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Jubileu Sul fala sobre projeto Rio+Tóxico apoiado pelo Fundo Socioambiental – CASA

  • 10 de abril de 2013

O Rio de Janeiro será palco de uma série de Mega Eventos, começando pela Rio+20 (que aconteceu em 2012), passando pela Copa do Mundo em 2014 até os Jogos Olímpicos de 2016. A economia local, impulsionada pela atividade do petróleo, ganha novo impulso com as obras de infraestrutura para os grandes eventos, e também pela atração de novos complexos siderúrgicos e de logística para o escoamento de recursos naturais, como portos e estradas. O avanço deste modelo de desenvolvimento sobre o território do Rio de Janeiro não se faz sem um alto preço social e ambiental. Com efeito, famílias de comunidades vizinhas aos locais de construção destes projetos econômicos têm sido vítimas sistemática da violência – física e institucional – e têm testemunhado a degradação ambiental provocada por estes empreendimentos em suas localidades, tornando-se também vítimas de injustiça ambiental.

O projeto Rio+Tóxico permitiu às organizações envolvidas, tais como a Associação Homens do Mar (AHOMAR), Associação de Aquicultores e Pescadores da Pedra de Guaratiba (AAPP), Associação da População Atingida pela Companhia Siderúrgica do Atlântico (APA CSA), Fórum dos Afetados pela Indústria do Petróleo e Petroquímica nas Cercanias da Bahia de Guanabara (FAPP-BG), PACS, FASE, Justiça Global, Jubileu Sul Brasil, Jubileu Sul Américas, Rede Brasileira de Justiça Ambiental, Amigos da Terra Brasil, Oilwatch, World Rainforest Movement, Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais, Articulação dos Atingidos pela Vale, Coletivo Fazendo Media, Rio40Caos e Instituto Mais Democracia, aproveitarem a atenção dada ao Rio de Janeiro durante a Rio+20 para dar visibilidade aos atingidos/as pelo processo de degradação produzido pela instalação de grandes projetos de desenvolvimento econômico na região metropolitana do Rio de Janeiro.

O projeto Rio+Tóxico teve como objetivo central a realização de ações simultâneas e articuladas de visibilização das lutas por direitos que vem ocorrendo nesses territórios e de intercambio entre os movimentos a nível local, regional e nacional. O projeto também fomentou a realização de um trabalho de forma articulada entre organizações, comunidades e movimentos sociais que buscou contribuir para a qualificação e ampliação do debate sobre os impactos dos grandes projetos de desenvolvimento sobre o território e comunidades no Rio de Janeiro; para a mobilização rumo à Cúpula dos Povos na Rio+20; e, finalmente, para a construção de uma posição crítica e independente a respeito das negociações da Rio +20.

Enquanto diplomatas e chefes de Estado se reuniam no Riocentro para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, representantes de comunidades e entidades da sociedade civil guiavam ativistas, jornalistas e pesquisadores de diferentes países do mundo por três empreendimentos de forte impacto socioambiental na região metropolitana da cidade. O Rio+Tóxico aconteceu entre os dias 15 a 17 de junho, e teve como objetivo mostrar que na mesma cidade que serviu de palco para as negociações sobre o marco da política ambiental internacional, estão sendo desenvolvidos uma série de megaprojetos na contramão do discurso oficial. Durante os três dias de visita, as missões passaram por Santa Cruz, Duque de Caxias e Magé, áreas afetadas pela siderúrgica ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) e pela refinaria de Duque de Caxias REDUC-Petrobrás. Outros destinos foram a Área de Proteção Ambiental de São Bento e o Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho, o maior da América Latina. Os visitantes participaram de reuniões e visitas, e puderam fazer entrevistas com lideranças e moradores locais. O ponto de partida escolhido para a saída dos ônibus que levaram os participantes deste turismo tóxico foi o BNDES, no Centro do Rio, de onde sai também grande parte do financiamento.

Todo esse trabalho foi possível com o apoio do Fundo Socioambiental – CASA, que sem dúvida tem sido um grande parceiro na construção da justiça social e ambiental, não só no caso do Rio de Janeiro, mas em outras situações que temos acompanhado.

Parabéns ao CASA pelo trabalho junto as comunidades através de suas parcerias.

Fonte: http://www.casa.org.br/pt/noticias/591-casa-instituto-jubiliu-sul-fala-do-projeto-e-do-apoio-do-casa

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O projeto Rio+Tóxico permitiu às organizações envolvidas, tais como a Associação Homens do Mar (AHOMAR), Associação de Aquicultores e Pescadores da Pedra de Guaratiba (AAPP), Associação da População Atingida pela Companhia Siderúrgica do Atlântico (APA CSA), Fórum dos Afetados pela Indústria do Petróleo e Petroquímica nas Cercanias da Bahia de Guanabara (FAPP-BG), PACS, FASE, Justiça Global, Jubileu Sul Brasil, Jubileu Sul Américas, Rede Brasileira de Justiça Ambiental, Amigos da Terra Brasil, Oilwatch, World Rainforest Movement, Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais, Articulação dos Atingidos pela Vale, Coletivo Fazendo Media, Rio40Caos e Instituto Mais Democracia, aproveitarem a atenção dada ao Rio de Janeiro durante a Rio+20 para dar visibilidade aos atingidos/as pelo processo de degradação produzido pela instalação de grandes projetos de desenvolvimento econômico na região metropolitana do Rio de Janeiro.

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Todo esse trabalho foi possível com o apoio do Fundo Socioambiental – CASA, que sem dúvida tem sido um grande parceiro na construção da justiça social e ambiental, não só no caso do Rio de Janeiro, mas em outras situações que temos acompanhado.

Parabéns ao CASA pelo trabalho junto as comunidades através de suas parcerias.

Fonte: http://www.casa.org.br/pt/noticias/591-casa-instituto-jubiliu-sul-fala-do-projeto-e-do-apoio-do-casa

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