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Reafirmar a saída à esquerda é preciso!

  • 20 de agosto de 2015

Por Cláudia Fávaro
Vivemos no Brasil um clima de tensão política. Se por um lado vimos esta semana uma massa de alienados vestidos de verde amarelo, fazendo coro a argumentos que nem eles mesmos concordam ou entendem, por outro lado temos uma base de CC´s e militantes governistas sedentos em construir argumentos superficiais para defender um governo que está disposto a tudo para se manter no poder, da conciliação de classe ao ataque sistemático aos direitos dos trabalhadores.
No entanto, há outros atores que engendram a tensão política atual e ela não tem apenas dois lados. Para quem acompanha o cenário político pela mídia, essa tensão parece causada por uma polarização entre os que defendem o governo e os que querem derrubá-lo. De um lado, temos um governo, que se mantém no poder por um complexo e ingovernável jogo de alianças, troca de favores e cargos, entre partidos com grandes diferenças ideológicas.
Um governo que por sua paliativa política social conseguiu incluir uma grande parcela da população na lista dos que comem três vezes ao dia; mas por sua política econômica, transformou a questão social numa questão de mercado, a pobreza em questão administrativa e que entregou importantes setores da economia e do patrimônio público às empresas privadas. No último período o Brasil se desenvolveu, muitas obras através das quais os donos dos meios de produção e do capital especulativo lucraram muito e por outro lado, nós, os debaixo, recebemos apenas o mínimo para desfrutar um pouco das mais simples mordomias dos poderosos.
E são justamente essas poucas conquistas que incomodam tanto o outro lado que historicamente se incomoda quando precisa dividir o mesmo espaço com um pobre ou com um negro. Uma pequena burguesia interessada em manter seus privilégios de classe e que vê no que chama de “comunismo” a ameaça aos seus objetivos de manter o status quo.  Uma direita fascista e preconceituosa que tem utilizado seus aparelhos privados de hegemonia (igrejas, jornais, sindicatos) para incitar o ódio e a violência enquanto em seus discursos falam de democracia e paz!
No entanto, entre esses ainda há lutadores e lutadoras que calçam o pé, e que estão dispostos a  travar as engrenagens que reproduzem esses sistema de opressões com luta e com enfrentamento a TODOS os que representam ameaça ao povo trabalhador e aos que defendem a retirada de direitos. Por isso, o ato convocado pelo MTST em São Paulo para o próximo dia 20 de agosto tem por objetivo contrapor e se posicionar, sim, frente essa direita fascista, que tem manipulado uma massa indignada com o governo pela perda de direitos.
Mas mais que isso, tem por objetivo por em cheque a posição do governo Dilma em governar para os de cima, fazendo com que o povo brasileiro mais pobre pague a conta desta crise. Foram inúmeros ataques desde o início deste ano culminando recentemente na aprovação na Câmara da chamada “lei do terrorismo”, uma afronta aos movimentos sociais organizados. Tenho certeza que o MTST em São Paulo terá condições de se impor sobre a onda governista de nomear o ato do dia 20 como um ato em defesa do governo.
No Rio de janeiro, Salvador e Fortaleza acontecerão dois atos e convido aos companheiros e companheiras de luta, dispostos a enfrentar os governos e os patrões a se somarem às trincheiras dos que lutam por direitos e independência de classe e tem propostas para o Brasil.
O MTST não está disposto a engolir a Agenda Brasil a qualquer custo e não defenderemos um governo, mas sim, políticas de estado que apontem no caminho de cobrar a conta da crise dos que encheram os bolsos de dinheiro as nossas custas.  Aqui no Rio Grande do Sul, como em outros estados, setores do governo chamaram o ato tentando inverter a lógica inicial do ato do dia 20/08, como um ato de desagravo do governo Dilma.
Não concordaremos, vamos construir a luta na base, nas ocupações e nos territórios acumulando a força política que precisamos para fazer esse enfrentamento pela esquerda, sem fazer coro com a direita chamando fora Dilma, nem aplaudindo um governo que traiu os trabalhadores.
Fonte: Brasil em 5
http://brasilem5.org/2015/08/19/reafirmar-a-saida-a-esquerda-e-preciso/

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No entanto, há outros atores que engendram a tensão política atual e ela não tem apenas dois lados. Para quem acompanha o cenário político pela mídia, essa tensão parece causada por uma polarização entre os que defendem o governo e os que querem derrubá-lo. De um lado, temos um governo, que se mantém no poder por um complexo e ingovernável jogo de alianças, troca de favores e cargos, entre partidos com grandes diferenças ideológicas.
Um governo que por sua paliativa política social conseguiu incluir uma grande parcela da população na lista dos que comem três vezes ao dia; mas por sua política econômica, transformou a questão social numa questão de mercado, a pobreza em questão administrativa e que entregou importantes setores da economia e do patrimônio público às empresas privadas. No último período o Brasil se desenvolveu, muitas obras através das quais os donos dos meios de produção e do capital especulativo lucraram muito e por outro lado, nós, os debaixo, recebemos apenas o mínimo para desfrutar um pouco das mais simples mordomias dos poderosos.
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No Rio de janeiro, Salvador e Fortaleza acontecerão dois atos e convido aos companheiros e companheiras de luta, dispostos a enfrentar os governos e os patrões a se somarem às trincheiras dos que lutam por direitos e independência de classe e tem propostas para o Brasil.
O MTST não está disposto a engolir a Agenda Brasil a qualquer custo e não defenderemos um governo, mas sim, políticas de estado que apontem no caminho de cobrar a conta da crise dos que encheram os bolsos de dinheiro as nossas custas.  Aqui no Rio Grande do Sul, como em outros estados, setores do governo chamaram o ato tentando inverter a lógica inicial do ato do dia 20/08, como um ato de desagravo do governo Dilma.
Não concordaremos, vamos construir a luta na base, nas ocupações e nos territórios acumulando a força política que precisamos para fazer esse enfrentamento pela esquerda, sem fazer coro com a direita chamando fora Dilma, nem aplaudindo um governo que traiu os trabalhadores.
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