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Coletivo de Mulheres atua em Contagem, cidade de MG que em dois anos registrou 91 casos de feminicídio

  • 21 de junho de 2018

Coletivo de Mulheres São Matheus em audiência pública em Contagem (MG) | Foto de Gilvan Silva


Por Karla Maria | rede Jubileu Sul Brasil
A cidade de Contagem, a 20 quilômetros de Belo Horizonte, registrou, nos anos de 2016 e 2017, 91 casos de feminicídio. Em todo o estado de Minas, no mesmo período, foram registrados 830 casos. Esta é a realidade em que o Coletivo de Mulheres São Matheus está inserida.
“Isso demonstra a falta de conhecimento. Não chega informação às mulheres. Não há esse trabalho preventivo e a mulher fica refém”, disse Simone Miranda Soares à TV Assembleia Legislativa de Minas Gerais durante audiência pública no dia 9.
Simone é coordenadora do Coletivo de Mulheres São Matheus, que nasceu do Projeto “Nós, mulheres, na defesa e na luta por direitos”, coordenado pela Rede Jubileu Sul Brasil e implementado pela Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, entidade responsável pela implementação do projeto.
“Ali, as mulheres do coletivo falaram da realidade do bairro que vivem e da situação de exclusão em relação ao acesso aos serviços públicos”, contou Ermelinda de Fátima Heleno de Melo, lembrando que a partir do diagnóstico feito na Cartografia Social as mulheres apontaram alguns espaços públicos abandonados.
“Durante a audiência apresentamos um vídeo que fizemos durante o a visita aos espaços, fizemos o nosso diagnóstico e a partir dele apresentamos um requerimento solicitando a cessão do espaço para o Coletivo”, informou Ermelinda.
O diagnóstico feito pelas mulheres apontou que no bairro de São Matheus o transporte público tem passagens caras, postos de saúde precários, sem ginecologista e sem farmácia popular. Denunciaram falta de oportunidades para a geração de renda, alta taxa de analfabetismo e o fechamento de equipamentos educativos e culturais que existiam.
Fazem parte do coletivo mulheres que exercem diferentes funções, como cabeleireiras, artesãs, estudantes, assistentes de vendas, comerciárias, diaristas e pastoras, com idades variando de 20 anos a 60 anos.
O projeto “Nós, mulheres, na defesa e na luta por direitos” ocorre nos territórios de Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, São Paulo e São José dos Campos e tem por objetivo realizar um ciclo de formação ao longo de um ano. O projeto é uma realização da rede Jubileu Sul Brasil com apoio do Instituto Irmãs da Santa Cruz, Adveniat, Cafod e DKA.

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