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Generais brasileiros aceitam se submeter ao comando militar de potência estrangeira

  • 19 de fevereiro de 2019

Por Celio Turino | Nodal 
Isso é crime de alta traição à pátria e vai acontecer a partir deste ano, sob o governo mais entreguista da história do Brasil. Como se não bastasse a entrega da EMBRAER à Boeing e, por tabela, ao Pentágono das FFAA dos EUA, agora generais brasileiros, de forma submissa, vão bater continência ao Estado Maior das FFAA de uma potência estrangeira, assumindo comando de tropas na SouthCom (Comando Sul das FFAA estadunidense). E não venham dizer que isso dará status de comandante ao general brasileiro, ao contrário, o status será de Capitão do Mato, pois o comando da tropa estará submetido ao alto comando do generalato dos EUA.

Com essa humilhante servidão o Brasil dá o primeiro passo para que jovens brasileiros sejam usados como bucha de canhão nas conhecidas ações de morte da mais belicosa Força de Guerra do mundo. Os soldados brasileiros entrarão como carne para ser queimada em guerras de ocupação imperialista, enquanto os servis oficiais brasileiros comandarão a entrega de vidas. Que indignidade!
O vexame entreguista é ainda maior quando o anúncio desta rendição nacional acontece no Senado dos EUA, no dia 7/2/2019, pela voz do almirante Craig Faller, comandante do Comando Sul das FFAA. A propósito, se os EUA situam-se no hemisfério norte, por qual motivo, que não seja a invasão de outras nações, mantém um comando militar para o hemisfério Sul? Repetindo, o comunicado aconteceu no Senado de um país estrangeiro, e não no Senado brasileiro!
Em outros tempos esse anúncio seria considerado alta traição à Pátria, mas no Brasil sob Bolsonaro, em que ser lesa-pátria é mérito, a nação se coloca de joelhos ante a dominação estrangeira (militar, econômica e cultural). Pior, esse crime será encarado com a maior naturalidade e certamente surgirão muitos Silvérios dos Reis a justifica-lo.
Não existem patriotas nas FFAA do Brasil???? Contra indígenas, ambientalistas, padres, sem-terra e pobres, são valentões, mas contra forças de ocupação imperialista são cordeiros. Enquanto espionam a Igreja Católica, seguem colocando-se à serviço da entrega das riquezas naturais e do povo brasileiro aos interesses de potências estrangeiras. Até quando a pilhagem do país será tolerada? Na França ocupada pelo Nazismo, os oficiais do colaboracionismo, sob o governo de Vichy, se sujeitaram a tal infâmia. Mas por pouco tempo, até que a história fizesse justiça. No Brasil também não faltará esse dia.

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