Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Saiu na mídia: Grito dos Excluídos faz café da manhã para pessoas em situação de rua em SP

  • 8 de setembro de 2025

Participantes do movimento Grito dos Excluídos distribuíram café da manhã para pessoas em situação de rua em São Paulo (SP), neste domingo (7/9). O ato iniciou por volta de 9h na Praça da Sé e contou com a participação de coletivos, pastorais de igrejas e movimentos sindicais.

Iniciado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) há 30 anos, o Grito dos Excluídos é um movimento apartidário, embora historicamente ligado à esquerda, que busca fazer ecoar vozes à margem da sociedade. O nome faz referência ao grito de Dom Pedro I às margens do Rio Ipiranga em 7 de setembro de 1822 como forma de mostrar “um contraponto à história oficial da independência do Brasil”.

“Na contramão dos desfiles cívicos e militares, que sempre marcaram o 7 de Setembro, conclama o povo, sobretudo os pobres e excluídos, a descerem das arquibancadas, deixar o patriotismo passivo, e ocupar praças e ruas na defesa de seus direitos”, diz o manifesto. Na 31ª edição, celebrada neste ano, o tema é “Cuidar da Casa Comum e da democracia é luta todo dia”.

Segundo Rosilene Wansetto, membro da rede Jubileu Sul e articuladora do Grito dos Excluídos, o café da manhã coletivo é uma prática comum nas mobilizações do grito em diversas cidades. “A gente incorporou como uma ação concreta onde a gente pode estar com os excluídos, dialogando, ouvindo o clamor, as dificuldades, os desafios, a violência sofrida nas ruas, a ausência de direitos”, explica.

Representantes do Jubileu Sul Brasil no café da manhã durante o 31º Grito dos Excluídos/as, na Praça da Sé, em São Paulo.

“Considerando que o Grito sempre pautou o tema dos direitos, direito a ter direitos, direito à alimentação, direito à moradia, direito ao trabalho, direito à dignidade, essa ação do cafe da manhã é também para chamar atenção sobre a questão dessas ausências”, comenta. “Mesmo que a gente perceba o avanço nas políticas públicas nesse último período, ainda não é suficiente para responder esse enorme desafio que é da população em situação de rua, muito agravado da pandemia para cá”.

Neste domingo, os voluntários distribuíram 2 mil refeições, além de kits de higiene com sabonetes, absorventes, calcinhas e shampoos para as mulheres. Todos os itens foram obtidos por meio de doações.

Rosilene relata que a demanda pelas ações é alta. Segundo ela, todos os alimentos foram distribuídos em apenas uma hora. “Se a gente tivesse o dobro dessa quantidade com certeza também seria distribuído, então é perceptível a necessidade desse debate sobre a segurança alimentar”, comenta.

Para ela, é mais do que uma simples doação, é também o momento de dialogar. “É uma população bastante sedenta de tudo, de dignidade, de alimento, de carinho, de atenção, de cuidado, então a recepção por parte das pessoas que estavam ali foi muito significativa”, conta.

O Grito dos Excluídos reuniu milhares de manifestantes em todos os estados do país. Entre os temas mais destacados neste ano, estão o fim da escala 6x1, taxação dos super ricos e preservação ambiental.

Por Gabriella Braz - Correio Braziliense

Últimas notícias

Jardim Pantanal dá início à construção de cartografia social em parceria com Jubileu Sul e MLB

A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB), em parceria com o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) , realizou uma roda de conversa…
Ler mais...

Mulheres da Pequena África marcam casas contra despejo e denunciam PLC 93 em ação de rua no Rio

O grito de alerta ecoou no centro do Rio de Janeiro na última sexta-feira, 22 de maio. Mulheres da Pequena África foram às ruas para…
Ler mais...

Moradia na Vila Dique: conquista para 71 famílias, mas luta continua para que ninguém fique para trás

O último sábado (16) foi de emoções contraditórias na Vila Dique, comunidade da zona norte de Porto Alegre (RS) duramente afetada pelas enchentes de maio…
Ler mais...

