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Berta Cáceres – Nem Perdoar, nem esquecer! Amanhã, dia 4, ato em frente a Embaixada de Honduras, em Brasília

  • 3 de março de 2016

A rede Jubileu Sul Brasil se soma à rede Jubileu Sul/Américas e pede para que todas as organizações se unam em ações, sejam em mobilizações em frente às Embaixadas de Honduras em seus respectivos países, ou enviando cartas, notas de repúdio aos organismos internacionais de Direitos Humanos. Amanhã, dia 4 de março, às 10h, um ato de repúdio ao assassinato desta lutadora será realizado na Embaixada de Honduras, em Brasília.
O assassinato de Berta Cáceres, liderança indígena, integrante do COPINH (Conselho de Organizações Populares e Indígenas de Honduras), em Honduras, representa claramente a
perseguição a todas as pessoas que lutam em defesa dos direitos humanos em nossa América Latina e Caribe. Repudiamos com toda força esse crime e reforçamos que não vamos parar até que haja justiça.
Hoje, 3 de março de 2015, essa tragédia também representa para todos os movimentos sociais um dia de resistência, indignação, revolta e coragem. Não vão nos parar!
Conhecemos e compartilhamos juntos a história de luta de Berta, mulher íntegra e de uma coragem ímpar, enfrentando os gigantes da megamineração e das hidrelétricas até as últimas consequências.
Em abril de 2015, a companheira Berta Cáceres recebeu o prêmio Goldman, um dos mais prestigiados do mundo em temas ambientais, outorgado pelo seu trabalho na defesa do território Lenca, ameaçado pelas nefastas consequências e a violenta construção do Projeto Hidrelétrico de Água Zarca da transnacional chinesa SINOHYDRO em conjunto com a empresa hondurenha DESA (Desenvolvimento Energético Sociedade Anônima). Há anos a população Lenca já denunciava a vulnerabilidade dos direitos à água como fonte de vida e da cultura frente ao avanço das empresas, paramilitares e do governo.
Solicitamos toda a proteção aos companheiros que estão feridos e são testemunhas-chave do assassinato de nossa companheira. Proteção e segurança a Gustavo Castro, da organização Otros Mundos de Chiapas, México e a Aureliano Molina, membro do COPINH, ambos juntamente com Berta participavam do Fórum sobre Energias Alternativas desde a visão Indígenas, organizado pelo COPINH, que estava acontecendo entre os dias 2 a 4 de março, em Utopia. A vida destes dois companheiros deve ser protegida e toda a segurança deve ser dada e acompanhada pelos organismos internacionais de Direitos Humanos para que assim tenhamos os fatos verdadeiramente esclarecidos e os culpados punidos.
Rejeitamos qualquer justificativa de seu assassinato. Berta Cáceres foi assassinada de forma covarde, como covarde é o Estado de Honduras, com seu longo histórico de criminalização e extermínio de lideranças que se opõem aos seus interesses. Sim, o Estado é o grande responsável por esse crime e deve responder por isso.
Cáceres foi morta por desconhecidos, em sua casa, em La Esperanza de Intibucá, em Honduras, na madrugada deste dia 3 de março.
Berta Cáceres, Vive, Vive!
Sua luta, segue, segue!
Justiça! Justiça!

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