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Comunidades costeiras do Ceará se mobilizam contra ameaça de eólicas no mar e data centers

  • 28 de agosto de 2026

A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB) participou do “Encontro pelo Mar Aberto: a voz dos Territórios Tradicionais Costeiros do Ceará”, realizado entre os dias 21 e 23 de agosto, na Terra Indígena do povo Tremembé, na aldeia de Varjota, em Itarema, a 220 km de Fortaleza (CE). O evento, promovido pela Articulação Povos de Luta (Arpolu), reuniu pescadores e pescadoras artesanais, marisqueiras, comunidades tradicionais e organizações parceiras no ensejo da Campanha Estadual “Mar Aberto, Velas Livres: para as vidas melhorar, diga não às eólicas no mar”.

O Jubileu Sul foi representado por Francisco Vladimir, articulador da Rede, e por Ângela Maria de Souza Almeida, liderança da comunidade Raízes da Praia, na capital cearense. A participação do JSB ocorreu no âmbito da Articulação Trama Viva Nordeste, reforçando o compromisso da rede com as lutas territoriais e com a defesa das comunidades pesqueiras tradicionais frente às ameaças dos megaprojetos de energia.

Grupo numeroso de pessoas vestindo camisetas azuis tirando foto coletiva em um pavilhão com estrutura amarela. Muitos participantes erguem o punho fechado em sinal de protesto ou solidariedade. Ao centro, destacam-se duas faixas: uma azul com a inscrição 'CAMINHA POR UM BRASIL LIVRE DE ENERGIAS FÓSSEIS' e um símbolo proibitivo sobre turbinas eólicas; outra, à direita, exibe a frase 'NEYMAR 10 BRASIL'. O ambiente sugere um evento político ou de mobilização social ao ar livre

Participantes do "Encontro pelo Mar Aberto: a voz dos Territórios Tradicionais Costeiros do Ceará". Fotos: Comunicação Arpolu

Ameaças às comunidades costeiras

A presença do Jubileu Sul também se conecta às ações da rede frente à crescente pressão que as comunidades do Ceará vêm sofrendo com a instalação de usinas eólicas offshore no mar e com a chegada de data centers na região. Esses empreendimentos, impulsionados por marcos legais como a Lei nº 15.097 de 2025, que regulamenta a exploração de energia eólica em alto-mar, e pelas diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), representam uma ameaça direta aos territórios pesqueiros, à soberania alimentar e aos direitos humanos das populações tradicionais.

Durante o encontro, ficou evidente que os projetos de parques eólicos no mar e os centros de processamento de dados não apenas impactam o meio ambiente, mas também aprofundam a violação de direitos, principalmente das mulheres pescadoras e marisqueiras, que têm suas fontes de trabalho e sustento ameaçadas.

Três pessoas seguram bandeiras de organizações sociais em frente a um muro pintado de verde. Ao fundo, uma grande faixa azul exibe o slogan "EÓLICAS NO MAR? UM CAMINHO MORTAL PARA A VIDA" e o logotipo da campanha "Mar Aberto Velas Livres", que mostra turbinas eólicas com um símbolo de proibição sobre elas. As duas bandeiras à frente pertencem ao Conselho Popular (CP) e à Rede Jubileu Sul Brasil, cujo lema é "A vida acima da dívida".

Vladimir e Ângela representaram o Jubileu Sul no encontro.

O encontro começou dia 21 com a chegada e acolhida de participantes, seguida de uma “Basquetada” – prato tradicional da cultura alimentar de pescadores e marisqueiras cearenses, que também simboliza o ato de sentar-se e comer juntos. Também foi apresentada uma linha do tempo da campanha estadual. A programação prosseguiu com debate sobre o contexto nacional e internacional das eólicas offshore.

No segundo dia (22/08), a “Ciranda -  Proteger o oceano é garantir o futuro dos povos" abordou o estado atual do oceano, as ameaças das eólicas offshore aos direitos humanos e a importância da união das comunidades na defesa dos territórios. Em seguida, os “Bancos Pesqueiros” – rodas de conversa – discutiram ações de enfrentamento, estratégias de articulação e o papel da Arpolu no fortalecimento das comunidades tradicionais.

