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Emergência climática: Carta do FMCJS pede 'política coerente e mobilização dos povos'

  • 13 de março de 2024

Seminário do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental aprofundou debate e denúncia das falsas soluções frente às mudanças climáticas. Rede Jubileu Sul Brasil participou do encontro realizado neste mês de março, em Brasília. 

Seminário Nacional do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental, realizado entre 4 e 6 de março de 2024. Foto: FMCJS

Por Flaviana Serafim - Jubileu Sul Brasil* 

O  Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental (FMCJS) realizou a etapa presencial de seu Seminário Nacional entre os dias 4 e 6 de março, em Brasília (DF). O momento foi de definição de prioridades e ações do Fórum para 2024, além do compartilhamento de experiências e desafios, dando seguimento ao processo de construção coletiva iniciado em fevereiro, em encontros virtuais. 

Para a secretária executiva Rosilene Wansetto, que representou a Rede Jubileu Sul Brasil (JSB) no evento, o seminário foi importante para aprofundar o debate e denunciar a falácia sobre as falsas soluções que governos, as Conferências do Clima (COPs) e O G20 vêm propagando para o enfrentamento às mudanças climáticas. 

“As emergências climáticas têm ressaltado não só as desigualdades socioeconômicas, mas também de gênero, raça, etnia, além da criminalização da pobreza, a militarização, o racismo ambiental. Isso porque essas emergências climáticas estão relacionadas a crimes ambientais,  a situações de vulnerabilidade nos territórios onde a maior parte da população está vivendo hoje. ”, afirma Rosilene. 

A socióloga avalia que o mais urgente é “mudar o sistema porque não podemos mudar o clima. Nossa perspectiva é de mudar o sistema para que as pessoas possam viver nos territórios, nos espaços onde escolheram viver, porque sabemos que governos, empresas têm implementado ações - como na mineração e no agronegócio - que são as maiores provocadoras das mudanças climáticas”, critica. 

“Por isso também dialogamos sobre a importância de reparações urgentes, reparações históricas para as populações Não só agora por conta dos crimes socioambientais da atualidade, mas também as reparações históricas com relação aos povos indígenas e tradicionais, que hoje são os grandes cuidadores dos territórios e da Mãe Terra”, completa.  

Carta de alerta

Ao final, foi divulgada a carta Alerta aos Povos do Brasil e seu Governo, na qual o FMCJS expressa “preocupação em relação às políticas públicas de enfrentamento das mudanças climáticas e suas consequências na vida da população empobrecida”. O Fórum destaca que COP 30, que ocorre em Belém do Pará, em 2025, é oportunidade de convocar “a humanidade a assumir e colocar em prática as mudanças pessoais e estruturais que a Mãe Terra exige com urgência”, alertando na carta que as mudanças só vão acontecer “com políticas coerentes e de mobilização de todos os povos”. 

Entre outras medidas urgentes, o documento pontua o fim da exploração e do uso dos combustíveis fósseis, o fim de soluções apresentadas pela falsa economia verde e azul (megaempreendimentos de energias renováveis e mineração) e da lógica mercantil sobre a terra e territórios, entre outros. 

Confira a íntegra:

*Com informações do FMCJS

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Seminário Nacional do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental, realizado entre 4 e 6 de março de 2024. Foto: FMCJS

Por Flaviana Serafim - Jubileu Sul Brasil* 

O  Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental (FMCJS) realizou a etapa presencial de seu Seminário Nacional entre os dias 4 e 6 de março, em Brasília (DF). O momento foi de definição de prioridades e ações do Fórum para 2024, além do compartilhamento de experiências e desafios, dando seguimento ao processo de construção coletiva iniciado em fevereiro, em encontros virtuais. 

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A socióloga avalia que o mais urgente é “mudar o sistema porque não podemos mudar o clima. Nossa perspectiva é de mudar o sistema para que as pessoas possam viver nos territórios, nos espaços onde escolheram viver, porque sabemos que governos, empresas têm implementado ações - como na mineração e no agronegócio - que são as maiores provocadoras das mudanças climáticas”, critica. 

“Por isso também dialogamos sobre a importância de reparações urgentes, reparações históricas para as populações Não só agora por conta dos crimes socioambientais da atualidade, mas também as reparações históricas com relação aos povos indígenas e tradicionais, que hoje são os grandes cuidadores dos territórios e da Mãe Terra”, completa.  

Carta de alerta

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Entre outras medidas urgentes, o documento pontua o fim da exploração e do uso dos combustíveis fósseis, o fim de soluções apresentadas pela falsa economia verde e azul (megaempreendimentos de energias renováveis e mineração) e da lógica mercantil sobre a terra e territórios, entre outros. 

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