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Jubileu Sul Américas realiza atividade para discutir o tema da dívida e financeirização da natureza

  • 20 de junho de 2012

Representantes do Jubileu Sul Ásia, América Central, e América do Sul realizaram na manhã de ontem (18), um encontro durante a Cúpula dos Povos na Rio + 20 por Justiça Social e Ambiental, no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, como parte das atividades autogestionadas. Os/as participantes tiveram a oportunidade de compartilhar suas experiências nas lutas contra as dívidas em seus países e regiões.

Foi questionado o avanço da financeirização e mercantilização da vida e da natureza impulsionado pelas empresas multinacionais, as Instituições Financeiras e os governos dos países mais poderosos do planeta, e exigiram que as dívidas parem e que os verdadeiros responsáveis pela crise que se está vivendo assumam suas responsabilidades e reparem os crimes cometidos. Ao mesmo tempo o Jubile Sul pediu reparações porque os povos do Sul global não são devedores e credores das dívidas histórica, social, ecológica, climática e financeira.

Ivone Yanez, da Ação Ecológica – Jubileu Sul (JS), disse que temos que entender o papel dos governos "amigos” – citou alguns deles: Argentina, Brasil, Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua -, e suas contradições, que são muitas. Uma delas pode ser o extrativismo, a destruição da natureza. "Esse modelo extrativista é bem presente em nossos países”, disse. Ela acrescentou que é necessário entender que o capitalismo é uma máquina de destruição, e, nesse contexto, pensarmos como enfrentar esse sistema.

Por sua vez, Carolina Amaya, da Unidade Ecológica Salvadorenha de El Salvador/JS comentou que há duas semanas os movimentos sociais da América Central realizaram em Honduras um encontro e firmaram alguns acordos: iniciar um observatório das falsas soluções para que se possa perceber muito mais o que vem acontecendo com a natureza e trabalhar a radiografia da dívida porque os países estão se endividando cada vez mais com as ofertas dos bancos internacionais, e trabalhar por uma auditoria da dívida.

Ao final do encontro Nora Cortiñas, da Associação Madres de la Plaza de Mayo/JS, disse que está muito contente em participar da Cúpula dos Povos e que está aqui com a presença dos 30 mil desaparecidos na Argentina e que se soma com os desparecidos dos países irmãos, onde a metodologia do dominante é tirar todos os direitos deles e delas .

"Quando as mães saem do seu âmbito elas levam essas histórias: verdade, justiça e memoria, e também levantam as bandeiras de lutas dos seus filhos e filhas. Nós aprendemos que os pais deixavam uma herança, mas em nosso caso foram os filhos e filhas quem nos deixaram essa herança, a luta”, disse Nora. "Ao longo do tempo as mães foram aprendendo porque que levaram nossos filhos e filhas. Havia palavras que não sabíamos, como capitalismo, neoliberalismo, dominação e escravidão, fomos tomando os ensinamentos de vocês [militantes de movimentos sociais, organizações e redes] na luta, nas ruas”, complementou Nora.

A notícia é do Jubileo Sur/Américas | Minga Informativa de los Movimientos Sociales Convergencia de Comunicación de los Movimientos en la Cumbre de los Pueblos

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Por sua vez, Carolina Amaya, da Unidade Ecológica Salvadorenha de El Salvador/JS comentou que há duas semanas os movimentos sociais da América Central realizaram em Honduras um encontro e firmaram alguns acordos: iniciar um observatório das falsas soluções para que se possa perceber muito mais o que vem acontecendo com a natureza e trabalhar a radiografia da dívida porque os países estão se endividando cada vez mais com as ofertas dos bancos internacionais, e trabalhar por uma auditoria da dívida.

Ao final do encontro Nora Cortiñas, da Associação Madres de la Plaza de Mayo/JS, disse que está muito contente em participar da Cúpula dos Povos e que está aqui com a presença dos 30 mil desaparecidos na Argentina e que se soma com os desparecidos dos países irmãos, onde a metodologia do dominante é tirar todos os direitos deles e delas .

"Quando as mães saem do seu âmbito elas levam essas histórias: verdade, justiça e memoria, e também levantam as bandeiras de lutas dos seus filhos e filhas. Nós aprendemos que os pais deixavam uma herança, mas em nosso caso foram os filhos e filhas quem nos deixaram essa herança, a luta”, disse Nora. "Ao longo do tempo as mães foram aprendendo porque que levaram nossos filhos e filhas. Havia palavras que não sabíamos, como capitalismo, neoliberalismo, dominação e escravidão, fomos tomando os ensinamentos de vocês [militantes de movimentos sociais, organizações e redes] na luta, nas ruas”, complementou Nora.

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