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O sol e o Tapajós

  • 11 de fevereiro de 2019

Por Ivo Poletto | Fórum MCJS
Realizamos, em Santarém, no oeste do Pará, nos dias 7 e 8, o lançamento do Projeto Tapajós Solar. Descobri que Tapajós significa duas coisas: é o nome de um povo indígena numeroso, considerado extinto, que vivia às margens do rio que tem o mesmo nome; a segunda, que foi o primeiro nome da vila que hoje é a cidade de Santarém.
Por isso, povos indígenas, rio e Santarém têm relações de intimidade, mesmo sabendo que, como em todo o Brasil, a relação dos colonizadores, que chegaram a esta região em torno de 1630, com os povos originários nunca foi pacífica. É questão de justiça que toda vez que se falar do rio Tapajós, seja lembrado também o povo que lhe deu o nome.
Falando com franqueza, o tempo da colonização não acabou. A diferença é que, nas últimas décadas, os investidores estrangeiros na região, vindos de outros países ou de outras regiões do país, estão explorando tudo que existe com uma incrível velocidade. Desejam e estão fazendo de tudo para destruir a floresta amazônica, exportando madeira, soja e carne de gado; para extrair minérios, rasgando o frágil seio amazônico; para interromper a correnteza das águas dos rios amazônicos com barragens, vendendo
energia elétrica. Contam para isso com apoio dos governantes, da mesma forma que os de outrora tiveram apoio do Império português, e agem sempre contra os direitos dos povos originários e quilombolas, das comunidades tradicionais e ribeirinhas.
Se a velocidade da exploração dos bens naturais e das pessoas que vivem de seu trabalho não tiver fim, a vida do bioma Amazônia está em perigo. E essa morte significará menos umidade e chuvas em todas as regiões do país e da América do Sul.  O Projeto Tapajós Solar tem o objetivo de reforçar as lutas dos povos da bacia do rio Tapajós contra a destruição que os está afetando. E o fará especialmente criando
iniciativas que demonstrem que é possível produzir toda a energia que precisamos mudando nossa relação com o sol. Seus raios podem ser fonte de energia elétrica e térmica em todo lado, nos telhados das casas, nos espaços das comunidades, e se essa forma de produzir energia receber apoio de políticas públicas pode, sim, dispensar a construção de barragens para produzir energia hidráulica, bem como de usinas
termelétricas e nucleares.
Que Deus nos ajude a compreender que o sol é fonte gratuita de vida e energia.

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Falando com franqueza, o tempo da colonização não acabou. A diferença é que, nas últimas décadas, os investidores estrangeiros na região, vindos de outros países ou de outras regiões do país, estão explorando tudo que existe com uma incrível velocidade. Desejam e estão fazendo de tudo para destruir a floresta amazônica, exportando madeira, soja e carne de gado; para extrair minérios, rasgando o frágil seio amazônico; para interromper a correnteza das águas dos rios amazônicos com barragens, vendendo
energia elétrica. Contam para isso com apoio dos governantes, da mesma forma que os de outrora tiveram apoio do Império português, e agem sempre contra os direitos dos povos originários e quilombolas, das comunidades tradicionais e ribeirinhas.
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iniciativas que demonstrem que é possível produzir toda a energia que precisamos mudando nossa relação com o sol. Seus raios podem ser fonte de energia elétrica e térmica em todo lado, nos telhados das casas, nos espaços das comunidades, e se essa forma de produzir energia receber apoio de políticas públicas pode, sim, dispensar a construção de barragens para produzir energia hidráulica, bem como de usinas
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Que Deus nos ajude a compreender que o sol é fonte gratuita de vida e energia.

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