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Retrospectiva 2025 | Jubileu Sul Brasil: um ano de lutas coletivas por direitos, reparações e justiça social

  • 12 de janeiro de 2026

O ano de 2025 foi marcado por intensas mobilizações, processos formativos e articulações políticas da Rede Jubileu Sul Brasil (JSB), reafirmando o compromisso histórico da organização com a luta contra o sistema da dívida, a defesa dos direitos humanos e a construção de alternativas populares frente às crises social, climática e econômica.

Logo no início do ano, a coordenação nacional do Jubileu Sul Brasil realizou um encontro estratégico de planejamento e avaliação, em São Paulo, para analisar a conjuntura política e definir prioridades de atuação. O momento fortaleceu o alinhamento entre os comitês, aprofundando debates sobre dívida pública, justiça climática, direitos das mulheres e comunicação popular como eixo central de incidência. Nesse sentido, uma das atividades foi o Encontro de Economistas, realizado na capital fluminense.

Ao longo de 2025, a produção de materiais formativos foi um dos destaques. O lançamento da cartilha “Dívida pública e crise climática – Caminhos para resistir ampliou o debate sobre a relação entre endividamento, exploração dos territórios e emergência climática, oferecendo subsídios para formações, oficinas e ações de base em diferentes regiões do país. Outro exemplo é a publicação Conhecer as leis para enfrentar as violências contra as mulheres", elaborada com base na Lei Maria da Penha e outras legislações do país.

Roda de conversa e formação em São Paulo (SP). Foto: Regina Lima

Roda de conversa, formação e geração de renda em São Paulo (SP). Foto: Regina Lima

No Rio Grande do Sul, o Jubileu Sul Brasil esteve presente em diversas atividades de diálogo comunitário, fortalecendo cozinhas solidárias, ações territoriais e processos de organização popular. Em um contexto de aprofundamento das desigualdades e dos impactos climáticos, as ações no estado evidenciaram a força da coletividade e a centralidade da solidariedade como prática política.

Em Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ), Salvador e São Paulo, oficinas, rodas de conversa e atividades formativas reforçaram o trabalho junto a comunidades urbanas e ocupações, com destaque para o protagonismo das mulheres e a produção de cartilhas como ferramentas de educação popular e garantia de direitos.

A Rede JSB esteve ainda fortemente engajada nas mobilizações do Plebiscito Popular 2025, pelo fim da jornada 6x1 e por justiça tributária, em aliança com o Grito dos Excluídos/as e a Comissão Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Cepast-CNBB). A votação terminou com mais de 2,1 milhões de votos e pressionou o Congresso Nacional para adoção das medidas reivindicadas, a exemplo da isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. 

Grupo diverso de cerca de 30 pessoas reunidas sorrindo em uma sala decorada com bandeirolas coloridas, segurando duas bandeiras: uma da Rede Jubileu Sul Brasil, com o mapa do país estilizado e os dizeres 'A vida acima da dívida', e outra da Palestina, com faixas horizontais nas cores preta, branca e verde com um triângulo vermelho à esquerda. O ambiente é festivo, com chão quadriculado e clima de confraternização

Participantes do Encontro de Economistas e Afins, realizado no Sindsprev/RJ. Foto: Flaviana Serafim

No campo da incidência política internacional, o JSB contribuiu com análises críticas sobre o acordo União Europeia–Mercosul, denunciando seus impactos sobre os povos do Sul global, a soberania dos países e os direitos socioambientais. Artigos e posicionamentos publicados ao longo do ano reforçaram a necessidade de enfrentar as estruturas globais de endividamento e exploração. A rede também marcou presença na Cúpula Popular dos BRICS, no Rio de Janeiro,  e na Cúpula dos Povos paralela ao G20 - o encontro do grupo das 20 entre as maiores economias globais - realizada em  Joanesburgo, África do Sul.

A agenda climática também esteve no centro das ações. O Jubileu Sul, entidades membro, parceiras e a Rede Jubileu Sul Américas participaram da Cúpula dos Povos rumo à COP 30, em Belém (PA), contribuindo com a construção da declaração política que denuncia a falsa solução da financeirização da natureza e reivindica reparações históricas e climáticas para os povos afetados.

Marcha dos Povos pelo Clima durante a COP 30, em Belém do Pará. Foto: Marcelo Freire

Marcha dos Povos pelo Clima durante a COP 30, em Belém do Pará. Foto: Marcelo Freire

Ainda em 2025, a Escola das Comunidades, inaugurada em junho, em Porto Alegre, se consolidou como um espaço de formação política, diálogo e troca solidária entre diferentes comunidades atingidas por enchentes e pela emergência climática. Inspirada na educação popular e nos círculos de cultura de Paulo Freire, a iniciativa reafirmou que a organização comunitária é caminho para enfrentar o racismo ambiental e as múltiplas opressões.

Nas redes sociais, o Jubileu Sul Brasil ampliou sua presença com conteúdos informativos, carrosséis, reels e campanhas que dialogaram diretamente com o cotidiano da população, conectando temas como dívida pública, direitos das mulheres, justiça climática, reparações e comunicação popular.

