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Mulheres da Zona Oeste do RJ mapeiam resistência ao racismo e conflitos socioambientais

  • 4 de junho de 2018

Por Militiva
“Somos mulheres de diversas idades, origens e lugares. Moradoras e militantes da Zona Oeste do Rio de Janeiro, donde se constrói muitas resistências em resposta às ameaças impostas pelo capital e pelo Estado em nome de um modelo de desenvolvimento que explora e esgota os bens naturais, nossos trabalhos, vidas e corpos”.
Partindo deste mote, um grupo de mulheres da Zona Oeste do Rio de Janeiro lança plataforma virtual que reúne mapa, textos, documentos e ilustrações sobre esta região do município. Com o título ”Enfrentamentos aos racismos pelos olhares das Mulheres – uma cartografia feminista sobre violações e resistências na Zona Oeste do Rio de Janeiro”, o material disponível online no endereço  militiva.org.br contém além do mapa  com verbetes e ícones, textos analíticos, trechos da pesquisa e sistematização do percurso de investigação empreendido pelo grupo de mulheres auto-organizadas que se autodenomina Militiva.
O mapa ilustrado chama atenção: a base escolhida localiza a Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, mas não reproduz as tradicionais fronteiras administrativas da cidade. “Nosso mapa é delimitado pelos maciços – Pedra Branca, Tijuca e Mendanha-Gericinó – e pelas bacias hidrográficas com os rios vivos que pulsam nos territórios”, explica a Militiva. Em destaque, 10 categorias (verbetes) marcadas no mapa divididas em “violações” e “resistências”, que localizam alguns conceitos e processos nos territórios, dentre eles: feminismos, sequestro das águas, violências, luta por moradia e práticas e saberes tradicionais. Cada verbete é representado por uma imagem (ícone) e a definição também foi escrita coletivamente pelo grupo.
Militância Investigativa
A proposta de realização de uma pesquisa militante surgiu no Instituto Políticas alternativas para o Cone Sul (Pacs) após mais de 15 anos de atuação conjunta com movimentos sociais e organizações de mulheres na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Em 2015, deu-se início a construção coletiva do trabalho que seguiria por três anos reunindo cerca de 25 mulheres ao longo do percurso e culminando com o lançamento do material sistematizado.
Conforme explica a página, o próprio nome Militiva advém da conformação político-metodológica da coletiva que – desafiando convenções  sobre pesquisa e produção de conhecimento – propõe o conceito de Militância Investigativa para definir a coletividade envolvida no processo e o próprio percurso metodológico forjado. “Partimos do entendimento de que a construção compartilhada da pesquisa poderia fazer desta um instrumento que contribuísse para visibilizar e projetar a vivência das mulheres a partir da cotidianidade da luta”, explica a Militiva.
Além do mapa, textos e materiais de sistematização da experiência, é possível encontrar na página links para outras iniciativas de cartografia social, pesquisa militante e de coletivas, organizações e grupos que trabalham com as temáticas de racismo ambiental, feminismos e conflitos socioambientais no Brasil e na América Latina.

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O mapa ilustrado chama atenção: a base escolhida localiza a Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, mas não reproduz as tradicionais fronteiras administrativas da cidade. “Nosso mapa é delimitado pelos maciços – Pedra Branca, Tijuca e Mendanha-Gericinó – e pelas bacias hidrográficas com os rios vivos que pulsam nos territórios”, explica a Militiva. Em destaque, 10 categorias (verbetes) marcadas no mapa divididas em “violações” e “resistências”, que localizam alguns conceitos e processos nos territórios, dentre eles: feminismos, sequestro das águas, violências, luta por moradia e práticas e saberes tradicionais. Cada verbete é representado por uma imagem (ícone) e a definição também foi escrita coletivamente pelo grupo.
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Conforme explica a página, o próprio nome Militiva advém da conformação político-metodológica da coletiva que – desafiando convenções  sobre pesquisa e produção de conhecimento – propõe o conceito de Militância Investigativa para definir a coletividade envolvida no processo e o próprio percurso metodológico forjado. “Partimos do entendimento de que a construção compartilhada da pesquisa poderia fazer desta um instrumento que contribuísse para visibilizar e projetar a vivência das mulheres a partir da cotidianidade da luta”, explica a Militiva.
Além do mapa, textos e materiais de sistematização da experiência, é possível encontrar na página links para outras iniciativas de cartografia social, pesquisa militante e de coletivas, organizações e grupos que trabalham com as temáticas de racismo ambiental, feminismos e conflitos socioambientais no Brasil e na América Latina.

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