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Como vivem os imigrantes venezuelanos de Manaus

  • 8 de novembro de 2018

Por Michelly Nazaré Sousa e Lidiane Cristo*
De acordo com todo o processo do projeto de interiorização do Governo Federal, a Prefeitura de Manaus se disponibilizou a arcar com toda a assistência aos venezuelanos, doando semanalmente um rancho básico e mensalmente o valor de R$ 600,00 como fundo de emergência, recebido em um cartão de débito onde o cacique responsável por cada bloco divide de acordo com as necessidades das famílias de cada “apartamento”.

O Residencial é dividido em quatro blocos, dos quais três são de famílias indígenas da etnia Warao e um de famílias urbanas. Os três blocos estão divididos em quinze “apartamentos”, convivendo cerca de cinco a nove pessoas em um espaço com um quarto, uma sala e um banheiro, a cozinha é comunitária. Cada família faz seu próprio alimento. Há ali cerca de cem pessoas por bloco. A cozinha comunitária, foi estruturada pela prefeitura de Manaus, o gás de cozinha é dividido e cada família contribui com R$ 7,00 para a aquisição do gás.

De acordo com o cacique Abel, 33 anos, sua comunidade foi dividida e enviada para vários estados da federação. Os mais próximos estão no Pará e ele acredita que vivam as mesmas dificuldades físicas, biológicas, financeiras, e sobretudo as dificuldades culturais e linguísticas. Ainda que muitos falem até três idiomas: warao, espanhol e agora português, a compreensão entre nações ainda se apresenta como uma grande barreira cultural. Abel relata ainda que as mulheres são obrigadas a pedir dinheiro nas ruas de Manaus por causa das dificuldades financeiras. As crianças sofre com doenças, como alergias, devido ao calor, dificuldades de adaptação a alimentação, problemas intestinais, entre outros.
Para a jovem venezuelana Yiset, 32 anos, há dificuldade para arranjar emprego por causa da língua e outros obstáculos. Apesar disso, não pretende voltar para a sua terra natal: “Manaus é quente, mas acolhedora”, e acrescenta que, os brasileiros são receptivos e ajudam sempre a todos. Ela compreende que a cidade também tem seus problemas políticos, educacionais, sociais e econômicos e teme que a ajuda que recebem não dure muito tempo.
Entretanto, apesar das dificuldades que passa o povo venezuelano, os imigrantes tentam manter sua cultura e crenças, trabalhando seus artesanatos e comidas típicas contando com o apoio da área missionária da Igreja Católica e realizando exposições de seus artesanatos, bem como festas culturais para manter e distribuir a alegria de um povo que apesar do sofrimento continua aguerrido e com esperança no futuro.
* Matéria criada pelo grupo de Multiplicandos do Processo de Formação Continuada e Multiplicadora do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social após uma visita ao grupo de refugiados realizada no dia 20 de outubro de 2018.

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Para a jovem venezuelana Yiset, 32 anos, há dificuldade para arranjar emprego por causa da língua e outros obstáculos. Apesar disso, não pretende voltar para a sua terra natal: “Manaus é quente, mas acolhedora”, e acrescenta que, os brasileiros são receptivos e ajudam sempre a todos. Ela compreende que a cidade também tem seus problemas políticos, educacionais, sociais e econômicos e teme que a ajuda que recebem não dure muito tempo.
Entretanto, apesar das dificuldades que passa o povo venezuelano, os imigrantes tentam manter sua cultura e crenças, trabalhando seus artesanatos e comidas típicas contando com o apoio da área missionária da Igreja Católica e realizando exposições de seus artesanatos, bem como festas culturais para manter e distribuir a alegria de um povo que apesar do sofrimento continua aguerrido e com esperança no futuro.
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