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Proteção, inclusão e combate às desigualdades são essenciais ao futuro das crianças

  • 13 de novembro de 2020

Além da educação de qualidade e uma alimentação natural e saudável, a proteção social, a cultura e o lazer são direitos assegurados às crianças e adolescentes

Roda de leitura do projeto 'Mala Viajante", na União Social dos Imigrantes Haitianos (USIH)

Para estabelecer um diálogo entre os mais diferentes povos, do Brasil e de toda a América Latina e Caribe, e ampliar o debate crítico sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODS, a Rede Jubileu Sul Brasil, em parceria com o Instituto PACS, aceitou o convite para participar da campanha Raízes para Futuro, que tem o objetivo de incentivar crianças e jovens a plantar árvores e flores, jardins e arbusto na primavera de 2020.

A ação é desenvolvida pela DKA, organização que faz parte do Movimento de Crianças Católicas da Áustria, responsável pelo atendimento de aproximadamente 100.000 crianças e jovens mundialmente.

Diversas atividades têm sido realizadas priorizando, mais do que o exercício de reflexão e criatividade, trabalhar temas estruturais que afetam a vida de crianças e jovens, como racismo, desigualdade social, segurança alimentar, falta de acesso a políticas públicas de educação, saúde, e justiça socioambiental.

Pensando justamente nisso, foi organizada como parte desse trabalho conjunto a atividade “Voltando das férias”. Contando com a presença de crianças brasileiras e haitianas a ação foi realizada no Balcão de Direitos para Imigrantes na União Social dos Imigrantes Haitianos (USIH), logo no começo de 2020.

A atividade propôs brincadeiras lúdicas, como pintura e uma roda com a leitura de histórias em creole haitiano e em português. Os livros são parte do “Mala Viajante”, um projeto da Equipe de Base Warmis - Convergência de Culturas.

Também no Balcão de Direitos para Imigrantes foi ao ar o Cine Debate, com a apresentação do curta metragem "Vida de Maria", que levou à reflexão tanto as crianças quanto os adultos que as acompanhavam.

Em ambas as atividades, como forma de integração, a apresentação individual de cada uma das crianças, contando nome, idade, o que gosta de fazer, sua cor favorita, qual sua nacionalidade.

Meses após a chegada do coronavírus ao Brasil, a situação é ainda mais crítica. Segundo pesquisa da Unicef, as famílias com crianças são as mais afetadas pela redução na renda e outros impactos da pandemia, como a suspensão das aulas presenciais.

As crianças sentem falta da escola, dos amigos, das brincadeiras que na maioria das vezes só podem ser realizadas em grupo. É o que explicaram os pequenos Pankararu durante mais uma atividade com as crianças, dessa vez durante a pandemia.

Guilherme da Silve Reis, indígena Pankararu de 6 anos, timidamente disse que sente muita falta do futebol, “Eu sinto vontade de futebol e de brincar no escorregador, de brincar ao ar livre e de brincar com meus amigos na escola”. Sua visão ideal é de “que o mundo fosse assim, todo mundo feliz, sem briga, brincando com os amigos, vivendo sem racismo, brincando na rua, feliz”.

Thiago da Silva Reis do Nascimento, de 10 anos queria “que todos os índios tivessem um lar, uma aldeia, viver cada um nas suas vidas, felizes, principalmente as crianças”. Ele também afirma que, se vivesse na aldeia, iria “brincar na mata, caça os bichos, brincar todos os dias”.

Assim como Caíque Gabriel da Silva Reis, que com 12 anos já pensa em fazer os próprios brinquedos. “Se eu morasse na aldeia eu ia brincar na mata, com os meus irmãos, com minha família, ia fazer arco, fazer brinquedos e brincar como uma criança”.

É propósito da Rede Jubileu Sul Brasil incentivar cada vez mais o debate crítico e contrário ao desenvolvimento baseado no endividamento dos países, defendendo outro modelo em que os direitos dos povos, da natureza, o direito à vida estejam em primeiro lugar, acima da dívida, por isso o engajamento na ação Raízes para o Futuro

Para os interessados em participar da campanha, basta enviar as fotos, vídeos e desenhos dos pequenos em sintonia com a proteção do meio ambiente e a justiça socioambiental, e também com o combate ao racismo estrutural que criminaliza e vitimiza meninos e meninas pobres no Brasil. Os trabalhos podem ser enviados até 16 de novembro (segunda-feira) pelo e-mail projeto.ods@jubileusul.org.br ou publicados nas redes com as hashtags #raizesparaofuturo e #jubileusul. Todo o material recebido será divulgado nas páginas da rede.

