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Encontro de sinergia e esperança

  • 11 de junho de 2021
Primeiro encontro virtual dos comitês locais da ação Sinergia Popular

Texto: Cláudia Pereira

O primeiro encontro virtual dos comitês locais que integram a ação Sinergia Popular, animou a articulação e integração entre as mulheres que estão na luta por direitos sociais e acesso à moradia. O encontro reuniu representantes dos territórios das cidades de Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ) e Manaus (AM).

As ações do Sinergia Popular, para a prevenção e mediação de conflitos urbanos no Brasil objetivam fortalecer iniciativas territoriais e são coordenadas pelo Jubileu Sul Brasil (JSB), 6ª Semana Social Brasileira (SSB) e Central de Movimentos Populares (CMP).

O encontro desta última quarta-feira (9) foi um momento de partilha e convite para as companheiras e companheiros participarem do 1º Seminário Nacional Sinergia Popular, que será realizado no próximo sábado (12), a partir do tema Direito à moradia e à cidade: Reflexão na temática da moradia no Brasil, a partir do direito à cidade, na ótica das mulheres. .

As articuladoras dos territórios abriram o encontro apresentando as lideranças das lutas locais. 28 participantes aproveitaram o momento para se conhecerem e partilhar suas dores e sonhos por uma moradia digna.

Para Francisca Antônia, articuladora do Sinergia em Fortaleza, a ação é mais uma oportunidade para atuar na luta unindo forças de forma mais coletiva. Beth Silva, uma das participantes, destacou a importância da luta das mulheres dentro dos movimentos populares por moradia e a importância da comunicação para denunciar os diretos violados.

O projeto Sinergia da Rede Jubileu é como um braço para defender a terra, o teto e o trabalho. Defender o teto é defender as famílias que ocupam o prédio Alcyr Matos, destinado ao interesse social desde 2015, mas os moradores continuam sofrendo constantes ameaças pelo poder público. Esse encontro alimenta nossas esperanças para fortalecer nossas comunidades”. Disse Cristiane Sales de Manaus, (AM).

A assessora pedagógica Iara Santana falou sobre a dinâmica do Seminário Nacional, que será de forma virtual, sábado (12), com formação e interação para contribuir com o debate do direito à cidade e à moradia. Mariana Duque, coordenadora da ação  Sinergia Popular, falou que os desafios são muitos e o maior objetivo é fortalecer, potencializar e empoderar as lutas que já existem nos territórios e propor saídas para a questão da moradia para mulheres e homens dos territórios em que as iniciativas da ação acontecem. 

Marcela Vieira, articuladora em Manaus, encerrou o encontro com a declamação do poema Madrugada Camponesa, de Thiago de Mello, poeta da região amazônica.

As iniciativas do Sinergia Popular têm o apoio do Ministério das Relações Exteriores Alemão, que garantiu ao Instituto de Relações Exteriores (IFA) recursos para implementação do Programa de Financiamentos Zivik (Zivik Funding Program) e é cofinanciado pela União Europeia. A ação também faz parte do processo de fortalecimento da Rede Jubileu Sul e das suas organizações membro.

MADRUGADA CAMPONESA

(Thiago de Mello)

Madrugada camponesa,
faz escuro ainda no chão,
mas é preciso plantar.
A noite já foi mais noite,
a manhã já vai chegar.

Não vale mais a canção
feita de medo e arremedo
para enganar solidão.
Agora vale a verdade
cantada simples e sempre,
agora vale a alegria
que se constrói dia a dia
feita de canto e de pão.

Breve há de ser (sinto no ar)
tempo de trigo maduro.
Vai ser tempo de ceifar.
Já se levantam prodígios,
chuva azul no milharal,
estala em flor o feijão,
um leite novo minando
no meu longe seringal.

Já é quase tempo de amor.
Colho um sol que arde no chão,
lavro a luz dentro da cana,
minha alma no seu pendão.
Madrugada camponesa.
Faz escuro (já nem tanto),
vale a pena trabalhar.
Faz escuro, mas eu canto
porque a manhã vai chegar.

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As ações do Sinergia Popular, para a prevenção e mediação de conflitos urbanos no Brasil objetivam fortalecer iniciativas territoriais e são coordenadas pelo Jubileu Sul Brasil (JSB), 6ª Semana Social Brasileira (SSB) e Central de Movimentos Populares (CMP).

O encontro desta última quarta-feira (9) foi um momento de partilha e convite para as companheiras e companheiros participarem do 1º Seminário Nacional Sinergia Popular, que será realizado no próximo sábado (12), a partir do tema Direito à moradia e à cidade: Reflexão na temática da moradia no Brasil, a partir do direito à cidade, na ótica das mulheres. .

As articuladoras dos territórios abriram o encontro apresentando as lideranças das lutas locais. 28 participantes aproveitaram o momento para se conhecerem e partilhar suas dores e sonhos por uma moradia digna.

Para Francisca Antônia, articuladora do Sinergia em Fortaleza, a ação é mais uma oportunidade para atuar na luta unindo forças de forma mais coletiva. Beth Silva, uma das participantes, destacou a importância da luta das mulheres dentro dos movimentos populares por moradia e a importância da comunicação para denunciar os diretos violados.

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A assessora pedagógica Iara Santana falou sobre a dinâmica do Seminário Nacional, que será de forma virtual, sábado (12), com formação e interação para contribuir com o debate do direito à cidade e à moradia. Mariana Duque, coordenadora da ação  Sinergia Popular, falou que os desafios são muitos e o maior objetivo é fortalecer, potencializar e empoderar as lutas que já existem nos territórios e propor saídas para a questão da moradia para mulheres e homens dos territórios em que as iniciativas da ação acontecem. 

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As iniciativas do Sinergia Popular têm o apoio do Ministério das Relações Exteriores Alemão, que garantiu ao Instituto de Relações Exteriores (IFA) recursos para implementação do Programa de Financiamentos Zivik (Zivik Funding Program) e é cofinanciado pela União Europeia. A ação também faz parte do processo de fortalecimento da Rede Jubileu Sul e das suas organizações membro.

MADRUGADA CAMPONESA

(Thiago de Mello)

Madrugada camponesa,
faz escuro ainda no chão,
mas é preciso plantar.
A noite já foi mais noite,
a manhã já vai chegar.

Não vale mais a canção
feita de medo e arremedo
para enganar solidão.
Agora vale a verdade
cantada simples e sempre,
agora vale a alegria
que se constrói dia a dia
feita de canto e de pão.

Breve há de ser (sinto no ar)
tempo de trigo maduro.
Vai ser tempo de ceifar.
Já se levantam prodígios,
chuva azul no milharal,
estala em flor o feijão,
um leite novo minando
no meu longe seringal.

Já é quase tempo de amor.
Colho um sol que arde no chão,
lavro a luz dentro da cana,
minha alma no seu pendão.
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