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Análise de conjuntura e oficina sobre lutas de classes marcam primeiro dia de reunião da coordenação da Rede Jubileu Sul Brasil

  • 19 de março de 2023

 “Assim como o capitalismo, a religião também não se esgota. O próprio capitalismo também se converte em uma religião”. As reflexões sobre as alianças perversas entre religião e capitalismo deram o tom do dia.

Rede Jubileu Sul Brasil reunida em seu encontro anual, durante momento de análise de conjuntura. Fotos: Osnilda Lima/6ªSSB

Por redação JSB

A Rede Jubileu Sul Brasil iniciou, no sábado (18), a reunião anual da coordenação. Representantes das 27 organizações membro participam da atividade que segue até terça-feira (21), em Brasília.

A programação da tarde de sábado contou com mística de acolhimento, destacou a luta das mulheres e fez memória dos cinco anos do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, além de todo contexto de criminalização das lutas populares e os inaceitáveis números das múltiplas violências sofridas no cotidiano.

A análise de conjuntura foi o centro da programação e teve como convidadas Virgínia Fontes, filósofa e historiadora, e Romi Bencke, secretária-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).

A partir do tema “Cenários e desafios na reconstrução do Brasil que queremos: como seguirmos nas lutas em defesa da democracia e por reparações necessárias e urgentes?", as convidadas compartilharam aspectos que marcam a trajetória histórica do cenário político, socioeconômico e religioso no Brasil. “Estamos diante de uma catástrofe internacional que é real. Capitalismo é um modo de ser social e um modo de organizar a estrutura da vida social que promove crises, porém quem sofre nessas crises são as populações”, afirmou Virgínia Fontes, elencando uma série de acontecimentos que ela denominou como tragédias. Ao pontuar a questão, a historiadora destacou que a “crise não desmonta o capitalismo, o que desmonta é trabalho que não se coloca como trabalho a serviço do capitalismo”. 

Virgínia Fontes, filósofa e historiadora, e Romi Bencke, secretária-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).

Religião e capitalismo

“Assim como o capitalismo, a religião também não se esgota. O próprio capitalismo também se converte em uma religião”, seguiu na análise de conjuntura a pastora Romi Bencke, que destacou em sua fala as alianças perversas entre religião e capitalismo e como elas contribuem para gerar as anomalias presentes no cenário político brasileiro atualmente.

Na análise da pastora luterana, o caminho de superação do fundamentalismo religioso e das alianças entre religião e política passa por um processo de rompimento com categorias ideológicas religiosas como reino, pecado, viver em santidade e heresia. “Nos territórios, é preciso usar a educação popular para dialogar e desconstruir as linguagens religiosas, além de fomentar a capacidade crítica”, afirmou Romi. 

Na programação do dia, o grupo participou ainda de uma oficina sobre luta de classes no contexto atual, momento também orientado pela historiadora Virgínia Fontes.

A reunião da coordenação segue neste domingo com a apresentação da memória das ações da Rede e escuta das organizações membro, a partir de duas perguntas motivadoras: Quais pontos de destaque da agenda da sua organização em 2022 que convergiram com a agenda Rede Jubileu Sul Brasil? Quais são as prioridades, agendas, ações da sua organização para 2023 que convergem para a agenda da Rede Jubileu Sul Brasil?

Veja fotos do encontro AQUI

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Rede Jubileu Sul Brasil reunida em seu encontro anual, durante momento de análise de conjuntura. Fotos: Osnilda Lima/6ªSSB

Por redação JSB

A Rede Jubileu Sul Brasil iniciou, no sábado (18), a reunião anual da coordenação. Representantes das 27 organizações membro participam da atividade que segue até terça-feira (21), em Brasília.

A programação da tarde de sábado contou com mística de acolhimento, destacou a luta das mulheres e fez memória dos cinco anos do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, além de todo contexto de criminalização das lutas populares e os inaceitáveis números das múltiplas violências sofridas no cotidiano.

A análise de conjuntura foi o centro da programação e teve como convidadas Virgínia Fontes, filósofa e historiadora, e Romi Bencke, secretária-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).

A partir do tema “Cenários e desafios na reconstrução do Brasil que queremos: como seguirmos nas lutas em defesa da democracia e por reparações necessárias e urgentes?", as convidadas compartilharam aspectos que marcam a trajetória histórica do cenário político, socioeconômico e religioso no Brasil. “Estamos diante de uma catástrofe internacional que é real. Capitalismo é um modo de ser social e um modo de organizar a estrutura da vida social que promove crises, porém quem sofre nessas crises são as populações”, afirmou Virgínia Fontes, elencando uma série de acontecimentos que ela denominou como tragédias. Ao pontuar a questão, a historiadora destacou que a “crise não desmonta o capitalismo, o que desmonta é trabalho que não se coloca como trabalho a serviço do capitalismo”. 

Virgínia Fontes, filósofa e historiadora, e Romi Bencke, secretária-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).

Religião e capitalismo

“Assim como o capitalismo, a religião também não se esgota. O próprio capitalismo também se converte em uma religião”, seguiu na análise de conjuntura a pastora Romi Bencke, que destacou em sua fala as alianças perversas entre religião e capitalismo e como elas contribuem para gerar as anomalias presentes no cenário político brasileiro atualmente.

Na análise da pastora luterana, o caminho de superação do fundamentalismo religioso e das alianças entre religião e política passa por um processo de rompimento com categorias ideológicas religiosas como reino, pecado, viver em santidade e heresia. “Nos territórios, é preciso usar a educação popular para dialogar e desconstruir as linguagens religiosas, além de fomentar a capacidade crítica”, afirmou Romi. 

Na programação do dia, o grupo participou ainda de uma oficina sobre luta de classes no contexto atual, momento também orientado pela historiadora Virgínia Fontes.

A reunião da coordenação segue neste domingo com a apresentação da memória das ações da Rede e escuta das organizações membro, a partir de duas perguntas motivadoras: Quais pontos de destaque da agenda da sua organização em 2022 que convergiram com a agenda Rede Jubileu Sul Brasil? Quais são as prioridades, agendas, ações da sua organização para 2023 que convergem para a agenda da Rede Jubileu Sul Brasil?

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