Juliana Raquel Lima

O sábado, 19, foi especial para um grupo de mulheres que se reuniram no Conjunto Palmeiras, em Fortaleza (CE). Juntas e sob a facilitação da educadora Magnólia Said, as mulheres iniciaram a construção de uma cartografia social a partir de suas realidades e a dos locais em que vivem, sob uma ótica feminista.

"A cartografia social é feminista, já que o feminismo nos propõe uma libertação do patriarcado, o empoderamento das mulheres, e essa cartografia nos apresenta uma visão do território a partir do olhar das mulheres considerando as relações políticas, culturais, sociais e subjetivas que se estabelecem no território", contou Magnólia.

Divididas em quatro grupos, as mulheres apresentaram seus territórios considerando aquilo que era importante e o que afetava a vida de cada uma delas. "Elas apontaram os equipamentos públicos disponíveis e observaram onde elas estão presentes e se têm governança naqueles espaços ou não. Perguntei se o que existe as atende como deveria atender, e mais, como elas - que são de diferentes bairros - poderiam se articular para exigir mudanças e melhorias em seus bairros", disse Magnólia que é membro do Esplar e da Rede Jubileu Sul Brasil.

Estiveram presentes mulheres dos bairros do Conjunto Santa Filomena, Conjunto João Paulo II, Conjunto Novo Perimetral (Gereba) e Bairro Planalto Pici. "Ela nos passou a base para pensar o território a partir do que as mulheres entendem como importante, necessário, potencialidades, problemáticas e necessidades", disse Juliana Ojuara, membro do Movimento Círculos Populares e uma das articuladoras locais do projeto.

"Durou o dia inteiro de conversas, debates, reflexões e por que não, muitas risadas. Importante o destaque para nosso almoço e lanche da tarde que foram servidos pela Associação Emancipadas: Um grupo de mulheres do Conjunto Palmeiras que trabalham prestando serviços de alimentação como fonte de renda próprio, além da realizar ações de formação e oficinas diversas e atividades de arrecadação de recursos para a melhoria de seus serviços e manutenção do espaço onde trabalham", destacou Juliana.

O Projeto "Mulheres em Defesa dos Direitos Sociais" é uma parceria entre a Rede Jubileu Sul Brasil e Instituto Negra do Ceará (Inegra), Associação das Mulheres em Movimento, Grupo de Mulheres do Jangurussu e mulheres do Planalto Pici. Conta com o apoio da CAFOD e DKA e em como objetivo o fortalecimento de grupos de mulheres nos territórios atendidos.

"São as mulheres entendendo sua importância no mundo e reconhecendo suas contribuições na construção de um novo projeto de sociedade, onde não impere o poder da mercadoria e que o patriarcado e o racismo sejam totalmente destruídos!", destacou Juliana.

Confira as fotos da tarde de formação.

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"A cartografia social é feminista, já que o feminismo nos propõe uma libertação do patriarcado, o empoderamento das mulheres, e essa cartografia nos apresenta uma visão do território a partir do olhar das mulheres considerando as relações políticas, culturais, sociais e subjetivas que se estabelecem no território", contou Magnólia.

Divididas em quatro grupos, as mulheres apresentaram seus territórios considerando aquilo que era importante e o que afetava a vida de cada uma delas. "Elas apontaram os equipamentos públicos disponíveis e observaram onde elas estão presentes e se têm governança naqueles espaços ou não. Perguntei se o que existe as atende como deveria atender, e mais, como elas - que são de diferentes bairros - poderiam se articular para exigir mudanças e melhorias em seus bairros", disse Magnólia que é membro do Esplar e da Rede Jubileu Sul Brasil.

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"Durou o dia inteiro de conversas, debates, reflexões e por que não, muitas risadas. Importante o destaque para nosso almoço e lanche da tarde que foram servidos pela Associação Emancipadas: Um grupo de mulheres do Conjunto Palmeiras que trabalham prestando serviços de alimentação como fonte de renda próprio, além da realizar ações de formação e oficinas diversas e atividades de arrecadação de recursos para a melhoria de seus serviços e manutenção do espaço onde trabalham", destacou Juliana.

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