Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Câmara aprova acordo Mercosul–União Europeia; Jubileu Sul denuncia riscos socioambientais e cobra debate público

  • 27 de fevereiro de 2026

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, neste 25 de fevereiro, o acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Apenas a federação PSOL/Rede votou contra a proposta. O texto aprovado foi o da representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) e agora segue para análise do Senado Federal.

O acordo estabelece uma área de livre comércio entre os dois blocos. Para a Rede Jubileu Sul Brasil (JSB), membro da coordenação da Frente Brasileira contra o Acordo UE-Mercosul, o tratado é controverso e carece de amplo debate público. Ao longo dos últimos anos, organizações da sociedade civil e movimentos populares, tanto na Europa quanto nos países do Mercosul, vêm alertando para os impactos nas normas de segurança alimentar, no emprego, na agricultura e no aumento do desmatamento.

Apesar da sinalização favorável do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para a assinatura do acordo em dezembro último, a Rede JSB e outras organizações sociais reforçam que o tratado mantém a  lógica desigual nas relações comerciais entre os blocos.

Estudos e denúncias apontam que a eliminação de alíquotas de exportação para commodities agrícolas e minerais, como o minério de ferro, além da ampliação de cotas para carne, etanol e açúcar, vai estimular a expansão da produção agropecuária e da mineração. Isso vai ampliar corredores logísticos ligados ao agronegócio, ao complexo da soja e à cana-de-açúcar, intensificando pressões sobre povos e seus territórios. 

Temos alertado incansavelmente que o avanço do agronegócio e da mineração vão agravar as violações de direitos de povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores e agricultoras familiares, trabalhadores e trabalhadoras do campo e cidade. Também temos denunciado o risco de fortalecimento de vetores de desmatamento e queimadas, em desacordo com compromissos climáticos assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris e das metas internacionais de proteção à biodiversidade.

Diante da tramitação no Senado, defendemos a ampliação do debate público e a participação social nas discussões sobre política comercial, a exemplo de processos anteriores, como as mobilizações contra a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e os debates na Organização Mundial do Comércio (OMC).

A Rede JSB reafirma posicionamento contrário ao acordo e defende que decisões dessa magnitude precisam considerar seus impactos sociais, ambientais e econômicos de longo prazo.

Coordenação Rede Jubileu Sul Brasil

26 de fevereiro de 2026.

Últimas notícias

Mulheres da Pequena África se reúnem no Quilombo da Gamboa para avaliar luta por moradia e denunciar PLC 093

No último dia 13 de abril, o Quilombo da Gamboa, na região da Pequena África, no centro do Rio de Janeiro (RJ), sediou mais uma…
Ler mais...

Cepast-CNBB apresenta projeto para renovar lideranças e rejuvenescer pastorais sociais

No último dia 20, a Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora (Cepast-CNBB) aproveitou a 62ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Aparecida (SP), para…
Ler mais...

Jubileu Sul, MCP e Habitat para a Humanidade lançam 2ª edição da cartilha “Sisteminha: uma experiência comunitária”

O Movimento dos Conselhos Populares (MCP), a Rede Jubileu Sul Brasil e a Habitat para a Humanidade Brasil lançam a segunda edição revisada da cartilha…
Ler mais...

Câmara aprova acordo Mercosul–União Europeia; Jubileu Sul denuncia riscos socioambientais e cobra debate público

  • 27 de fevereiro de 2026

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, neste 25 de fevereiro, o acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Apenas a federação PSOL/Rede votou contra a proposta. O texto aprovado foi o da representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) e agora segue para análise do Senado Federal.

O acordo estabelece uma área de livre comércio entre os dois blocos. Para a Rede Jubileu Sul Brasil (JSB), membro da coordenação da Frente Brasileira contra o Acordo UE-Mercosul, o tratado é controverso e carece de amplo debate público. Ao longo dos últimos anos, organizações da sociedade civil e movimentos populares, tanto na Europa quanto nos países do Mercosul, vêm alertando para os impactos nas normas de segurança alimentar, no emprego, na agricultura e no aumento do desmatamento.

Apesar da sinalização favorável do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para a assinatura do acordo em dezembro último, a Rede JSB e outras organizações sociais reforçam que o tratado mantém a  lógica desigual nas relações comerciais entre os blocos.

Estudos e denúncias apontam que a eliminação de alíquotas de exportação para commodities agrícolas e minerais, como o minério de ferro, além da ampliação de cotas para carne, etanol e açúcar, vai estimular a expansão da produção agropecuária e da mineração. Isso vai ampliar corredores logísticos ligados ao agronegócio, ao complexo da soja e à cana-de-açúcar, intensificando pressões sobre povos e seus territórios. 

Temos alertado incansavelmente que o avanço do agronegócio e da mineração vão agravar as violações de direitos de povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores e agricultoras familiares, trabalhadores e trabalhadoras do campo e cidade. Também temos denunciado o risco de fortalecimento de vetores de desmatamento e queimadas, em desacordo com compromissos climáticos assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris e das metas internacionais de proteção à biodiversidade.

Diante da tramitação no Senado, defendemos a ampliação do debate público e a participação social nas discussões sobre política comercial, a exemplo de processos anteriores, como as mobilizações contra a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e os debates na Organização Mundial do Comércio (OMC).

A Rede JSB reafirma posicionamento contrário ao acordo e defende que decisões dessa magnitude precisam considerar seus impactos sociais, ambientais e econômicos de longo prazo.

Coordenação Rede Jubileu Sul Brasil

26 de fevereiro de 2026.

Últimas notícias

Mulheres da Pequena África se reúnem no Quilombo da Gamboa para avaliar luta por moradia e denunciar PLC 093

No último dia 13 de abril, o Quilombo da Gamboa, na região da Pequena África, no centro do Rio de Janeiro (RJ), sediou mais uma…
Ler mais...

Cepast-CNBB apresenta projeto para renovar lideranças e rejuvenescer pastorais sociais

No último dia 20, a Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora (Cepast-CNBB) aproveitou a 62ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Aparecida (SP), para…
Ler mais...

Jubileu Sul, MCP e Habitat para a Humanidade lançam 2ª edição da cartilha “Sisteminha: uma experiência comunitária”

O Movimento dos Conselhos Populares (MCP), a Rede Jubileu Sul Brasil e a Habitat para a Humanidade Brasil lançam a segunda edição revisada da cartilha…
Ler mais...