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Indicação de novo ministro da fazenda acende sinal de alerta

  • 13 de abril de 2026

A nomeação do ministro da Fazenda Dario Durigan, ocorrida no último mês, fez acender o sinal de alerta de quem defende a soberania nacional.  Até recentemente, o agora ministro Durigan atuava como representante de uma importante empresa estrangeira de tecnologia, tendo transitado do setor privado para o setor público.

O que significa ter, no Ministério da Fazenda, em um mundo em guerra e em disputa por hegemonia, um ministro que carrega na biografa uma relação tão próxima aos interesses das grandes corporações de tecnologia?

Recentemente, o professor e pesquisador Sérgio Amadeu (UFABC), lançou o livro: “Big techs e a guerra total”, no qual, demonstra como se formou e se dá a relação de colaboração entre empresas privadas e o complexo militar estadunidense, especialmente no mapeamento de populações civis, e cujas “vitrines” dessa máquina de guerra, como têm sido os casos do genocídio palestino e da guerra contra o Líbano. As redes sociais passaram a ser usadas como instrumento de guerra, com o mapeamento de comportamentos considerados suspeitos, potenciais “terroristas”. O algoritmo entrega o alvo a ser eliminado por um drone, tornando a guerra um ato “impessoal”.

Além disso, outra forma de utilizar a tecnologia e as redes sociais para alçar ou derrubar governos e regimes, a guerra híbrida é uma realidade permanente e instrumento de tentativas de desestabilização de governos em todo o mundo. Dessa forma, a regulamentação das atividades das big techs é essencial.

Acontece que  Dario Durigan foi o chefe de políticas públicas do WhatsApp e negociava diretamente com o Governo Federal as políticas para o aplicativo.  Foi sob sua chefia que, em 2022, o governo Bolsonaro garantiu a não interferência  no funcionamento do WhatsApp no Brasil.

Cabe ressaltar ainda Durigan não é um “caso isolado” de ocupantes de altos cargos no  Governo Federal aliados às big techs: Pablo Bello, ex-Meta,  ocupa cargos importantes no ministério da Fazenda - atualmente assessor do Durigan para tratar de redes, inteligência artificial, datacenters etc.  Ou seja, está tudo dominado pelas grandes empresas de tecnologia.

O economista chileno Pablo Bello Arellano mal havia deixado o cobiçado cargo de diretor de Políticas Públicas para Aplicativos de Mensagens no conglomerado do bilionário americano Mark Zuckerberg, quando foi anunciado para um posto de terceiro escalão no Ministério da Fazenda (leia mais clicando aqui).

A influência das grandes empresas de tecnologia na segurança digital ainda é subestimada por grande parte dos movimentos e organizações sociais do Brasil. O poder dessas empresas se manifesta não apenas na capacidade de construir e manipular opiniões, gerir bases de dados e influenciar tendências de consumo, mas também na prática de compra de influência. É alarmante!

Outro emento é em relação aos datacenters. A recente aprovação de legislação que concede isenção fiscal a esses centros de dados - originalmente proposta como medida provisória e transformada em Projeto de Lei a pedido do Ministério da Fazenda -  é motivo de grande preocupação. Trata-se do  PL 278/2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), aprovado pela Câmara, que suspende tributos federais (PIS/Cofins, IPI e Imposto de Importação), por até cinco anos, para compra de equipamentos de Tecnologia da Informação.

É possível criar mecanismos que evitem que fatos como esses voltem a ocorrer, por exemplo, aprovando leis que proíbam esse “livre trânsito” entre o setor público e o privado, criando uma janela compulsória entre a atividade profissional no trânsito entre empresas privadas e órgãos públicos e vice versa.

Por fim, sabemos que a política macroeconomia não mudará. Tudo para o capital, migalhas para o social seguirá.  O arcabouço fiscal estrangula as possibilidades de um desenvolvimento soberano do nosso país.

Enquanto o rentismo e o austericídio orquestrarem a política econômica continuaremos reféns dos interesses dos grandes grupos econômicos, em particular bancos e fundos de investimentos que sugam, através do sistema da dívida pública, os fundos públicos que deveriam ser direcionados para os pagamentos das dividas sociais, ecológicas e históricas. Reparações já!

