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Formação em comunicação para mulheres gera autoconfiança para atuação nas mídias digitais

  • 9 de novembro de 2021

O curso realizado para duas turmas em quatro encontros gerou partilha de saberes e rompeu o medo no uso das ferramentas para produção de conteúdos.

Redação | Marcos Vinicius dos Santos*

“Eu tinha muita dificuldade em gravar um vídeo e editar. Eu tentava mas tinha muita dificuldade em conseguir finalizar. Hoje eu estou me surpreendendo até comigo mesma pelos vídeos que estou conseguindo editar. E assim, eu estou tomando conta agora da rede social da Associação Acolher. Todo o trabalho de mídia, fotos, vídeos, divulgação sou eu que estou fazendo e tudo isso, graças ao aprendizado que eu tive através desse curso de comunicação”.

Este é o relato da Luciene Rocha umas das participantes da Formação em Comunicação para Mulheres realizada pelo Jubileu Sul Brasil, com o objetivo de favorecer a capacitação para a produção de conteúdos usando ferramentas acessíveis, motivar e encorajar a presença dessas mulheres especialmente nas redes sociais.

“Os cursos de formação na área da comunicação têm sido de uma enorme importância para que as mulheres possam se apropriar dessa área da comunicação, da tecnologia, da segurança da informação, para comunicar suas ações territoriais, suas lutas, resistências”, destaca a secretária executiva da Rede Jubileu Sul Brasil, Rosilene Wansetto.

Na avaliação de Rosilene as formações em comunicação estão produzindo resultados importantes na vida e atuação das mulheres envolvidas. “Esse é o segundo ano que a gente realiza essas oficinas de formação para comunicação e a gente tem visto resultados bastante promissores. Na medida em que vão se apropriando dessas ferramentas as mulheres se sentem mais seguras para comunicar, assim os encontros contribuem para o empoderamento e para a ação sociotransformadora dessas mulheres nas suas comunidades, nos movimentos, nas articulações”, afirma.

A jornalista Luciana Araújo conduziu quatro encontros para duas turmas, às quintas-feiras e sábados de outubro de 2021

Os encontros foram organizados pela equipe do Jubileu Sul Brasil, com assessoria da jornalista Luciana Araújo, militante do Movimento Negro Unificado (MNU) e da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo e do PSOL que também conduziu a formação.

“As tecnologias de comunicação tiveram historicamente papel fundamental das mulheres, como Ada Lovelace, Hedy Lamarr, Grace Hooper, Karen Sparck, Jean Sammet, Radia Perlman. Mas a misoginia do patriarcado nos apaga cotidianamente. Então, as mulheres se reapropriarem das tecnologias, muitas vezes criadas por outras mulheres, além de combater as injustiças de gênero permite novas abordagens e usos dessas tecnologias como ferramentas de combate às opressões e luta por igualdade substantiva”, afima Luciana.

Temas Priorizados

No percurso dos quatro encontros da Formação em comunicação para mulheres, os temas priorizados foram: o papel da comunicação nos processos de mobilização social e visibilidade de ações, segurança digital, noções básicas sobre as principais redes sociais – Facebook, Instagram, YouTube, Twitter –, noções básicas sobre aplicativos de troca de mensagens e comunicação em áudio e vídeo pela internet – Whatsapp, Telegram –, noções básicas para uso de plataforma de videoconferência – Zoom, Meet –, orientações básicas para produção e publicação de vídeos gravados com celular, orientações básicas para o uso do Canva, plataformas de produção de conteúdos.

Ao avaliar o percurso Luciana Araújo destaca a autoconfiança como um dado positivo e resultado dos encontros na vida das mulheres, uma vez que o mundo das tecnologias ainda é majoritariamente liderado por homens. “Em nossos encontros, penso que o principal ganho a ser destacado foi o ganho de autoconfiança das mulheres para lidar com tecnologias gratuitas disponíveis que vão permitir um ganho de qualidade na militância delas que vem da possibilidade de registrar e difundir materiais audiovisuais a baixo custo e com qualidade”, destaca.

Para Luciene Rocha, uma das participantes dos encontros esse foi apenas um passo inicial que a estimulou a seguir aprendendo e avançando na comunicação. “Hoje eu procuro cada dia prender mais, devido esse pontapé inicial que a gente teve nesse curso. Um aprendizado que agora vamos aperfeiçoando na verdade”, afirma.

A da Formação em Comunicação para Mulheres é uma iniciativa que integra o Módulo III da formação de multiplicadores em torno dos temas prioritários da Rede Jubileu Sul Brasil e Jubileu Sul/Américas. A atividade faz parte da ação de Fortalecimento Territorial e tem o cofinanciamento da União Europeia, além do apoio da Cafod e da DKA.