O encerramento, no dia 23, contou com o histórico da Arpolu, falas de participantes da campanha e de organizações parceiras, além de uma ciranda festiva e feira dos territórios.

Fotografia panorâmica de um grupo de aproximadamente quinze pessoas posando em pé, lado a lado, dentro de um pavilhão coberto com piso pintado. A maioria dos participantes segura cestas básicas contendo alimentos variados, como frutas e verduras, embrulhadas em plástico transparente. O cenário ao fundo revela paredes revestidas com azulejos brancos e azuis, além de mesas e cadeiras plásticas brancas típicas de espaços comunitários ou escolares

A participação do Jubileu Sul no encontro reafirma a importância da articulação entre redes e movimentos populares para enfrentar os desafios impostos pela financeirização da natureza sobre os territórios tradicionais. Assim como a Arpolu, que nasceu em 2022 com a missão de agregar, mobilizar e sensibilizar comunidades do Ceará, o Jubileu Sul soma forças na defesa da pesca artesanal, da permanência dos povos em seus territórios, da não privatização do mar, pelos direitos dos povos e da natureza. 

Por Redação - Jubileu Sul Brasil

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O Jubileu Sul foi representado por Francisco Vladimir, articulador da Rede, e por Ângela Maria de Souza Almeida, liderança da comunidade Raízes da Praia, na capital cearense. A participação do JSB ocorreu no âmbito da Articulação Trama Viva Nordeste, reforçando o compromisso da rede com as lutas territoriais e com a defesa das comunidades pesqueiras tradicionais frente às ameaças dos megaprojetos de energia.

Grupo numeroso de pessoas vestindo camisetas azuis tirando foto coletiva em um pavilhão com estrutura amarela. Muitos participantes erguem o punho fechado em sinal de protesto ou solidariedade. Ao centro, destacam-se duas faixas: uma azul com a inscrição 'CAMINHA POR UM BRASIL LIVRE DE ENERGIAS FÓSSEIS' e um símbolo proibitivo sobre turbinas eólicas; outra, à direita, exibe a frase 'NEYMAR 10 BRASIL'. O ambiente sugere um evento político ou de mobilização social ao ar livre

Participantes do "Encontro pelo Mar Aberto: a voz dos Territórios Tradicionais Costeiros do Ceará". Fotos: Comunicação Arpolu

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Durante o encontro, ficou evidente que os projetos de parques eólicos no mar e os centros de processamento de dados não apenas impactam o meio ambiente, mas também aprofundam a violação de direitos, principalmente das mulheres pescadoras e marisqueiras, que têm suas fontes de trabalho e sustento ameaçadas.

Três pessoas seguram bandeiras de organizações sociais em frente a um muro pintado de verde. Ao fundo, uma grande faixa azul exibe o slogan "EÓLICAS NO MAR? UM CAMINHO MORTAL PARA A VIDA" e o logotipo da campanha "Mar Aberto Velas Livres", que mostra turbinas eólicas com um símbolo de proibição sobre elas. As duas bandeiras à frente pertencem ao Conselho Popular (CP) e à Rede Jubileu Sul Brasil, cujo lema é "A vida acima da dívida".

Vladimir e Ângela representaram o Jubileu Sul no encontro.

O encontro começou dia 21 com a chegada e acolhida de participantes, seguida de uma “Basquetada” – prato tradicional da cultura alimentar de pescadores e marisqueiras cearenses, que também simboliza o ato de sentar-se e comer juntos. Também foi apresentada uma linha do tempo da campanha estadual. A programação prosseguiu com debate sobre o contexto nacional e internacional das eólicas offshore.

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O encerramento, no dia 23, contou com o histórico da Arpolu, falas de participantes da campanha e de organizações parceiras, além de uma ciranda festiva e feira dos territórios.

Fotografia panorâmica de um grupo de aproximadamente quinze pessoas posando em pé, lado a lado, dentro de um pavilhão coberto com piso pintado. A maioria dos participantes segura cestas básicas contendo alimentos variados, como frutas e verduras, embrulhadas em plástico transparente. O cenário ao fundo revela paredes revestidas com azulejos brancos e azuis, além de mesas e cadeiras plásticas brancas típicas de espaços comunitários ou escolares

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