9 de abril de 2026.

Coordenação do Jubileu Sul Brasil

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O que significa ter, no Ministério da Fazenda, em um mundo em guerra e em disputa por hegemonia, um ministro que carrega na biografa uma relação tão próxima aos interesses das grandes corporações de tecnologia?

Recentemente, o professor e pesquisador Sérgio Amadeu (UFABC), lançou o livro: “Big techs e a guerra total”, no qual, demonstra como se formou e se dá a relação de colaboração entre empresas privadas e o complexo militar estadunidense, especialmente no mapeamento de populações civis, e cujas “vitrines” dessa máquina de guerra, como têm sido os casos do genocídio palestino e da guerra contra o Líbano. As redes sociais passaram a ser usadas como instrumento de guerra, com o mapeamento de comportamentos considerados suspeitos, potenciais “terroristas”. O algoritmo entrega o alvo a ser eliminado por um drone, tornando a guerra um ato “impessoal”.

Além disso, outra forma de utilizar a tecnologia e as redes sociais para alçar ou derrubar governos e regimes, a guerra híbrida é uma realidade permanente e instrumento de tentativas de desestabilização de governos em todo o mundo. Dessa forma, a regulamentação das atividades das big techs é essencial.

Acontece que  Dario Durigan foi o chefe de políticas públicas do WhatsApp e negociava diretamente com o Governo Federal as políticas para o aplicativo.  Foi sob sua chefia que, em 2022, o governo Bolsonaro garantiu a não interferência  no funcionamento do WhatsApp no Brasil.

Cabe ressaltar ainda Durigan não é um “caso isolado” de ocupantes de altos cargos no  Governo Federal aliados às big techs: Pablo Bello, ex-Meta,  ocupa cargos importantes no ministério da Fazenda - atualmente assessor do Durigan para tratar de redes, inteligência artificial, datacenters etc.  Ou seja, está tudo dominado pelas grandes empresas de tecnologia.

O economista chileno Pablo Bello Arellano mal havia deixado o cobiçado cargo de diretor de Políticas Públicas para Aplicativos de Mensagens no conglomerado do bilionário americano Mark Zuckerberg, quando foi anunciado para um posto de terceiro escalão no Ministério da Fazenda (leia mais clicando aqui).

A influência das grandes empresas de tecnologia na segurança digital ainda é subestimada por grande parte dos movimentos e organizações sociais do Brasil. O poder dessas empresas se manifesta não apenas na capacidade de construir e manipular opiniões, gerir bases de dados e influenciar tendências de consumo, mas também na prática de compra de influência. É alarmante!

Outro emento é em relação aos datacenters. A recente aprovação de legislação que concede isenção fiscal a esses centros de dados - originalmente proposta como medida provisória e transformada em Projeto de Lei a pedido do Ministério da Fazenda -  é motivo de grande preocupação. Trata-se do  PL 278/2026, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), aprovado pela Câmara, que suspende tributos federais (PIS/Cofins, IPI e Imposto de Importação), por até cinco anos, para compra de equipamentos de Tecnologia da Informação.

É possível criar mecanismos que evitem que fatos como esses voltem a ocorrer, por exemplo, aprovando leis que proíbam esse “livre trânsito” entre o setor público e o privado, criando uma janela compulsória entre a atividade profissional no trânsito entre empresas privadas e órgãos públicos e vice versa.

Por fim, sabemos que a política macroeconomia não mudará. Tudo para o capital, migalhas para o social seguirá.  O arcabouço fiscal estrangula as possibilidades de um desenvolvimento soberano do nosso país.

Enquanto o rentismo e o austericídio orquestrarem a política econômica continuaremos reféns dos interesses dos grandes grupos econômicos, em particular bancos e fundos de investimentos que sugam, através do sistema da dívida pública, os fundos públicos que deveriam ser direcionados para os pagamentos das dividas sociais, ecológicas e históricas. Reparações já!

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