Saiu na mídia: Grito dos Excluídos faz café da manhã para pessoas em situação de rua em SP

  • 8 de setembro de 2025

Participantes do movimento Grito dos Excluídos distribuíram café da manhã para pessoas em situação de rua em São Paulo (SP), neste domingo (7/9). O ato iniciou por volta de 9h na Praça da Sé e contou com a participação de coletivos, pastorais de igrejas e movimentos sindicais.

Iniciado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) há 30 anos, o Grito dos Excluídos é um movimento apartidário, embora historicamente ligado à esquerda, que busca fazer ecoar vozes à margem da sociedade. O nome faz referência ao grito de Dom Pedro I às margens do Rio Ipiranga em 7 de setembro de 1822 como forma de mostrar “um contraponto à história oficial da independência do Brasil”.

“Na contramão dos desfiles cívicos e militares, que sempre marcaram o 7 de Setembro, conclama o povo, sobretudo os pobres e excluídos, a descerem das arquibancadas, deixar o patriotismo passivo, e ocupar praças e ruas na defesa de seus direitos”, diz o manifesto. Na 31ª edição, celebrada neste ano, o tema é “Cuidar da Casa Comum e da democracia é luta todo dia”.

Segundo Rosilene Wansetto, membro da rede Jubileu Sul e articuladora do Grito dos Excluídos, o café da manhã coletivo é uma prática comum nas mobilizações do grito em diversas cidades. “A gente incorporou como uma ação concreta onde a gente pode estar com os excluídos, dialogando, ouvindo o clamor, as dificuldades, os desafios, a violência sofrida nas ruas, a ausência de direitos”, explica.

Representantes do Jubileu Sul Brasil no café da manhã durante o 31º Grito dos Excluídos/as, na Praça da Sé, em São Paulo.

“Considerando que o Grito sempre pautou o tema dos direitos, direito a ter direitos, direito à alimentação, direito à moradia, direito ao trabalho, direito à dignidade, essa ação do cafe da manhã é também para chamar atenção sobre a questão dessas ausências”, comenta. “Mesmo que a gente perceba o avanço nas políticas públicas nesse último período, ainda não é suficiente para responder esse enorme desafio que é da população em situação de rua, muito agravado da pandemia para cá”.

Neste domingo, os voluntários distribuíram 2 mil refeições, além de kits de higiene com sabonetes, absorventes, calcinhas e shampoos para as mulheres. Todos os itens foram obtidos por meio de doações.

Rosilene relata que a demanda pelas ações é alta. Segundo ela, todos os alimentos foram distribuídos em apenas uma hora. “Se a gente tivesse o dobro dessa quantidade com certeza também seria distribuído, então é perceptível a necessidade desse debate sobre a segurança alimentar”, comenta.

Para ela, é mais do que uma simples doação, é também o momento de dialogar. “É uma população bastante sedenta de tudo, de dignidade, de alimento, de carinho, de atenção, de cuidado, então a recepção por parte das pessoas que estavam ali foi muito significativa”, conta.

O Grito dos Excluídos reuniu milhares de manifestantes em todos os estados do país. Entre os temas mais destacados neste ano, estão o fim da escala 6x1, taxação dos super ricos e preservação ambiental.

Por Gabriella Braz - Correio Braziliense

Últimas notícias

Jardim Pantanal dá início à construção de cartografia social em parceria com Jubileu Sul e MLB

A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB), em parceria com o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) , realizou uma roda de conversa…
Ler mais...

Mulheres da Pequena África marcam casas contra despejo e denunciam PLC 93 em ação de rua no Rio

O grito de alerta ecoou no centro do Rio de Janeiro na última sexta-feira, 22 de maio. Mulheres da Pequena África foram às ruas para…
Ler mais...

Moradia na Vila Dique: conquista para 71 famílias, mas luta continua para que ninguém fique para trás

O último sábado (16) foi de emoções contraditórias na Vila Dique, comunidade da zona norte de Porto Alegre (RS) duramente afetada pelas enchentes de maio…
Ler mais...