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Sisteminha em Paraipaba (CE) fortalece a luta contra a fome e a dívida social nas comunidades

  • 2 de junho de 2026

No último dia 17 de maio de 2026, a Rede Jubileu Sul Brasil, em parceria com o Movimento dos Conselhos Populares (MCP) e o Coletivo Crítica Radical, implantou mais um Sisteminha de segurança e soberania alimentar, desta vez na comunidade de Paraipaba, município a cerca de 100 km de Fortaleza (CE). 

A atividade começou de manhã, com a saída do grupo de Fortaleza em direção à Paraipaba, onde fica o quintal disponibilizado por Jeane Freitas, membro do MCP. O espaço foi escolhido para ser usado coletivamente pelos moradores da região, após um processo prévio de articulação que incluiu visita técnica e diálogo com a comunidade.

A iniciativa  responde diretamente a uma das faces mais perversas da dívida social no Brasil: a fome. 

Para o Jubileu Sul, dívida social é também dívida alimentar. Enquanto o Estado se endivida com o sistema financeiro, milhões de pessoas pagam com a falta de comida na mesa. A implantação da horta comunitária em Paraipaba é um ato concreto de resistência a essa lógica, promovendo autonomia, solidariedade e direito à alimentação adequada. 

Duas pessoas trabalhando em horta comunitária em Paraíbapa, mulher usando bastão para cultivar solo e homem segurando recipiente, cercada por vegetação densa e muros de tijolos.

Mutirão plantando horta comunitária agroecológica em Paraipaba (CE). Fotos: Ada Ponte

Produção coletiva, distribuição solidária

A horta implantada segue o modelo do “Sisteminha”, uma estratégia de segurança e soberania alimentar baseada no cultivo agroecológico, no trabalho em mutirão e na distribuição solidária dos alimentos entre as famílias participantes. No caso de Paraipaba, o quintal disponibilizado se torna um espaço coletivo onde a produção é compartilhada e os frutos são destinados prioritariamente às moradoras e moradores da comunidade. 

Ao chegarem ao local, as pessoas participantes realizaram a preparação do solo e o plantio em regime de mutirão, seguindo orientações técnicas fornecidas por parceiros da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Secretaria de Meio Ambiente da UFC. As instituições contribuíram com recomendações sobre escolha e aquisição de insumos, manejo do solo, adubação e cultivo das espécies.

O solo foi enriquecido com farinha de osso, húmus de minhoca e adubo orgânico. Foram plantadas diversas hortaliças e ervas, como alecrim, manjericão, hortelã, coentro e cebolinha. Também foi iniciada a germinação de sementes de abóbora, pimentão, tomate, tomate cereja, acelga, rúcula, beterraba e quiabo, entre outras variedades.

Horta comunitária com plantas jovens em fileiras, bananeira ao centro e muro de tijolos vermelhos ao fundo, área de cultivo organizada para produção agroecológica.

Histórico: o primeiro Sisteminha com apoio do Jubileu Sul foi em 2021

A ação em Paraipaba não é a primeira do tipo. O 1º Sisteminha implementado com apoio do Jubileu Sul Brasil ocorreu em 2021, no Conjunto Palmeiras, em Fortaleza. Naquele momento, em meio às dificuldades agravadas pela pandemia de Covid-19, a comunidade se organizou de forma autônoma para produzir alimentos e enfrentar a crise sanitária e econômica. A experiência mostrou que é possível, com autogestão e solidariedade, construir respostas concretas à fome, mesmo quando o poder público se omite.

Agora, em 2026, o Sisteminha chega a Paraipaba ampliando essa rede de resistência alimentar, sempre com o mesmo princípio: a terra cultivada coletivamente, a colheita partilhada e a dívida social sendo enfrentada desde a raiz.

Resultados e perspectivas

A atividade foi concluída com êxito, resultando na horta comunitária já estruturada e pronta para o desenvolvimento. A expectativa é que o espaço seja cuidado de forma coletiva pelos moradores da comunidade, garantindo acesso a alimentos frescos e ervas medicinais, além de fortalecer a autonomia local e a organização popular. 

