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Rumo à COP 30: organizações e movimentos mobilizam por justiça climática

  • 5 de fevereiro de 2025

Cúpula dos Povos Rumo à COP 30 articula mais de 400 entidades para participação popular na 30ª Conferência do Clima

Ato político cultural na Cinelândia, no Rio de Janeiro (RJ), dá início ao calendário de mobilizações e incidência das entidades que integram a Cúpula dos Povos. Foto: Francisco Vladimir/Jubileu Sul Brasil

Por Flaviana Serafim - Jubileu Sul Brasil

Centenas de pessoas realizaram protesto por justiça climática, com ato público nesta terça-feira (4) na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro (RJ), reunindo movimentos populares, sindicatos e organizações da sociedade civil.  A iniciativa é da Cúpula dos Povos Rumo à COP 30, uma articulação de mais 400 entidades nacionais e internacionais, para engajar e ampliar a voz da sociedade nos debates e decisões da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que ocorre em novembro, em Belém do Pará.  

Representantes das organizações da Cúpula estão construindo calendário de mobilização e incidência política ao longo de 2025, em reunião entre os dias 3 e 9 de fevereiro, na capital fluminense.

“Vamos à Belém, mas Belém é aqui e agora, temos que nos articular com essa agenda. Vamos defender principalmente os povos, porque são os ribeirinhos, mulheres, indígenas, quilombolas, periferias e favelas que estão em jogo se avançar a agenda do clima como está na COP 30”, afirma a educadora popular Sandra Quintela, da coordenação da Rede Jubileu Sul (JSB). 

Representantes da coordenação e entidades membros das redes Jubileu Sul Brasil e Jubileu Sul/Américas na mobilização rumo à COP 30 (da esquerda para a direita): Sandra Quintela (JSB), Ivonne Yanes (Acción Ecológica - Equador), Miguel de Borba Sá (JSB), Carmen Castro (Instituto PACS), Francisco Vladimir (JSB) e Beverly Keene (Diálogo 2000 - Argentina).

“O que está em jogo é a financeirização da natureza, a venda do ar que a gente respira, da água que bebemos, da biodiversidade, dos rios, dos povos de tudo. (...) O calor é maior nas favelas, periferias. Os países pobres estão sofrendo muito mais, por isso a COP 30 é uma agenda para o povo pobre”, completa.  

No protesto, Sandra Quintela chamou atenção para o aumento da dívida pública, que chegou a R$ 9 trilhões em 2024, consumindo recursos que poderiam ser investidos na população frente às mudanças climáticas, além da saúde, educação e trabalho. 

Também alertou para o aumento da dívida ecológica, que é causada pelas violações socioambientais. Um exemplo é a impunidade de empresas poluidoras como a Ternium, que fica no bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. Maior siderúrgica da América Latina, a empresa despeja 10 milhões de toneladas de CO2. Há anos o Instituto PACS vem denunciando o histórico de violações da Ternium, os vários danos causados no território e os impactos no aquecimento global com a emissão de poluentes. 

Para saber mais, acesse a cartilha “Mudanças Climáticas e Siderurgia: Impactos locais e globais da Ternium Brasil”, produzida pelo Instituto Pacs em parceria com o Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental, organizações membro da Rede JSB.

Foto de capa: Mídia Ninja

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Por Flaviana Serafim - Jubileu Sul Brasil

Centenas de pessoas realizaram protesto por justiça climática, com ato público nesta terça-feira (4) na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro (RJ), reunindo movimentos populares, sindicatos e organizações da sociedade civil.  A iniciativa é da Cúpula dos Povos Rumo à COP 30, uma articulação de mais 400 entidades nacionais e internacionais, para engajar e ampliar a voz da sociedade nos debates e decisões da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que ocorre em novembro, em Belém do Pará.  

Representantes das organizações da Cúpula estão construindo calendário de mobilização e incidência política ao longo de 2025, em reunião entre os dias 3 e 9 de fevereiro, na capital fluminense.

“Vamos à Belém, mas Belém é aqui e agora, temos que nos articular com essa agenda. Vamos defender principalmente os povos, porque são os ribeirinhos, mulheres, indígenas, quilombolas, periferias e favelas que estão em jogo se avançar a agenda do clima como está na COP 30”, afirma a educadora popular Sandra Quintela, da coordenação da Rede Jubileu Sul (JSB). 

Representantes da coordenação e entidades membros das redes Jubileu Sul Brasil e Jubileu Sul/Américas na mobilização rumo à COP 30 (da esquerda para a direita): Sandra Quintela (JSB), Ivonne Yanes (Acción Ecológica - Equador), Miguel de Borba Sá (JSB), Carmen Castro (Instituto PACS), Francisco Vladimir (JSB) e Beverly Keene (Diálogo 2000 - Argentina).

“O que está em jogo é a financeirização da natureza, a venda do ar que a gente respira, da água que bebemos, da biodiversidade, dos rios, dos povos de tudo. (...) O calor é maior nas favelas, periferias. Os países pobres estão sofrendo muito mais, por isso a COP 30 é uma agenda para o povo pobre”, completa.  

No protesto, Sandra Quintela chamou atenção para o aumento da dívida pública, que chegou a R$ 9 trilhões em 2024, consumindo recursos que poderiam ser investidos na população frente às mudanças climáticas, além da saúde, educação e trabalho. 

Também alertou para o aumento da dívida ecológica, que é causada pelas violações socioambientais. Um exemplo é a impunidade de empresas poluidoras como a Ternium, que fica no bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. Maior siderúrgica da América Latina, a empresa despeja 10 milhões de toneladas de CO2. Há anos o Instituto PACS vem denunciando o histórico de violações da Ternium, os vários danos causados no território e os impactos no aquecimento global com a emissão de poluentes. 

Para saber mais, acesse a cartilha “Mudanças Climáticas e Siderurgia: Impactos locais e globais da Ternium Brasil”, produzida pelo Instituto Pacs em parceria com o Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental, organizações membro da Rede JSB.

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