Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Quase 9 milhões de pessoas moram em áreas de risco no Brasil

  • 24 de janeiro de 2024

Levantamento mostra que 1.942 municípios - 34% do total de municípios brasileiros - têm moradores em áreas de risco para deslizamentos, enxurradas e inundações. Estudo indica um aumento de 140% em relação ao apontado há 12 anos

Por região, Sudeste e Nordeste têm o maior número de municípios com áreas de risco. Foto: Prefeitura de São Paulo

Por Redação - Rede Brasil Atual*

Ao menos 8,9 milhões de brasileiros moram em áreas de risco. É o que revela um estudo do governo federal, divulgado no último dia 18, mostrando que em 1.942 municípios, mais de um terço do total, há pessoas suscetíveis a desastres naturais, como deslizamentos, enxurradas e inundações.

De acordo com o estudo, as 10 cidades com maior número de áreas de risco são: São Paulo, Teresópolis (RJ), Blumenau (SC), Petrópolis (RJ), Nova Friburgo (RJ), Maceió, Fortaleza, Belo Horizonte, Jaboatão dos Guararapes (PE) e Salvador (BA). A capital baiana lidera o dado negativo, uma vez que tem mais de 1,2 milhão de moradores em áreas de risco, o que representa 50,3% da população.

Por região, Sudeste e Nordeste têm o maior número de municípios com áreas de risco. O estado de Minas Gerais, por exemplo, é o que registra o maior número de cidades na lista, com 283. A unidade federativa com a maior população exposta a áreas suscetíveis a desastres naturais, contudo, é São Paulo, onde 1.552.836 estão nessa situação.

Mais de 23 mil ocorrências

O resultado também indica um aumento de quase 140% em relação há 12 anos. Um estudo do governo federal feito na época identificou 821 municípios com áreas de risco. O atual levantamento é um esforço interministerial e reúne a Casa Civil com os ministérios de Desenvolvimento Regional, das Cidades, da Ciência e Tecnologia, de Minas e Energia e do Meio Ambiente. A partir dessas informações, o objetivo, segundo o governo, é usar os dados para direcionar os recursos federais para a Defesa Civil e o desenvolvimento de ações nessas localidades.

Entre 1991 e 2022, o relatório aponta que foram registradas 23.611 ocorrências de desastres naturais em todo país. Os episódios levaram a 3.890 mortes e 8.226.314 desalojados ou desabrigados. Entre as metas listadas, o governo pretende também garantir recursos para prevenção de desastres por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Em setembro do ano passado, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, afirmou que, até 2026, o Novo PAC destinará R$ 14,9 bilhões para a iniciativa. Nesta semana, temporais deixaram rastro de destruição em diversas cidades do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, com mortes e milhares de desabrigas. Uma situação trágica que pode aumentar dado o crescimento de eventos extremos com as mudanças climáticas.

*Com informações do G1

Últimas notícias

Berta Cáceres: 10 anos após sua volta aos ancestrais, honramos sua vida e luta

Dez anos após Berta Cáceres se transformar em semente, honramos a vida e a luta de nossa irmã, ao lado de sua família, do Conselho…
Ler mais...

Câmara aprova acordo Mercosul–União Europeia; Jubileu Sul denuncia riscos socioambientais e cobra debate público

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, neste 25 de fevereiro, o acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Apenas…
Ler mais...

Jubileu Sul Brasil inicia ações de projeto nacional de fortalecimento comunitário frente ao sobre-endividamento público

A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB) deu início, neste mês de fevereiro, às atividades do projeto "Resistência e defesa de direitos frente ao sobre-endividamento público"…
Ler mais...

Quase 9 milhões de pessoas moram em áreas de risco no Brasil

  • 24 de janeiro de 2024

Levantamento mostra que 1.942 municípios - 34% do total de municípios brasileiros - têm moradores em áreas de risco para deslizamentos, enxurradas e inundações. Estudo indica um aumento de 140% em relação ao apontado há 12 anos

Por região, Sudeste e Nordeste têm o maior número de municípios com áreas de risco. Foto: Prefeitura de São Paulo

Por Redação - Rede Brasil Atual*

Ao menos 8,9 milhões de brasileiros moram em áreas de risco. É o que revela um estudo do governo federal, divulgado no último dia 18, mostrando que em 1.942 municípios, mais de um terço do total, há pessoas suscetíveis a desastres naturais, como deslizamentos, enxurradas e inundações.

De acordo com o estudo, as 10 cidades com maior número de áreas de risco são: São Paulo, Teresópolis (RJ), Blumenau (SC), Petrópolis (RJ), Nova Friburgo (RJ), Maceió, Fortaleza, Belo Horizonte, Jaboatão dos Guararapes (PE) e Salvador (BA). A capital baiana lidera o dado negativo, uma vez que tem mais de 1,2 milhão de moradores em áreas de risco, o que representa 50,3% da população.

Por região, Sudeste e Nordeste têm o maior número de municípios com áreas de risco. O estado de Minas Gerais, por exemplo, é o que registra o maior número de cidades na lista, com 283. A unidade federativa com a maior população exposta a áreas suscetíveis a desastres naturais, contudo, é São Paulo, onde 1.552.836 estão nessa situação.

Mais de 23 mil ocorrências

O resultado também indica um aumento de quase 140% em relação há 12 anos. Um estudo do governo federal feito na época identificou 821 municípios com áreas de risco. O atual levantamento é um esforço interministerial e reúne a Casa Civil com os ministérios de Desenvolvimento Regional, das Cidades, da Ciência e Tecnologia, de Minas e Energia e do Meio Ambiente. A partir dessas informações, o objetivo, segundo o governo, é usar os dados para direcionar os recursos federais para a Defesa Civil e o desenvolvimento de ações nessas localidades.

Entre 1991 e 2022, o relatório aponta que foram registradas 23.611 ocorrências de desastres naturais em todo país. Os episódios levaram a 3.890 mortes e 8.226.314 desalojados ou desabrigados. Entre as metas listadas, o governo pretende também garantir recursos para prevenção de desastres por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Em setembro do ano passado, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, afirmou que, até 2026, o Novo PAC destinará R$ 14,9 bilhões para a iniciativa. Nesta semana, temporais deixaram rastro de destruição em diversas cidades do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, com mortes e milhares de desabrigas. Uma situação trágica que pode aumentar dado o crescimento de eventos extremos com as mudanças climáticas.

*Com informações do G1

Últimas notícias

Berta Cáceres: 10 anos após sua volta aos ancestrais, honramos sua vida e luta

Dez anos após Berta Cáceres se transformar em semente, honramos a vida e a luta de nossa irmã, ao lado de sua família, do Conselho…
Ler mais...

Câmara aprova acordo Mercosul–União Europeia; Jubileu Sul denuncia riscos socioambientais e cobra debate público

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, neste 25 de fevereiro, o acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Apenas…
Ler mais...

Jubileu Sul Brasil inicia ações de projeto nacional de fortalecimento comunitário frente ao sobre-endividamento público

A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB) deu início, neste mês de fevereiro, às atividades do projeto "Resistência e defesa de direitos frente ao sobre-endividamento público"…
Ler mais...