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Henrique Meirelles e o nocivo sistema de perdão às dívidas. Quem pagará?

  • 6 de setembro de 2017

 Rede Jubileu Sul Brasil 
No Brasil golpeado, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que esteve à frente do Banco Central no governo Lula e foi o fiador da “Carta ao povo brasileiro”, em 2002, segue cumprindo o papel de promotor vigoroso da sangria das contas públicas, dos ajustes macroeconômico, do congelamento de gastos sociais por 20 anos e das reformas trabalhista e previdenciária. Somente até o mês de agosto de 2017, o governo Temer perdoou 28 bilhões de reais de dívidas de bancos privados como Itaú, Santander e Unibanco, por exemplo. Ao mesmo tempo em que esse (des)governo prepara três programas arquitetados que preveem o parcelamento de débitos tributários que podem permitir o perdão de uma dívida de R$ 78 bilhões de empresários. Em meio a este cenário, assistimos a grande sangria de recursos públicos para pagar os títulos da dívida interna e externa que somam 3,3 trilhões de reais ao ano, algo em torno de 47% do orçamento total do Governo Federal! É este mesmo governo golpista que promove benécias aos banqueiros e empresários e para o povo oferece cortes em programas sociais, além de projetar para o ano que vem a retirada de R$ 10,00 do salário mínimo.

Henrique Meirelles. Foto: Carta Capital


Sem atacar o sistema da dívida, mecanismo que produz sempre o mesmo resultado - desigualdades, pobreza, fome, desemprego etc., - o  país não conseguirá sair desta situação de crise econômica, política e social decadente em que se encontra.
Henrique Meireles, o escudo blindado de Temer, que se instalou no Palácio do Planalto desde então e, atualmente, articula junto ao Congresso a aprovação de um “alongamento” da dívida brasileira, mediante o lançamento de papéis do Tesouro Nacional, a juros incontroláveis (flutuantes) e com vencimentos em 100 anos, que será mais uma amarra para aprofundar o sistema de endividamento e favorecer a especulação por parte do capital financeiro. O mesmo aconteceu com a política “econômica” do Macri, na Argentina. Esse governo ilegítimo está abrindo mão da soberania nacional e comprometendo o futuro das próximas gerações, eternizando a dívida pública. Qualquer semelhança com Argentina não é mera coincidência. Macri e Meirelles são velhos comparsas e o processo para suprimir a democracia segue o mesmo roteiro aqui e ali, sob monitoramento e apoio dos países imperialistas.
A extrema concentração de capital industrial e financeiro, as guerras, o desemprego estrutural, a precarização do trabalho, as privatizações, os ajustes fiscais são parte do sistema neoliberal que sequestrou a democracia e tudo isso ocorre com o apoio da grande midia empresarial e com o financiamento público. O que resulta na radicalização dos ataques ao chamado “estado de direito” visando “derreter” a política, para que então consolidem seu projeto de pensamento único. O totalitarismo midiático a serviço dos piratas financistas confunde a opinião pública e determinam a política sem precisar passar por eleição. Essa mesma mídia age para desinformar a opinião pública e desmobilizar quaisquer tentativas de mobilização popular autônoma, criminalizando e incentivando o uso da violência como forma de conter as manifestações em defesa da vida, dos direitos e dos territórios.
Tudo e todos viramos mercadorias. Assim chegamos, no século XXI, ao tão propagado Estado mínimo neoliberal e de um Estado máximo para financiar o avanço das fronteiras territoriais do capital. O Estado é máximo também quando se trata de garantir os lucros das empresas e a impor o controle social por meio do recrudescimento do Estado penal e da militarização. Enquanto isso, generosos resultados primários são conquistados para pagar os credores da dívida, mais que isso, bens e empresas públicas são abertas à capitalização e à privatização. Essa é a base do acordo entre máfias políticas, elites financeiras e a mídia empresarial. Mais do que nunca faz-se necessário a construção da unidade popular dos setores comprometidos com o desenvolvimento democrático e soberano do país para combater e derrotar o projeto dos inimigos do povo.
Queremos democracia real já! Precisamos criar espaços de democracia direta como Assembleias Populares e outros instrumentos de convergência dos movimentos populares, bem como, fortalecer os nossos próprios meios de comunicação apoiando iniciativas amplas de mídia alternativa em todo o país. A crise de projeto ao qual o país vem passando, agudizada pelo caos criado pela agenda ultraliberal do governo golpista, precisa ter como resposta a mobilização social e a construção de um projeto popular alternativo de país, fomentada desde os de baixo.
Há quase 20 anos a Rede Jubileu Sul se dedica à luta dos povos excluídos, vítimas diretas da máquina do endividamento. Neste processo de resgate da democracia, exigimos uma AUDITORIA INTEGRAL DA DÍVIDA PÚBLICA brasileira. É preciso expor para toda a nação quem são os verdadeiros credores. Lembremos sempre que essas dívidas são imperdoáveis! Não devemos, não pagamos! Nós, os povos, somos os verdadeiros credores!