A ação demonstra a importância do trabalho coletivo na construção de iniciativas comunitárias voltadas para a soberania alimentar e o fortalecimento dos territórios.

A Rede Jubileu Sul Brasil segue acompanhando o desenvolvimento da horta e apoiando comunidades em ações de resistência e defesa de direitos, reafirmando o compromisso com práticas sustentáveis e com a participação popular.

As atividades no Ceará fazem parte do projeto "Resistência e defesa de direitos frente ao sobre-endividamento público", realizado pelo JSB por meio do Termo de Fomento nº 984635/2025, firmado com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, decorrente da Emenda Parlamentar nº 36110013, de autoria da deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP), e da Emenda Parlamentar nº 44830012, do deputado federal Tarcísio Motta (PSOL-RJ). 

Por Comunicação - Jubileu Sul Brasil

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A atividade começou de manhã, com a saída do grupo de Fortaleza em direção à Paraipaba, onde fica o quintal disponibilizado por Jeane Freitas, membro do MCP. O espaço foi escolhido para ser usado coletivamente pelos moradores da região, após um processo prévio de articulação que incluiu visita técnica e diálogo com a comunidade.

A iniciativa  responde diretamente a uma das faces mais perversas da dívida social no Brasil: a fome. 

Para o Jubileu Sul, dívida social é também dívida alimentar. Enquanto o Estado se endivida com o sistema financeiro, milhões de pessoas pagam com a falta de comida na mesa. A implantação da horta comunitária em Paraipaba é um ato concreto de resistência a essa lógica, promovendo autonomia, solidariedade e direito à alimentação adequada. 

Duas pessoas trabalhando em horta comunitária em Paraíbapa, mulher usando bastão para cultivar solo e homem segurando recipiente, cercada por vegetação densa e muros de tijolos.

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Ao chegarem ao local, as pessoas participantes realizaram a preparação do solo e o plantio em regime de mutirão, seguindo orientações técnicas fornecidas por parceiros da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Secretaria de Meio Ambiente da UFC. As instituições contribuíram com recomendações sobre escolha e aquisição de insumos, manejo do solo, adubação e cultivo das espécies.

O solo foi enriquecido com farinha de osso, húmus de minhoca e adubo orgânico. Foram plantadas diversas hortaliças e ervas, como alecrim, manjericão, hortelã, coentro e cebolinha. Também foi iniciada a germinação de sementes de abóbora, pimentão, tomate, tomate cereja, acelga, rúcula, beterraba e quiabo, entre outras variedades.

Horta comunitária com plantas jovens em fileiras, bananeira ao centro e muro de tijolos vermelhos ao fundo, área de cultivo organizada para produção agroecológica.

Histórico: o primeiro Sisteminha com apoio do Jubileu Sul foi em 2021

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Agora, em 2026, o Sisteminha chega a Paraipaba ampliando essa rede de resistência alimentar, sempre com o mesmo princípio: a terra cultivada coletivamente, a colheita partilhada e a dívida social sendo enfrentada desde a raiz.

Resultados e perspectivas

A atividade foi concluída com êxito, resultando na horta comunitária já estruturada e pronta para o desenvolvimento. A expectativa é que o espaço seja cuidado de forma coletiva pelos moradores da comunidade, garantindo acesso a alimentos frescos e ervas medicinais, além de fortalecer a autonomia local e a organização popular. 

A ação demonstra a importância do trabalho coletivo na construção de iniciativas comunitárias voltadas para a soberania alimentar e o fortalecimento dos territórios.

A Rede Jubileu Sul Brasil segue acompanhando o desenvolvimento da horta e apoiando comunidades em ações de resistência e defesa de direitos, reafirmando o compromisso com práticas sustentáveis e com a participação popular.

As atividades no Ceará fazem parte do projeto "Resistência e defesa de direitos frente ao sobre-endividamento público", realizado pelo JSB por meio do Termo de Fomento nº 984635/2025, firmado com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, decorrente da Emenda Parlamentar nº 36110013, de autoria da deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP), e da Emenda Parlamentar nº 44830012, do deputado federal Tarcísio Motta (PSOL-RJ). 

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