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13 anos após terremoto de 2010, reconstrução do Haiti está paralisada

  • 19 de janeiro de 2023

Reconstrução, anunciada após janeiro de 2010, não passou de propaganda midiática, critica o grupo FRAKKA, coalizão Reflexão sobre Moradia e Força de Ação

Por Redação I AlterPresse*

13 anos depois, a República do Haiti ainda luta para se recuperar das consequências do devastador terremoto ocorrido numa terça-feira, 12 de janeiro de 2010, que causou quase 300 mil mortes, milhares de feridos, enormes danos materiais e mais de 1,5 milhão de desabrigados. 

A construção de prédios maciços - sem respeitar as normas anti sísmicas - prolifera em todo o Haiti, especialmente nos bairros pobres onde vivem os mais desfavorecidos, diante das autoridades estatais, que nada fazem para prevenir essas práticas de risco.

Preocupado com a questão da moradia, que continua sendo um grande desafio para o Estado, o grupo Fòs refleksyon ak aksyon sou koze kay ak alimantasyon - FRAKKA (coalizão Reflexão sobre Moradia e Força de Ação) destaca como os problemas relacionados à moradia e alimentação estão se tornando cada vez mais complicados para as massas desfavorecidas do Haiti.

Além disso, a situação da população agravou-se, notadamente devido à multiplicação de bandos armados no território nacional, obrigando milhares de pessoas a abandonar as suas casas e se deslocar para diferentes zonas mais ou menos habitáveis ​​do país, lamenta o secretário-geral do FRAKKA, Daniel Tina, em entrevista à AlterPresse/AlterRadio.

O grupo FRAKKA tem como alvo o primeiro-ministro de fato, Ariel Henry, que permanece insensível ao destino da população do Haiti.

Medidas devem ser tomadas para promover o bem-estar da população, afirma o grupo FRAKKA, lembrando que nada foi feito no Haiti, principalmente em termos de moradia e alimentação.

A reconstrução do país, anunciada após o terremoto 12 de janeiro de 2010, pela Comissão Interina para a Reconstrução do Haiti (CIRH), cuja missão era responder aos desafios de transparência e prestação de contas no âmbito do "Plano da Ação para a Recuperação e Desenvolvimento do Haiti”, não passou de propaganda midiática, critica o grupo FRAKKA.

2.248 mortos, 12.763 feridos e 329 desaparecidos, além de dezenas de milhares de casas destruídas e danificadas foram registrados no terremoto de sábado, 14 de agosto de 2021, que atingiu o sul da península (departamentos do Sul, Grande Anse e Nippes / Sudoeste) do Haiti, segundo a Proteção Civil.

Em agosto de 2022, a Coordenadora Humanitária das Nações Unidas no Haiti, a sueca Ulrika Richardson, principal oficial humanitária da organização no país, pediu a aceleração da reconstrução e recuperação da península do sul do Haiti, devastada pelo terremoto de agosto de 2021.

Esta aceleração permitirá que “a população tenha pleno acesso à moradia permanente e aos serviços sociais, e irá revitalizar a economia local”, declarou Richardson.

Ao mesmo tempo que apela às massas para que continuem a se mobilizar contra os irresponsáveis ​​dirigentes do Estado, o grupo Frakka reivindica, num documento de reflexão e análise, medidas que permitam o acesso à habitação social digna à população.

Pede ao Estado para controlar os preços de venda e aluguel de casas em todo o Haiti, para confiscar as propriedades e edifícios de todos os sancionados internacionalmente e colocá-los em benefício das vítimas. 

Fonte: https://www.alterpresse.org/spip.php?article28957 

*Com tradução espanhol-português pela Rede Jubileu Sul Brasil, e crioulo haitiano-espanhol por Diálogo 2000. 

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Preocupado com a questão da moradia, que continua sendo um grande desafio para o Estado, o grupo Fòs refleksyon ak aksyon sou koze kay ak alimantasyon - FRAKKA (coalizão Reflexão sobre Moradia e Força de Ação) destaca como os problemas relacionados à moradia e alimentação estão se tornando cada vez mais complicados para as massas desfavorecidas do Haiti.

Além disso, a situação da população agravou-se, notadamente devido à multiplicação de bandos armados no território nacional, obrigando milhares de pessoas a abandonar as suas casas e se deslocar para diferentes zonas mais ou menos habitáveis ​​do país, lamenta o secretário-geral do FRAKKA, Daniel Tina, em entrevista à AlterPresse/AlterRadio.

O grupo FRAKKA tem como alvo o primeiro-ministro de fato, Ariel Henry, que permanece insensível ao destino da população do Haiti.

Medidas devem ser tomadas para promover o bem-estar da população, afirma o grupo FRAKKA, lembrando que nada foi feito no Haiti, principalmente em termos de moradia e alimentação.

A reconstrução do país, anunciada após o terremoto 12 de janeiro de 2010, pela Comissão Interina para a Reconstrução do Haiti (CIRH), cuja missão era responder aos desafios de transparência e prestação de contas no âmbito do "Plano da Ação para a Recuperação e Desenvolvimento do Haiti”, não passou de propaganda midiática, critica o grupo FRAKKA.

2.248 mortos, 12.763 feridos e 329 desaparecidos, além de dezenas de milhares de casas destruídas e danificadas foram registrados no terremoto de sábado, 14 de agosto de 2021, que atingiu o sul da península (departamentos do Sul, Grande Anse e Nippes / Sudoeste) do Haiti, segundo a Proteção Civil.

Em agosto de 2022, a Coordenadora Humanitária das Nações Unidas no Haiti, a sueca Ulrika Richardson, principal oficial humanitária da organização no país, pediu a aceleração da reconstrução e recuperação da península do sul do Haiti, devastada pelo terremoto de agosto de 2021.

Esta aceleração permitirá que “a população tenha pleno acesso à moradia permanente e aos serviços sociais, e irá revitalizar a economia local”, declarou Richardson.

Ao mesmo tempo que apela às massas para que continuem a se mobilizar contra os irresponsáveis ​​dirigentes do Estado, o grupo Frakka reivindica, num documento de reflexão e análise, medidas que permitam o acesso à habitação social digna à população.

Pede ao Estado para controlar os preços de venda e aluguel de casas em todo o Haiti, para confiscar as propriedades e edifícios de todos os sancionados internacionalmente e colocá-los em benefício das vítimas. 

Fonte: https://www.alterpresse.org/spip.php?article28957 

*Com tradução espanhol-português pela Rede Jubileu Sul Brasil, e crioulo haitiano-espanhol por Diálogo 2000. 

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