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Rio de Janeiro: Encontro de ocupações fortalece a organização das mulheres na luta por moradia e direitos

  • 1 de fevereiro de 2023

Diante do crescimento das ocupações na Zona Portuária nos últimos dois anos, organizações realizam cartografia social para identificar desafios e possibilidades.

Mulheres reunidas no Encontro das Ocupações do Centro do Rio de Janeiro (RJ)

O Encontro das Ocupações do Centro, no último dia 28 de janeiro, no Rio de Janeiro (RJ), foi marcado pela apresentação da pesquisa que está sendo realizada pelo Observatório das Metrópoles e Central de Movimentos Populares sobre as ocupações que ficam na área central da cidade. A cartografia social deve revelar características importantes das ocupações e de suas populações.

“A cartografia social visa fazer um levantamento e caracterizar essas ocupações principalmente na Zona Portuária onde as ocupações cresceram muito nesses dois últimos anos, durante a pandemia de Covid-19”, destaca Gorete Gama, articuladora da ‘Ação Mulheres por reparação das dívidas sociais’ e moradora da Quilombo da Gamboa, região portuária do Rio de Janeiro.

“Essa cartográfica social dá continuidade também à pesquisa sobre cortiços que aconteceu em 2016, nela foram identificados mais de 150 cortiços aqui na área central do Rio. A iniciativa tem como objetivo dar visibilidade a essa forma de moradia que é extremamente precária e para essas famílias que tem o direito à moradia negado e sem outra alternativa ocupam os prédios, os imóveis vazios, para garantir um teto para si e para suas famílias”, complementa Gorete.

Segundo a articuladora a tarde de Encontro teve por objetivo dar voz a essas famílias, especialmente para as mulheres que são maioria, além de fortalecer a luta dessas mulheres, a organização e o protagonismo. “As mulheres estão comprometidas na luta por moradia, pelo direito à políticas públicas como saúde, educação, trabalho, assistência social, direitos que são negados para as todas as famílias que vivem em situações precarizadas, famílias de baixa renda e que estão no mercado informal de trabalho porque não conseguem emprego formal. São camelôs, ambulantes, cuidadoras, trabalhadoras domésticas, mulheres pretas, mães solo. Assim vive a maior parte da população nessas ocupações”, explica.

Sandra Quintela, articuladora da Rede Jubileu Sul Brasil durante Encontro das Ocupações do Centro

Outros encontros da mesma natureza seguirão sendo organizados nas ocupações. “A partir da Ação Mulheres por reparação das dívidas sociais, em parceria com o Observatório das Metrópoles e outros coletivos e parcerias locais realizamos rodas de conversa, momentos de formação popular, autocuidado porque são mulheres extremante vulneráveis, que precisam ser ouvidas, precisam ter seus corpos visibilizados e valorizados. O encontro culmina com esse conjunto de ações que estamos realizando no Quilombo da Gamboa, na Ocupação Vito Giannotti e contou com grande participação de moradores das ocupações Morar Feliz, Habib's e outras da Região Portuária”, conclui Gorete.

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“Essa cartográfica social dá continuidade também à pesquisa sobre cortiços que aconteceu em 2016, nela foram identificados mais de 150 cortiços aqui na área central do Rio. A iniciativa tem como objetivo dar visibilidade a essa forma de moradia que é extremamente precária e para essas famílias que tem o direito à moradia negado e sem outra alternativa ocupam os prédios, os imóveis vazios, para garantir um teto para si e para suas famílias”, complementa Gorete.

Segundo a articuladora a tarde de Encontro teve por objetivo dar voz a essas famílias, especialmente para as mulheres que são maioria, além de fortalecer a luta dessas mulheres, a organização e o protagonismo. “As mulheres estão comprometidas na luta por moradia, pelo direito à políticas públicas como saúde, educação, trabalho, assistência social, direitos que são negados para as todas as famílias que vivem em situações precarizadas, famílias de baixa renda e que estão no mercado informal de trabalho porque não conseguem emprego formal. São camelôs, ambulantes, cuidadoras, trabalhadoras domésticas, mulheres pretas, mães solo. Assim vive a maior parte da população nessas ocupações”, explica.

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