*Com supervisão de Jucelene Rocha

Leia também:

Rede Jubileu Sul Brasil realiza segunda formação em comunicação para mulheres

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Redação | Marcos Vinicius dos Santos*

“Eu tinha muita dificuldade em gravar um vídeo e editar. Eu tentava mas tinha muita dificuldade em conseguir finalizar. Hoje eu estou me surpreendendo até comigo mesma pelos vídeos que estou conseguindo editar. E assim, eu estou tomando conta agora da rede social da Associação Acolher. Todo o trabalho de mídia, fotos, vídeos, divulgação sou eu que estou fazendo e tudo isso, graças ao aprendizado que eu tive através desse curso de comunicação”.

Este é o relato da Luciene Rocha umas das participantes da Formação em Comunicação para Mulheres realizada pelo Jubileu Sul Brasil, com o objetivo de favorecer a capacitação para a produção de conteúdos usando ferramentas acessíveis, motivar e encorajar a presença dessas mulheres especialmente nas redes sociais.

“Os cursos de formação na área da comunicação têm sido de uma enorme importância para que as mulheres possam se apropriar dessa área da comunicação, da tecnologia, da segurança da informação, para comunicar suas ações territoriais, suas lutas, resistências”, destaca a secretária executiva da Rede Jubileu Sul Brasil, Rosilene Wansetto.

Na avaliação de Rosilene as formações em comunicação estão produzindo resultados importantes na vida e atuação das mulheres envolvidas. “Esse é o segundo ano que a gente realiza essas oficinas de formação para comunicação e a gente tem visto resultados bastante promissores. Na medida em que vão se apropriando dessas ferramentas as mulheres se sentem mais seguras para comunicar, assim os encontros contribuem para o empoderamento e para a ação sociotransformadora dessas mulheres nas suas comunidades, nos movimentos, nas articulações”, afirma.

A jornalista Luciana Araújo conduziu quatro encontros para duas turmas, às quintas-feiras e sábados de outubro de 2021

Os encontros foram organizados pela equipe do Jubileu Sul Brasil, com assessoria da jornalista Luciana Araújo, militante do Movimento Negro Unificado (MNU) e da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo e do PSOL que também conduziu a formação.

“As tecnologias de comunicação tiveram historicamente papel fundamental das mulheres, como Ada Lovelace, Hedy Lamarr, Grace Hooper, Karen Sparck, Jean Sammet, Radia Perlman. Mas a misoginia do patriarcado nos apaga cotidianamente. Então, as mulheres se reapropriarem das tecnologias, muitas vezes criadas por outras mulheres, além de combater as injustiças de gênero permite novas abordagens e usos dessas tecnologias como ferramentas de combate às opressões e luta por igualdade substantiva”, afima Luciana.

Temas Priorizados

No percurso dos quatro encontros da Formação em comunicação para mulheres, os temas priorizados foram: o papel da comunicação nos processos de mobilização social e visibilidade de ações, segurança digital, noções básicas sobre as principais redes sociais – Facebook, Instagram, YouTube, Twitter –, noções básicas sobre aplicativos de troca de mensagens e comunicação em áudio e vídeo pela internet – Whatsapp, Telegram –, noções básicas para uso de plataforma de videoconferência – Zoom, Meet –, orientações básicas para produção e publicação de vídeos gravados com celular, orientações básicas para o uso do Canva, plataformas de produção de conteúdos.

Ao avaliar o percurso Luciana Araújo destaca a autoconfiança como um dado positivo e resultado dos encontros na vida das mulheres, uma vez que o mundo das tecnologias ainda é majoritariamente liderado por homens. “Em nossos encontros, penso que o principal ganho a ser destacado foi o ganho de autoconfiança das mulheres para lidar com tecnologias gratuitas disponíveis que vão permitir um ganho de qualidade na militância delas que vem da possibilidade de registrar e difundir materiais audiovisuais a baixo custo e com qualidade”, destaca.

Para Luciene Rocha, uma das participantes dos encontros esse foi apenas um passo inicial que a estimulou a seguir aprendendo e avançando na comunicação. “Hoje eu procuro cada dia prender mais, devido esse pontapé inicial que a gente teve nesse curso. Um aprendizado que agora vamos aperfeiçoando na verdade”, afirma.

A da Formação em Comunicação para Mulheres é uma iniciativa que integra o Módulo III da formação de multiplicadores em torno dos temas prioritários da Rede Jubileu Sul Brasil e Jubileu Sul/Américas. A atividade faz parte da ação de Fortalecimento Territorial e tem o cofinanciamento da União Europeia, além do apoio da Cafod e da DKA.

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