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Ato em SP reúne cerca de 5 mil pessoas contra perseguição a cozinhas solidárias

  • 25 de fevereiro de 2025

Manifestantes repudiam ação de parlamentares da direita contra a distribuição de comida para pessoas em situação de vulnerabilidade

Por Redação - Brasil de Fato

Um ato no centro de São Paulo reuniu cerca de 5 mil pessoas para repudiar a criminalização do funcionamento das cozinhas solidárias, iniciativa criada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e outros movimentos populares para distribuição de refeições durante a pandemia de covid-19 e que também funcionaram para alívio da crise alimentar causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul em maio de 2024. As cozinhas se tornaram política pública do governo federal em 2023.

De acordo com os manifestantes, essa política está sob ataque no Legislativo em âmbito federal, estadual e municipal. O grupo de deputados que atacam a política foi apelidado pelos participantes de “Bancada da Fome”. No dia 13 de fevereiro, por exemplo, o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) declarou que pretende instituir a “CPI das Quentinhas”, por conta de denúncias de possíveis irregularidades na execução da política. A apuração das denúncias está em andamento.

Iniciativa do MTST e de outros movimentos populares, as cozinhas foram idealizadas para distribuir alimentos de qualidade durante a pandemia de covid-19 - Assessoria de Comunicação/Deputada Estadual Ediane Maria

“É um absurdo o movimento dessa direita elitista e revanchista que tem ódio de pobre e ódio de qualquer iniciativa de emancipação do nosso povo. Essa onda, que vem desde Brasília, vem se espalhando por estados e municípios”, diz Ediane Maria, deputada estadual pelo Psol de São Paulo e integrante do MTST. “Na cidade de São Paulo, a GCM [Guarda Civil Metropolitana] não deixa o pessoal das cozinhas solidárias entregar comida para as pessoas em situação de vulnerabilidade e extrema pobreza. É uma crueldade sem fim”, afirma.

A militante do MTST e Coordenadora Nacional das Cozinhas Solidárias, Ana Paula Perles, acredita que os ataques à distribuição de alimentos são um reflexo da perseguição política aos movimentos sociais. “As cozinhas nasceram do movimento social e viraram programa federal, por meio de lei sancionada pelo presidente Lula, porque é uma iniciativa eficaz, que dá certo. A Bancada da Fome tem se movimentado para descredibilizar o trabalho que as cozinhas solidárias têm feito no Brasil. Com essa perseguição, eles estão tentando impedir que comida de qualidade chegue para aqueles que precisam. É uma ataque à solidariedade.”

As cozinhas solidárias buscam prover alimentação saudável e adequada em comunidades vulneráveis em todo o país.

Edição: Thalita Pires

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“É um absurdo o movimento dessa direita elitista e revanchista que tem ódio de pobre e ódio de qualquer iniciativa de emancipação do nosso povo. Essa onda, que vem desde Brasília, vem se espalhando por estados e municípios”, diz Ediane Maria, deputada estadual pelo Psol de São Paulo e integrante do MTST. “Na cidade de São Paulo, a GCM [Guarda Civil Metropolitana] não deixa o pessoal das cozinhas solidárias entregar comida para as pessoas em situação de vulnerabilidade e extrema pobreza. É uma crueldade sem fim”, afirma.

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