A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB) participou do “Encontro pelo Mar Aberto: a voz dos Territórios Tradicionais Costeiros do Ceará”, realizado entre os dias 21 e 23 de agosto, na Terra Indígena do povo Tremembé, na aldeia de Varjota, em Itarema, a 220 km de Fortaleza (CE). O evento, promovido pela Articulação Povos de Luta (Arpolu), reuniu pescadores e pescadoras artesanais, marisqueiras, comunidades tradicionais e organizações parceiras no ensejo da Campanha Estadual “Mar Aberto, Velas Livres: para as vidas melhorar, diga não às eólicas no mar”.
O Jubileu Sul foi representado por Francisco Vladimir, articulador da Rede, e por Ângela Maria de Souza Almeida, liderança da comunidade Raízes da Praia, na capital cearense. A participação do JSB ocorreu no âmbito da Articulação Trama Viva Nordeste, reforçando o compromisso da rede com as lutas territoriais e com a defesa das comunidades pesqueiras tradicionais frente às ameaças dos megaprojetos de energia.

Participantes do "Encontro pelo Mar Aberto: a voz dos Territórios Tradicionais Costeiros do Ceará". Fotos: Comunicação Arpolu
Ameaças às comunidades costeiras
A presença do Jubileu Sul também se conecta às ações da rede frente à crescente pressão que as comunidades do Ceará vêm sofrendo com a instalação de usinas eólicas offshore no mar e com a chegada de data centers na região. Esses empreendimentos, impulsionados por marcos legais como a Lei nº 15.097 de 2025, que regulamenta a exploração de energia eólica em alto-mar, e pelas diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), representam uma ameaça direta aos territórios pesqueiros, à soberania alimentar e aos direitos humanos das populações tradicionais.
Durante o encontro, ficou evidente que os projetos de parques eólicos no mar e os centros de processamento de dados não apenas impactam o meio ambiente, mas também aprofundam a violação de direitos, principalmente das mulheres pescadoras e marisqueiras, que têm suas fontes de trabalho e sustento ameaçadas.

Vladimir e Ângela representaram o Jubileu Sul no encontro.
O encontro começou dia 21 com a chegada e acolhida de participantes, seguida de uma “Basquetada” – prato tradicional da cultura alimentar de pescadores e marisqueiras cearenses, que também simboliza o ato de sentar-se e comer juntos. Também foi apresentada uma linha do tempo da campanha estadual. A programação prosseguiu com debate sobre o contexto nacional e internacional das eólicas offshore.
No segundo dia (22/08), a “Ciranda - Proteger o oceano é garantir o futuro dos povos" abordou o estado atual do oceano, as ameaças das eólicas offshore aos direitos humanos e a importância da união das comunidades na defesa dos territórios. Em seguida, os “Bancos Pesqueiros” – rodas de conversa – discutiram ações de enfrentamento, estratégias de articulação e o papel da Arpolu no fortalecimento das comunidades tradicionais.
O encerramento, no dia 23, contou com o histórico da Arpolu, falas de participantes da campanha e de organizações parceiras, além de uma ciranda festiva e feira dos territórios.

A participação do Jubileu Sul no encontro reafirma a importância da articulação entre redes e movimentos populares para enfrentar os desafios impostos pela financeirização da natureza sobre os territórios tradicionais. Assim como a Arpolu, que nasceu em 2022 com a missão de agregar, mobilizar e sensibilizar comunidades do Ceará, o Jubileu Sul soma forças na defesa da pesca artesanal, da permanência dos povos em seus territórios, da não privatização do mar, pelos direitos dos povos e da natureza.
Por Redação - Jubileu Sul Brasil
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A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB) participou do “Encontro pelo Mar Aberto: a voz dos Territórios Tradicionais Costeiros do Ceará”, realizado entre os dias 21 e 23 de agosto, na Terra Indígena do povo Tremembé, na aldeia de Varjota, em Itarema, a 220 km de Fortaleza (CE). O evento, promovido pela Articulação Povos de Luta (Arpolu), reuniu pescadores e pescadoras artesanais, marisqueiras, comunidades tradicionais e organizações parceiras no ensejo da Campanha Estadual “Mar Aberto, Velas Livres: para as vidas melhorar, diga não às eólicas no mar”.
O Jubileu Sul foi representado por Francisco Vladimir, articulador da Rede, e por Ângela Maria de Souza Almeida, liderança da comunidade Raízes da Praia, na capital cearense. A participação do JSB ocorreu no âmbito da Articulação Trama Viva Nordeste, reforçando o compromisso da rede com as lutas territoriais e com a defesa das comunidades pesqueiras tradicionais frente às ameaças dos megaprojetos de energia.

Participantes do "Encontro pelo Mar Aberto: a voz dos Territórios Tradicionais Costeiros do Ceará". Fotos: Comunicação Arpolu
Ameaças às comunidades costeiras
A presença do Jubileu Sul também se conecta às ações da rede frente à crescente pressão que as comunidades do Ceará vêm sofrendo com a instalação de usinas eólicas offshore no mar e com a chegada de data centers na região. Esses empreendimentos, impulsionados por marcos legais como a Lei nº 15.097 de 2025, que regulamenta a exploração de energia eólica em alto-mar, e pelas diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), representam uma ameaça direta aos territórios pesqueiros, à soberania alimentar e aos direitos humanos das populações tradicionais.
Durante o encontro, ficou evidente que os projetos de parques eólicos no mar e os centros de processamento de dados não apenas impactam o meio ambiente, mas também aprofundam a violação de direitos, principalmente das mulheres pescadoras e marisqueiras, que têm suas fontes de trabalho e sustento ameaçadas.

Vladimir e Ângela representaram o Jubileu Sul no encontro.
O encontro começou dia 21 com a chegada e acolhida de participantes, seguida de uma “Basquetada” – prato tradicional da cultura alimentar de pescadores e marisqueiras cearenses, que também simboliza o ato de sentar-se e comer juntos. Também foi apresentada uma linha do tempo da campanha estadual. A programação prosseguiu com debate sobre o contexto nacional e internacional das eólicas offshore.
No segundo dia (22/08), a “Ciranda - Proteger o oceano é garantir o futuro dos povos" abordou o estado atual do oceano, as ameaças das eólicas offshore aos direitos humanos e a importância da união das comunidades na defesa dos territórios. Em seguida, os “Bancos Pesqueiros” – rodas de conversa – discutiram ações de enfrentamento, estratégias de articulação e o papel da Arpolu no fortalecimento das comunidades tradicionais.
O encerramento, no dia 23, contou com o histórico da Arpolu, falas de participantes da campanha e de organizações parceiras, além de uma ciranda festiva e feira dos territórios.

A participação do Jubileu Sul no encontro reafirma a importância da articulação entre redes e movimentos populares para enfrentar os desafios impostos pela financeirização da natureza sobre os territórios tradicionais. Assim como a Arpolu, que nasceu em 2022 com a missão de agregar, mobilizar e sensibilizar comunidades do Ceará, o Jubileu Sul soma forças na defesa da pesca artesanal, da permanência dos povos em seus territórios, da não privatização do mar, pelos direitos dos povos e da natureza.
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