O ano também foi marcado pela publicação e circulação de outros materiais formativos, como cartilhas e conteúdos sobre cartografia social, fortalecendo processos de leitura crítica da realidade e de ação coletiva nos territórios.

Representantes da Rede Jubileu Sul Brasil, do Instituto PACS e do Movimento Negro Unificado na Cúpula dos Povos paralela ao G20, na África do Sul.

O Jubileu Sul encerra 2025 reafirmando que cada ação, encontro e mobilização só foi possível graças à força das redes, dos movimentos sociais, das comunidades e das parcerias construídas ao longo do caminho. A Rede JSB segue firme em 2026, com coragem e esperança, na luta por reparações, justiça social e por um futuro onde a vida esteja acima da dívida.

Por Flaviana Serafim - Jubileu Sul Brasil

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O ano de 2025 foi marcado por intensas mobilizações, processos formativos e articulações políticas da Rede Jubileu Sul Brasil (JSB), reafirmando o compromisso histórico da organização com a luta contra o sistema da dívida, a defesa dos direitos humanos e a construção de alternativas populares frente às crises social, climática e econômica.

Logo no início do ano, a coordenação nacional do Jubileu Sul Brasil realizou um encontro estratégico de planejamento e avaliação, em São Paulo, para analisar a conjuntura política e definir prioridades de atuação. O momento fortaleceu o alinhamento entre os comitês, aprofundando debates sobre dívida pública, justiça climática, direitos das mulheres e comunicação popular como eixo central de incidência. Nesse sentido, uma das atividades foi o Encontro de Economistas, realizado na capital fluminense.

Ao longo de 2025, a produção de materiais formativos foi um dos destaques. O lançamento da cartilha “Dívida pública e crise climática – Caminhos para resistir ampliou o debate sobre a relação entre endividamento, exploração dos territórios e emergência climática, oferecendo subsídios para formações, oficinas e ações de base em diferentes regiões do país. Outro exemplo é a publicação Conhecer as leis para enfrentar as violências contra as mulheres", elaborada com base na Lei Maria da Penha e outras legislações do país.

Roda de conversa e formação em São Paulo (SP). Foto: Regina Lima

Roda de conversa, formação e geração de renda em São Paulo (SP). Foto: Regina Lima

No Rio Grande do Sul, o Jubileu Sul Brasil esteve presente em diversas atividades de diálogo comunitário, fortalecendo cozinhas solidárias, ações territoriais e processos de organização popular. Em um contexto de aprofundamento das desigualdades e dos impactos climáticos, as ações no estado evidenciaram a força da coletividade e a centralidade da solidariedade como prática política.

Em Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ), Salvador e São Paulo, oficinas, rodas de conversa e atividades formativas reforçaram o trabalho junto a comunidades urbanas e ocupações, com destaque para o protagonismo das mulheres e a produção de cartilhas como ferramentas de educação popular e garantia de direitos.

A Rede JSB esteve ainda fortemente engajada nas mobilizações do Plebiscito Popular 2025, pelo fim da jornada 6x1 e por justiça tributária, em aliança com o Grito dos Excluídos/as e a Comissão Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Cepast-CNBB). A votação terminou com mais de 2,1 milhões de votos e pressionou o Congresso Nacional para adoção das medidas reivindicadas, a exemplo da isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. 

Grupo diverso de cerca de 30 pessoas reunidas sorrindo em uma sala decorada com bandeirolas coloridas, segurando duas bandeiras: uma da Rede Jubileu Sul Brasil, com o mapa do país estilizado e os dizeres 'A vida acima da dívida', e outra da Palestina, com faixas horizontais nas cores preta, branca e verde com um triângulo vermelho à esquerda. O ambiente é festivo, com chão quadriculado e clima de confraternização

Participantes do Encontro de Economistas e Afins, realizado no Sindsprev/RJ. Foto: Flaviana Serafim

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A agenda climática também esteve no centro das ações. O Jubileu Sul, entidades membro, parceiras e a Rede Jubileu Sul Américas participaram da Cúpula dos Povos rumo à COP 30, em Belém (PA), contribuindo com a construção da declaração política que denuncia a falsa solução da financeirização da natureza e reivindica reparações históricas e climáticas para os povos afetados.

Marcha dos Povos pelo Clima durante a COP 30, em Belém do Pará. Foto: Marcelo Freire

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Ainda em 2025, a Escola das Comunidades, inaugurada em junho, em Porto Alegre, se consolidou como um espaço de formação política, diálogo e troca solidária entre diferentes comunidades atingidas por enchentes e pela emergência climática. Inspirada na educação popular e nos círculos de cultura de Paulo Freire, a iniciativa reafirmou que a organização comunitária é caminho para enfrentar o racismo ambiental e as múltiplas opressões.

Nas redes sociais, o Jubileu Sul Brasil ampliou sua presença com conteúdos informativos, carrosséis, reels e campanhas que dialogaram diretamente com o cotidiano da população, conectando temas como dívida pública, direitos das mulheres, justiça climática, reparações e comunicação popular.

O ano também foi marcado pela publicação e circulação de outros materiais formativos, como cartilhas e conteúdos sobre cartografia social, fortalecendo processos de leitura crítica da realidade e de ação coletiva nos territórios.

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