Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Ex-deputado Arthur do Val invade ocupação de mulheres vítimas de violência em Campinas

  • 8 de maio de 2023

Ex-deputado cassado invadiu e ameaçou mulheres da ocupação Maria Lúcia Petit, recém criada para ampliar rede de enfrentamento à violência contra as mulheres. Caso foi registrado na delegacia de Campinas (SP), com pedido de medidas protetivas

Redação - Jubileu Sul Brasil 

A ocupação Maria Lúcia Petit, no bairro Botafogo, em Campinas (SP), foi invadida pelo ex-deputado estadual Arthur do Val na tarde da última sexta-feira (5/5). Ele invadiu, fez provocações e ameaças às mulheres. Foi registrado boletim de ocorrência e feito pedido de medidas protetivas às ocupantes ameaçadas por do Val. 

A ocupação foi recém criada, em 30 de abril, para ampliar a rede contra a violência às mulheres, frente à ausência de políticas públicas de atendimento na Região Metropolitana de Campinas. No momento da invasão, uma atividade cultural estava sendo realizada na ocupação, que é liderada pelo Movimento de Mulheres Olga Benário. 

Com a reação de parlamentares campineiros em defesa das mulheres , Arthur do Val também ameaçou vereadores, entre os quais a vereadora Mariana Conti (PSOL), presidente da Comissão da Mulher na Câmara Municipal. Ela acompanhou as ameaçadas à delegacia de Campinas e expressou preocupação “com a escalada da violência que é fomentada por sujeitos como esse. Esse abusador esteve na ocupação ameaçando as mulheres e incitando as pessoas e cometerem violência contra as mulheres que estão ali. Aqui na delegacia, Arthur do Val insinuou que eu deveria apanhar”, denunciou em vídeo publicado no Twitter.  

Coordenadora da ocupação, Mayara Fagundes afirmou em assembleia no espaço Maria Lúcia Petit que, apesar das ameaças e da invasão, há um acúmulo “muito maior que o cansaço que estamos sentindo, que é a vitória que a gente tem de estar aqui pisando nesse chão, um espaço que se propõe a acolher contra a violência e também um ambiente cultural para essa cidade”, afirma. 

Ainda segundo a coordenadora, “esse playboy não tem o que fazer, porque de fato não trabalha, ele vive de renda, da herança dele, da família dele que explorou nosso povo. Mas tenho um recado muito claro pra ele: esse espaço é do Olga Benário, é da Maria Lúcia Petit, é do povo campineiro e não especulação imobiliária”, ressaltou em vídeo divulgado nas redes sociais pelo movimento de ocupação. 

A militante Ana, membro do movimento, criticou a invasão e destacou que as mulheres residentes “são trabalhadoras, são estudantes que estão aqui resistindo às ameaças desses fascistas que arrancaram nossas bandeiras e invadiram a ocupação. Foi um parlamentar cassado por ter ido à Ucrânia fazer turismo sexual, é esse tipo de fascita que vem aqui ameaçar as mulheres”, criticou. 

Mais conhecido como “Mamãe falei” o ex-deputado teve o mandato cassado há cerca de um ano na Assembleia Legislativa de São Paulo, com votos de todos os 73 votos parlamentares presentes à sessão de 17 de maio de 2022, e perdeu os direitos políticos por oito anos. 

Em meio aos refugiados e o conflito bélico com a Rússia, do Val viajou à Ucrânia e, em áudios vazados de grupos de troca de mensagem, fez declarações machistas e misóginas, como a afirmação de que as mulheres ucranianas “são fáceis porque são pobres (...). Não peguei ninguém, mas eu colei em duas ‘minas’, em dois grupos de ‘mina’. É inacreditável a facilidade”. 

O nome da Rede de Apoio a Mulheres em Situação de violência da Região Metropolitana de Campinas homenageia a guerrilheira paulista Maria Lúcia Petit, que iniciou sua militância no movimento estudantil e está entre as vítimas da ditadura civil-brasileira. Foi assassinada em junho de 1972, na Guerrilha do Araguaia.

Últimas notícias

Projetos em avanço acelerado ameaçam direitos e territórios, alerta advogada Magnólia Said

O Congresso Nacional tem dado andamento acelerado a uma série de projetos de lei que representam retrocessos para a democracia, os direitos territoriais, o meio…
Ler mais...

Encontro "Na corda bamba" debate economia para além do capital e alternativas ao neoliberalismo

A Rede Jubileu Sul Brasil realiza entre os dias 3 e 5 de novembro de 2026, na cidade de São Paulo, o encontro "Na corda…
Ler mais...

Ecos do Grito: vozes de norte a sul do país se manifestam em defesa da vida e da soberania democrática no 7 de setembro

Com atos descentralizados em diversas regiões brasileiras, o 32º Grito dos Excluídos e Excluídas reafirmou seu papel histórico como espaço de resistência, articulação e mobilização…
Ler mais...

