Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

As boas coisas da paralisação dos caminhoneiros

  • 29 de maio de 2018

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

A cidade está um silêncio. As ruas estão desertas, bicicleteiros e pedestres podem andar à vontade. O ar está limpo. Não há ruídos para perturbar nossos ouvidos. Não há gás na cidade, muita gente cozinhando com churrasqueira, panela elétrica, fogão solar.

Não há postos com gasolina e os carros estão nas garagens. Começa faltar de tudo nos mercados e supermercados, mas os hortigranjeiros que vem do interior estão passando em nossas portas, também galinha caipira, bode fresco, peta, ovos, etc. Portanto, fome ainda não chegou por aqui.

Aqui é uma região produtora de hortigranjeiros, a exportação está bloqueada, prejuízos de 570 milhões de reais segundo a VALEXPORT. Em compensação, estamos comendo quase de graça as frutas de exportação que antes nem passavam pelo mercado local, como a banana de primeira que nunca se via por aqui.

Sabe que seria interessante aprender a lição e voltarmos a ter pomares nas chácaras, hortas nas casas, menos dependência de supermercado e dos shoppings? Quem sabe dependermos menos de caminhões, com produções mais regionalizadas...

Quem sabe até pensarmos em ferrovias, trens com muitos vagões, apenas uma locomotiva, levando gente e mercadoria.... Quem sabe navegação de cabotagem pela longa costa brasileira, abastecendo grande parte de nossas cidades litorâneas...

Quem sabe mais energia solar produzida pelo povo, também eólica e assim menos dependência de combustíveis fósseis...

Quem sabe chegue a hora que não precisemos mais de petróleo – esse poluidor do ar, que colabora com o aquecimento global – e possamos viver de energias limpas. Como gorjeta nos livraríamos dos Pedros Parentes e dos analistas do mercado.

Quem sabe uma civilização menos predatória, menos consumista, mais sustentável, mais humana e realmente agradável de se viver...

Olha, esse paraíso nem parece tão impossível....

Obs: Escrevo a partir do dipolo Juazeiro-Petrolina

Últimas notícias

Jubileu Sul, MCP e Habitat para a Humanidade lançam 2ª edição da cartilha “Sisteminha: uma experiência comunitária”

O Movimento dos Conselhos Populares (MCP), a Rede Jubileu Sul Brasil e a Habitat para a Humanidade Brasil lançam a segunda edição revisada da cartilha…
Ler mais...

Feira de artesanato e cultura movimenta comunidade Nova Vida em Manaus

Na última quinta-feira, 9 de abril, a Comunidade Nova Vida, na zona norte de Manaus, foi palco de uma celebração da cultura, arte e tradição…
Ler mais...

Conflitos no Campo 2025: CPT fará lança relatório nacional dia 27 de abril

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lança, no próximo dia 27 de abril (segunda-feira), a 40a edição do relatório Conflitos no Campo Brasil, com os dados da…
Ler mais...

As boas coisas da paralisação dos caminhoneiros

  • 29 de maio de 2018

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

A cidade está um silêncio. As ruas estão desertas, bicicleteiros e pedestres podem andar à vontade. O ar está limpo. Não há ruídos para perturbar nossos ouvidos. Não há gás na cidade, muita gente cozinhando com churrasqueira, panela elétrica, fogão solar.

Não há postos com gasolina e os carros estão nas garagens. Começa faltar de tudo nos mercados e supermercados, mas os hortigranjeiros que vem do interior estão passando em nossas portas, também galinha caipira, bode fresco, peta, ovos, etc. Portanto, fome ainda não chegou por aqui.

Aqui é uma região produtora de hortigranjeiros, a exportação está bloqueada, prejuízos de 570 milhões de reais segundo a VALEXPORT. Em compensação, estamos comendo quase de graça as frutas de exportação que antes nem passavam pelo mercado local, como a banana de primeira que nunca se via por aqui.

Sabe que seria interessante aprender a lição e voltarmos a ter pomares nas chácaras, hortas nas casas, menos dependência de supermercado e dos shoppings? Quem sabe dependermos menos de caminhões, com produções mais regionalizadas...

Quem sabe até pensarmos em ferrovias, trens com muitos vagões, apenas uma locomotiva, levando gente e mercadoria.... Quem sabe navegação de cabotagem pela longa costa brasileira, abastecendo grande parte de nossas cidades litorâneas...

Quem sabe mais energia solar produzida pelo povo, também eólica e assim menos dependência de combustíveis fósseis...

Quem sabe chegue a hora que não precisemos mais de petróleo – esse poluidor do ar, que colabora com o aquecimento global – e possamos viver de energias limpas. Como gorjeta nos livraríamos dos Pedros Parentes e dos analistas do mercado.

Quem sabe uma civilização menos predatória, menos consumista, mais sustentável, mais humana e realmente agradável de se viver...

Olha, esse paraíso nem parece tão impossível....

Obs: Escrevo a partir do dipolo Juazeiro-Petrolina

Últimas notícias

Jubileu Sul, MCP e Habitat para a Humanidade lançam 2ª edição da cartilha “Sisteminha: uma experiência comunitária”

O Movimento dos Conselhos Populares (MCP), a Rede Jubileu Sul Brasil e a Habitat para a Humanidade Brasil lançam a segunda edição revisada da cartilha…
Ler mais...

Feira de artesanato e cultura movimenta comunidade Nova Vida em Manaus

Na última quinta-feira, 9 de abril, a Comunidade Nova Vida, na zona norte de Manaus, foi palco de uma celebração da cultura, arte e tradição…
Ler mais...

Conflitos no Campo 2025: CPT fará lança relatório nacional dia 27 de abril

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lança, no próximo dia 27 de abril (segunda-feira), a 40a edição do relatório Conflitos no Campo Brasil, com os dados da…
Ler mais...