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Nota de repudio à chacina ocorrida no Rio de Janeiro

  • 29 de outubro de 2025

A Rede Jubileu Sul acompanha e vem a público manifestar repúdio à estarrecedora ação das Polícias comandas pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Deflagrada neste 28 de outubro de 2025, uma chacina, chamada pela mídia de “megaoperação policial” nos complexos da Penha e do Alemão, resultou em mais de 130 mortes, tornando-se a operação mais letal da história do Estado brasileiro, superando o Carandiru e seus 111 mortos (São Paulo, 1992).

Em primeiro lugar, nossa solidariedade com as famílias afetadas por essa ação policial desastrosa. A "operação" retrata a forma operante de um Estado militarizado e com uma letalidade e violência sem precedentes. Essa ação coordenada pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, com tantas mortes, representa uma política de extermínio.

O Estado, que deveria garantir proteção e segurança tem oferecido o oposto: morte, medo e destruição. O que se vê é a face cruel de um racismo que tem cor e classe social - os negros e pobres.

Nossa solidariedade às crianças, mulheres, famílias inteiras, jovens negros, trabalhadores e moradores dos complexos da Penha e do Alemão, são os mais afetados, vivendo em um cenário de guerra.

Não podemos normalizar a militarização contra os moradores de favelas. Esse mesmo modelo de ação policial tem acontecido em outras partes do mundo, na Palestina, na Faixa de Gaza, no Haiti.

É um modelo adotado para eliminar populações, vidas de trabalhadores e trabalhadoras, de jovens, de moradores e moradoras que, cotidianamente, lutam para sobreviver e reconstruir dignidade em meio à ausência de políticas públicas. Além das mortes, casas, sonhos e histórias, fruto de muito esforço e de conquistas de uma vida inteira, estão sendo destruídas no Rio de Janeiro, na Palestina, no Haiti.

Nós da Rede Jubileu Sul denunciamos a violência sobre os povos, que só aumentando a própria violência, aprofundando a insegurança. Exigimos justiça e a responsabilização do Estado do Rio de Janeiro e do seu governador Cláudio Casto pela violência e a chacina orquestrada.

Que a dor das famílias seja coletiva e que este cenário, de verdadeira guerra urbana e luto, se transforme em luta.

Coordenação da Rede Jubileu Sul Brasil

29 de outubro de 2025.

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Em primeiro lugar, nossa solidariedade com as famílias afetadas por essa ação policial desastrosa. A "operação" retrata a forma operante de um Estado militarizado e com uma letalidade e violência sem precedentes. Essa ação coordenada pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, com tantas mortes, representa uma política de extermínio.

O Estado, que deveria garantir proteção e segurança tem oferecido o oposto: morte, medo e destruição. O que se vê é a face cruel de um racismo que tem cor e classe social - os negros e pobres.

Nossa solidariedade às crianças, mulheres, famílias inteiras, jovens negros, trabalhadores e moradores dos complexos da Penha e do Alemão, são os mais afetados, vivendo em um cenário de guerra.

Não podemos normalizar a militarização contra os moradores de favelas. Esse mesmo modelo de ação policial tem acontecido em outras partes do mundo, na Palestina, na Faixa de Gaza, no Haiti.

É um modelo adotado para eliminar populações, vidas de trabalhadores e trabalhadoras, de jovens, de moradores e moradoras que, cotidianamente, lutam para sobreviver e reconstruir dignidade em meio à ausência de políticas públicas. Além das mortes, casas, sonhos e histórias, fruto de muito esforço e de conquistas de uma vida inteira, estão sendo destruídas no Rio de Janeiro, na Palestina, no Haiti.

Nós da Rede Jubileu Sul denunciamos a violência sobre os povos, que só aumentando a própria violência, aprofundando a insegurança. Exigimos justiça e a responsabilização do Estado do Rio de Janeiro e do seu governador Cláudio Casto pela violência e a chacina orquestrada.

Que a dor das famílias seja coletiva e que este cenário, de verdadeira guerra urbana e luto, se transforme em luta.

Coordenação da Rede Jubileu Sul Brasil

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