Ex-deputado Arthur do Val invade ocupação de mulheres vítimas de violência em Campinas

  • 8 de maio de 2023

Ex-deputado cassado invadiu e ameaçou mulheres da ocupação Maria Lúcia Petit, recém criada para ampliar rede de enfrentamento à violência contra as mulheres. Caso foi registrado na delegacia de Campinas (SP), com pedido de medidas protetivas

Redação - Jubileu Sul Brasil 

A ocupação Maria Lúcia Petit, no bairro Botafogo, em Campinas (SP), foi invadida pelo ex-deputado estadual Arthur do Val na tarde da última sexta-feira (5/5). Ele invadiu, fez provocações e ameaças às mulheres. Foi registrado boletim de ocorrência e feito pedido de medidas protetivas às ocupantes ameaçadas por do Val. 

A ocupação foi recém criada, em 30 de abril, para ampliar a rede contra a violência às mulheres, frente à ausência de políticas públicas de atendimento na Região Metropolitana de Campinas. No momento da invasão, uma atividade cultural estava sendo realizada na ocupação, que é liderada pelo Movimento de Mulheres Olga Benário. 

Com a reação de parlamentares campineiros em defesa das mulheres , Arthur do Val também ameaçou vereadores, entre os quais a vereadora Mariana Conti (PSOL), presidente da Comissão da Mulher na Câmara Municipal. Ela acompanhou as ameaçadas à delegacia de Campinas e expressou preocupação “com a escalada da violência que é fomentada por sujeitos como esse. Esse abusador esteve na ocupação ameaçando as mulheres e incitando as pessoas e cometerem violência contra as mulheres que estão ali. Aqui na delegacia, Arthur do Val insinuou que eu deveria apanhar”, denunciou em vídeo publicado no Twitter.  

Coordenadora da ocupação, Mayara Fagundes afirmou em assembleia no espaço Maria Lúcia Petit que, apesar das ameaças e da invasão, há um acúmulo “muito maior que o cansaço que estamos sentindo, que é a vitória que a gente tem de estar aqui pisando nesse chão, um espaço que se propõe a acolher contra a violência e também um ambiente cultural para essa cidade”, afirma. 

Ainda segundo a coordenadora, “esse playboy não tem o que fazer, porque de fato não trabalha, ele vive de renda, da herança dele, da família dele que explorou nosso povo. Mas tenho um recado muito claro pra ele: esse espaço é do Olga Benário, é da Maria Lúcia Petit, é do povo campineiro e não especulação imobiliária”, ressaltou em vídeo divulgado nas redes sociais pelo movimento de ocupação. 

A militante Ana, membro do movimento, criticou a invasão e destacou que as mulheres residentes “são trabalhadoras, são estudantes que estão aqui resistindo às ameaças desses fascistas que arrancaram nossas bandeiras e invadiram a ocupação. Foi um parlamentar cassado por ter ido à Ucrânia fazer turismo sexual, é esse tipo de fascita que vem aqui ameaçar as mulheres”, criticou. 

Mais conhecido como “Mamãe falei” o ex-deputado teve o mandato cassado há cerca de um ano na Assembleia Legislativa de São Paulo, com votos de todos os 73 votos parlamentares presentes à sessão de 17 de maio de 2022, e perdeu os direitos políticos por oito anos. 

Em meio aos refugiados e o conflito bélico com a Rússia, do Val viajou à Ucrânia e, em áudios vazados de grupos de troca de mensagem, fez declarações machistas e misóginas, como a afirmação de que as mulheres ucranianas “são fáceis porque são pobres (...). Não peguei ninguém, mas eu colei em duas ‘minas’, em dois grupos de ‘mina’. É inacreditável a facilidade”. 

O nome da Rede de Apoio a Mulheres em Situação de violência da Região Metropolitana de Campinas homenageia a guerrilheira paulista Maria Lúcia Petit, que iniciou sua militância no movimento estudantil e está entre as vítimas da ditadura civil-brasileira. Foi assassinada em junho de 1972, na Guerrilha do Araguaia.

Últimas notícias

Projetos em avanço acelerado ameaçam direitos e territórios, alerta advogada Magnólia Said

O Congresso Nacional tem dado andamento acelerado a uma série de projetos de lei que representam retrocessos para a democracia, os direitos territoriais, o meio…
Ler mais...

Encontro "Na corda bamba" debate economia para além do capital e alternativas ao neoliberalismo

A Rede Jubileu Sul Brasil realiza entre os dias 3 e 5 de novembro de 2026, na cidade de São Paulo, o encontro "Na corda…
Ler mais...

Ecos do Grito: vozes de norte a sul do país se manifestam em defesa da vida e da soberania democrática no 7 de setembro

Com atos descentralizados em diversas regiões brasileiras, o 32º Grito dos Excluídos e Excluídas reafirmou seu papel histórico como espaço de resistência, articulação e mobilização…
Ler mais...