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Ações em defesa de ativistas da terra marcam Abril Vermelho

  • 13 de abril de 2021

Massacre de Eldorado dos Carajás marcou a luta camponesa em todo o mundo transformando abril em um mês de resistência no campo e na cidade.

O Abril Vermelho é responsável por trazer ao destaque a memória e intensificação da luta dos povos indígenas e sem-terra pela demarcação de territórios e o fim da violência no campo. A Rede Jubileu Sul Brasil e suas organizações membro em diversas regiões do país estão envolvidas nas mobilizações especialmente neste mês em que a pauta indígena se destaca.

Entre as ações está um projetaço em cidades brasileiras, como Fortaleza, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. O foco, além da lembrança do Abril Vermelho e o grito pela demarcação de terras indígenas, é chamar atenção para o aprofundamento da desigualdade durante a pandemia, com o aumento de bilionários em um país que se vê retornando ao mapa da fome da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em São Paulo o projetaço acontece na noite desta terça-feira (13), no Rio de Janeiro na noite de quarta-feira (14). As imagens do projetaço nas quatro cidades poderão ser vistos nas redes sociais do Jubileu Sul Brasil.

É no mês de abril que se lembra o massacre dos 21 trabalhadores rurais Sem Terra, a mutilação de outros 69, provocado pelo próprio estado do Pará, na época governado por Almir Gabriel, em uma tentativa de retomar posse de terras ocupadas por trabalhadores sem-terra, no dia 17 de abril de 1996.

Esse acontecimento, reconhecido até hoje como o Massacre de Eldorado do Carajás, é uma das ações mais agressivas do estado brasileiro contra a própria população já registradas. A violência virou notícia nos veículos de comunicação e levou o mundo a conhecer os eventos daquela manifestação, onde trabalhadores foram executados com os seus próprios instrumentos de trabalho.

A data foi transformada no Dia Internacional da Luta dos Camponeses e das Camponesas, para que sua memória fique marcada como símbolo para resistência dos ativistas que discutem a questão agrária e são vítimas de violência em todo o mundo. A questão se tornou ainda mais forte agora. Se antes o governo não dava atenção a essa violência no campo, agora é um dos principais incentivadores da violência contra ativistas da terra.

Segundo dados do Centro de Documentação da Comissão Pastoral da Terra, divulgados no final de 2020, foram registradas mais de 1.083 ocorrências de violência contra a ocupação e a posse, que atingiram 130.137 famílias. Os dados de invasão de territórios são mais alarmantes ainda quando comparados com o ano anterior. Em 2019, a CPT havia registrado, em números absolutos, 9 invasões envolvendo 39.697 famílias. Um ano depois, foram registradas 178 ocorrências de invasão, os indígenas foram as maiores vítimas dessa violência.

Como forma de prestar apoia a essa luta, a Rede Jubileu Sul Brasil organizou a live “Reconhecendo Raízes – Com as indígenas Pankararu de Francisco Morato/SP”, no último domingo (11). Conduzida pelas mulheres Pankararu, que abriu essa semana importantíssima na memória das populações que sofrem violência por territórios.

Entre os temas debatidos estiveram a educação, identidades, resistência dos povos, saúde no contexto de pandemia, dívidas sociais históricas e construção coletiva para garantia de direitos, além da afirmação identitária, especialmente no contexto urbano.

Em sequência, dos dias 12 a 17 de abril temos uma série de eventos organizados pela 6ª Semana Social Brasileira (SSB), na chamada Semana do Ativismo, com o foco na luta do “Mutirão pela vida: por Terra, Teto e Trabalho”, lema da 6ª SSB.

A situação dos pescadores também é parte dessa semana de lutas pelo território. A 6ª SSB, em conjunto com o Conselho Pastoral dos Pescadores e entidades parceiras debateram na última terça a defesa do Território Pesqueiro.

Como pauta está o Projeto de Lei 131/2020 pelo Território Pesqueiro que pede o reconhecimento, proteção e garantia do direito ao território de comunidades tradicionais pesqueiras. Tidas como patrimônio cultural material e imaterial sujeito a salvaguarda, proteção e promoção, bem como o procedimento para a sua identificação, delimitação, demarcação e titulação.

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Entre as ações está um projetaço em cidades brasileiras, como Fortaleza, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. O foco, além da lembrança do Abril Vermelho e o grito pela demarcação de terras indígenas, é chamar atenção para o aprofundamento da desigualdade durante a pandemia, com o aumento de bilionários em um país que se vê retornando ao mapa da fome da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em São Paulo o projetaço acontece na noite desta terça-feira (13), no Rio de Janeiro na noite de quarta-feira (14). As imagens do projetaço nas quatro cidades poderão ser vistos nas redes sociais do Jubileu Sul Brasil.

É no mês de abril que se lembra o massacre dos 21 trabalhadores rurais Sem Terra, a mutilação de outros 69, provocado pelo próprio estado do Pará, na época governado por Almir Gabriel, em uma tentativa de retomar posse de terras ocupadas por trabalhadores sem-terra, no dia 17 de abril de 1996.

Esse acontecimento, reconhecido até hoje como o Massacre de Eldorado do Carajás, é uma das ações mais agressivas do estado brasileiro contra a própria população já registradas. A violência virou notícia nos veículos de comunicação e levou o mundo a conhecer os eventos daquela manifestação, onde trabalhadores foram executados com os seus próprios instrumentos de trabalho.

A data foi transformada no Dia Internacional da Luta dos Camponeses e das Camponesas, para que sua memória fique marcada como símbolo para resistência dos ativistas que discutem a questão agrária e são vítimas de violência em todo o mundo. A questão se tornou ainda mais forte agora. Se antes o governo não dava atenção a essa violência no campo, agora é um dos principais incentivadores da violência contra ativistas da terra.

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Como forma de prestar apoia a essa luta, a Rede Jubileu Sul Brasil organizou a live “Reconhecendo Raízes – Com as indígenas Pankararu de Francisco Morato/SP”, no último domingo (11). Conduzida pelas mulheres Pankararu, que abriu essa semana importantíssima na memória das populações que sofrem violência por territórios.

Entre os temas debatidos estiveram a educação, identidades, resistência dos povos, saúde no contexto de pandemia, dívidas sociais históricas e construção coletiva para garantia de direitos, além da afirmação identitária, especialmente no contexto urbano.

Em sequência, dos dias 12 a 17 de abril temos uma série de eventos organizados pela 6ª Semana Social Brasileira (SSB), na chamada Semana do Ativismo, com o foco na luta do “Mutirão pela vida: por Terra, Teto e Trabalho”, lema da 6ª SSB.

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Como pauta está o Projeto de Lei 131/2020 pelo Território Pesqueiro que pede o reconhecimento, proteção e garantia do direito ao território de comunidades tradicionais pesqueiras. Tidas como patrimônio cultural material e imaterial sujeito a salvaguarda, proteção e promoção, bem como o procedimento para a sua identificação, delimitação, demarcação e titulação.

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