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Para estabelecer um diálogo entre os mais diferentes povos, do Brasil e de toda a América Latina e Caribe, e ampliar o debate crítico sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODS, a Rede Jubileu Sul Brasil, em parceria com o Instituto PACS, aceitou o convite para participar da campanha Raízes para Futuro, que tem o objetivo de incentivar crianças e jovens a plantar árvores e flores, jardins e arbusto na primavera de 2020.

A ação é desenvolvida pela DKA, organização que faz parte do Movimento de Crianças Católicas da Áustria, responsável pelo atendimento de aproximadamente 100.000 crianças e jovens mundialmente.

Diversas atividades têm sido realizadas priorizando, mais do que o exercício de reflexão e criatividade, trabalhar temas estruturais que afetam a vida de crianças e jovens, como racismo, desigualdade social, segurança alimentar, falta de acesso a políticas públicas de educação, saúde, e justiça socioambiental.

Pensando justamente nisso, foi organizada como parte desse trabalho conjunto a atividade “Voltando das férias”. Contando com a presença de crianças brasileiras e haitianas a ação foi realizada no Balcão de Direitos para Imigrantes na União Social dos Imigrantes Haitianos (USIH), logo no começo de 2020.

A atividade propôs brincadeiras lúdicas, como pintura e uma roda com a leitura de histórias em creole haitiano e em português. Os livros são parte do “Mala Viajante”, um projeto da Equipe de Base Warmis - Convergência de Culturas.

Também no Balcão de Direitos para Imigrantes foi ao ar o Cine Debate, com a apresentação do curta metragem "Vida de Maria", que levou à reflexão tanto as crianças quanto os adultos que as acompanhavam.

Em ambas as atividades, como forma de integração, a apresentação individual de cada uma das crianças, contando nome, idade, o que gosta de fazer, sua cor favorita, qual sua nacionalidade.

Meses após a chegada do coronavírus ao Brasil, a situação é ainda mais crítica. Segundo pesquisa da Unicef, as famílias com crianças são as mais afetadas pela redução na renda e outros impactos da pandemia, como a suspensão das aulas presenciais.

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Guilherme da Silve Reis, indígena Pankararu de 6 anos, timidamente disse que sente muita falta do futebol, “Eu sinto vontade de futebol e de brincar no escorregador, de brincar ao ar livre e de brincar com meus amigos na escola”. Sua visão ideal é de “que o mundo fosse assim, todo mundo feliz, sem briga, brincando com os amigos, vivendo sem racismo, brincando na rua, feliz”.

Thiago da Silva Reis do Nascimento, de 10 anos queria “que todos os índios tivessem um lar, uma aldeia, viver cada um nas suas vidas, felizes, principalmente as crianças”. Ele também afirma que, se vivesse na aldeia, iria “brincar na mata, caça os bichos, brincar todos os dias”.

Assim como Caíque Gabriel da Silva Reis, que com 12 anos já pensa em fazer os próprios brinquedos. “Se eu morasse na aldeia eu ia brincar na mata, com os meus irmãos, com minha família, ia fazer arco, fazer brinquedos e brincar como uma criança”.

É propósito da Rede Jubileu Sul Brasil incentivar cada vez mais o debate crítico e contrário ao desenvolvimento baseado no endividamento dos países, defendendo outro modelo em que os direitos dos povos, da natureza, o direito à vida estejam em primeiro lugar, acima da dívida, por isso o engajamento na ação Raízes para o Futuro

Para os interessados em participar da campanha, basta enviar as fotos, vídeos e desenhos dos pequenos em sintonia com a proteção do meio ambiente e a justiça socioambiental, e também com o combate ao racismo estrutural que criminaliza e vitimiza meninos e meninas pobres no Brasil. Os trabalhos podem ser enviados até 16 de novembro (segunda-feira) pelo e-mail projeto.ods@jubileusul.org.br ou publicados nas redes com as hashtags #raizesparaofuturo e #jubileusul. Todo o material recebido será divulgado nas páginas da rede.

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