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Henrique Meirelles. Foto: Carta Capital


Sem atacar o sistema da dívida, mecanismo que produz sempre o mesmo resultado - desigualdades, pobreza, fome, desemprego etc., - o  país não conseguirá sair desta situação de crise econômica, política e social decadente em que se encontra.
Henrique Meireles, o escudo blindado de Temer, que se instalou no Palácio do Planalto desde então e, atualmente, articula junto ao Congresso a aprovação de um “alongamento” da dívida brasileira, mediante o lançamento de papéis do Tesouro Nacional, a juros incontroláveis (flutuantes) e com vencimentos em 100 anos, que será mais uma amarra para aprofundar o sistema de endividamento e favorecer a especulação por parte do capital financeiro. O mesmo aconteceu com a política “econômica” do Macri, na Argentina. Esse governo ilegítimo está abrindo mão da soberania nacional e comprometendo o futuro das próximas gerações, eternizando a dívida pública. Qualquer semelhança com Argentina não é mera coincidência. Macri e Meirelles são velhos comparsas e o processo para suprimir a democracia segue o mesmo roteiro aqui e ali, sob monitoramento e apoio dos países imperialistas.
A extrema concentração de capital industrial e financeiro, as guerras, o desemprego estrutural, a precarização do trabalho, as privatizações, os ajustes fiscais são parte do sistema neoliberal que sequestrou a democracia e tudo isso ocorre com o apoio da grande midia empresarial e com o financiamento público. O que resulta na radicalização dos ataques ao chamado “estado de direito” visando “derreter” a política, para que então consolidem seu projeto de pensamento único. O totalitarismo midiático a serviço dos piratas financistas confunde a opinião pública e determinam a política sem precisar passar por eleição. Essa mesma mídia age para desinformar a opinião pública e desmobilizar quaisquer tentativas de mobilização popular autônoma, criminalizando e incentivando o uso da violência como forma de conter as manifestações em defesa da vida, dos direitos e dos territórios.
Tudo e todos viramos mercadorias. Assim chegamos, no século XXI, ao tão propagado Estado mínimo neoliberal e de um Estado máximo para financiar o avanço das fronteiras territoriais do capital. O Estado é máximo também quando se trata de garantir os lucros das empresas e a impor o controle social por meio do recrudescimento do Estado penal e da militarização. Enquanto isso, generosos resultados primários são conquistados para pagar os credores da dívida, mais que isso, bens e empresas públicas são abertas à capitalização e à privatização. Essa é a base do acordo entre máfias políticas, elites financeiras e a mídia empresarial. Mais do que nunca faz-se necessário a construção da unidade popular dos setores comprometidos com o desenvolvimento democrático e soberano do país para combater e derrotar o projeto dos inimigos do povo.
Queremos democracia real já! Precisamos criar espaços de democracia direta como Assembleias Populares e outros instrumentos de convergência dos movimentos populares, bem como, fortalecer os nossos próprios meios de comunicação apoiando iniciativas amplas de mídia alternativa em todo o país. A crise de projeto ao qual o país vem passando, agudizada pelo caos criado pela agenda ultraliberal do governo golpista, precisa ter como resposta a mobilização social e a construção de um projeto popular alternativo de país, fomentada desde os de baixo.
Há quase 20 anos a Rede Jubileu Sul se dedica à luta dos povos excluídos, vítimas diretas da máquina do endividamento. Neste processo de resgate da democracia, exigimos uma AUDITORIA INTEGRAL DA DÍVIDA PÚBLICA brasileira. É preciso expor para toda a nação quem são os verdadeiros credores. Lembremos sempre que essas dívidas são imperdoáveis! Não devemos, não pagamos! Nós, os povos, somos os verdadeiros credores!

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