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Rede Jubileu Sul Américas lança campanha em solidariedade aos povos de Porto Rico e Haiti, no Rio

  • 23 de setembro de 2019

Texto e Fotos PACS

Rio - Na quinta (19), o Armazém do Campo – espaço de comercialização de alimentos e produtos de assentamentos da Reforma Agrária, produção orgânica e agricultura familiar – teve uma festa para reafirmar a solidariedade entre os povos latino-americanos e caribenhos. A noite foi de comemoração, mas também de luta: foi lançada a campanha “Reparações Já! Haiti e Porto Rico! Não devemos! Somos os povos, os credores!”, que denuncia as violações de direitos decorrentes do estímulo ao endividamento público de Porto Rico e Haiti.

A campanha é uma iniciativa da Rede Jubileu Sul Américas que quer, evidenciando a realidade de Haiti e Porto Rico, alertar outros países da América Latina e do Caribe a respeito das práticas históricas de colonização e exploração, que destroem os serviços públicos, os direitos de todos os cidadãos e cidadãs, junto com a soberania das nações.

Para a economista Sandra Quintela, articuladora nacional da Rede Jubileu Sul Brasil, Haiti e Porto Rico, mesmo resistindo, sofrem até hoje com a super exploração legada pelos colonialismos.

“Manter o espírito internacionalista é um desafio porque todo dia temos nossas próprias tragédias. No Rio de janeiro temos esses helicópteros que aterrorizam e violentam a população das favelas. Este, no entanto, é um processo de militarização da vida do qual o Haiti foi laboratório e que temos denunciado desde 2005. O Haiti assim como Porto Rico pagam até hoje o preço da colonização”, destacou Quintela.

Além da Rede Jubileu Sul Américas, o MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, a Capina, e o PACS também participaram da realização do evento. A renda dos ingressos foi inteiramente revertida para a produção dos Encontros Estadual (RJ) e Nacional (DF) de Mulheres Sem Terra, previstos para este ano ainda (você pode apoiar diretamente participando do financiamento coletivo dos encontros).

“O MST tem muitos anos de solidariedade com estes países que até hoje sofrem com o imperialismo. A festa também não deixa de ser mais uma comemoração a marcar o ano dos nossos 35 de existência e luta. A arrecadação vai também nos ajudar a fazer o primeiro encontro nacional de mulheres do MST. Para fazer o debate de gênero dentro do movimento, mas também para que as mulheres possam participar das discussões sobre os rumos do MST”, comentou Luana Carvalho, representante do movimento.

O evento teve música haitiana, dança congolesa e comidas caribenhas. Da Ilha de São Domingos, o DJ Bob falou um pouco da experiência militarização em seu país. “O Haiti é um laboratório para exploração e violência. Acham que o que dá certo lá, nesse sentido, pode dar certo em qualquer lugar do mundo. Eu tenho 45 anos e já vi somente o exército norte-americano invadir meu país três vezes. Mas não aceitamos nada disso quietos. É briga! E acho que o Brasil pode aprender um pouco com a gente nisso”, contou o músico.

Durante a festa, os convidados também receberam mensagens em vídeo de representantes da sociedade civil dos dois países, falando dos contextos e lutas locais e estimulando a adesão e divulgação da campanha – que está só começando.

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A campanha é uma iniciativa da Rede Jubileu Sul Américas que quer, evidenciando a realidade de Haiti e Porto Rico, alertar outros países da América Latina e do Caribe a respeito das práticas históricas de colonização e exploração, que destroem os serviços públicos, os direitos de todos os cidadãos e cidadãs, junto com a soberania das nações.

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“Manter o espírito internacionalista é um desafio porque todo dia temos nossas próprias tragédias. No Rio de janeiro temos esses helicópteros que aterrorizam e violentam a população das favelas. Este, no entanto, é um processo de militarização da vida do qual o Haiti foi laboratório e que temos denunciado desde 2005. O Haiti assim como Porto Rico pagam até hoje o preço da colonização”, destacou Quintela.

Além da Rede Jubileu Sul Américas, o MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, a Capina, e o PACS também participaram da realização do evento. A renda dos ingressos foi inteiramente revertida para a produção dos Encontros Estadual (RJ) e Nacional (DF) de Mulheres Sem Terra, previstos para este ano ainda (você pode apoiar diretamente participando do financiamento coletivo dos encontros).

“O MST tem muitos anos de solidariedade com estes países que até hoje sofrem com o imperialismo. A festa também não deixa de ser mais uma comemoração a marcar o ano dos nossos 35 de existência e luta. A arrecadação vai também nos ajudar a fazer o primeiro encontro nacional de mulheres do MST. Para fazer o debate de gênero dentro do movimento, mas também para que as mulheres possam participar das discussões sobre os rumos do MST”, comentou Luana Carvalho, representante do movimento.

O evento teve música haitiana, dança congolesa e comidas caribenhas. Da Ilha de São Domingos, o DJ Bob falou um pouco da experiência militarização em seu país. “O Haiti é um laboratório para exploração e violência. Acham que o que dá certo lá, nesse sentido, pode dar certo em qualquer lugar do mundo. Eu tenho 45 anos e já vi somente o exército norte-americano invadir meu país três vezes. Mas não aceitamos nada disso quietos. É briga! E acho que o Brasil pode aprender um pouco com a gente nisso”, contou o músico.

Durante a festa, os convidados também receberam mensagens em vídeo de representantes da sociedade civil dos dois países, falando dos contextos e lutas locais e estimulando a adesão e divulgação da campanha – que está só começando.

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