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Organizações preparam ato nacional contra o investimento nas obras para a Copa neste domingo (30)

  • 28 de junho de 2013

O Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio de Janeiro realiza neste domingo (30), dia da final da Copa das Confederações no estádio do Maracanã, o ato nacional "Domingo eu vou ao Maracanã por direitos”. A caminhada pacífica terá concentração a partir das 10h na Praça Saens Peña e seguirá até a Praça Afonso Pena.

O objetivo é protestar contra obras relacionadas com a Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016) e levantar uma série de questionamentos sobre os gastos com as obras de preparação aos megaeventos mundiais esportivos frente aos investimentos precários nas áreas de saúde e educação.

Segundo Sandra Quintela, coordenadora da Rede Jubileu Sul Américas, a ideia é fazer atos descentralizados ao mesmo tempo em várias cidades do país, como forma de potencializar as manifestações em todos os locais.

De acordo com ela, os pontos principais da pauta de reivindicações são a anulação imediata da privatização do estádio Maracanã, "que foi feita com cartas marcadas”, e o fim das remoções não só no Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil. Ela ressaltou que o estádio Maracanã deve servir para a população de todo o Brasil e que a comunidade do Horto e a Vila Autódromo, locais onde as famílias sofrem ameaça de remoção, não podem ser removidas e, por isso, pedem a permanência, urbanização e regularização fundiária dessas e de outras comunidades do Rio.

Além disso, também pretendem reforçar o pedido pelo passe livre no transporte público, principal pauta dos protestos que tomaram conta do Brasil nas últimas semanas, pelo fim da repressão policial e uso de armas letais, pela descriminalização dos movimentos sociais e anistia às pessoas presas durante os atos contra os aumentos das passagens, pela gestão democrática das cidades com participação popular, pela democratização dos meios de comunicação e pelo direito ao trabalho de camelôs.

Segundo Sandra, a mobilização popular questionando os investimentos altos para os megaeventos esportivos e as consequências para a população alcançou "vitórias concretas” na avaliação da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop). Isso porque, mesmo sendo amante do futebol, o povo brasileiro não tem aceitado certas manipulações como as decisões da Fifa (Federação Internacional do Futebol) e tem se mobilizado nas ruas – em números bem próximos ao de torcedores nos estádios – para questionar e reivindicar direitos.

"A participação dos manifestantes é grande, mas ainda temos que avançar para conquistar vitórias mais concretas. Tem que para já os despejos e as remoções”, avaliou, questionando ainda: "A Copa é para quem? Para quem serve a Copa? Para o esporte ou para o capital e para a especulação imobiliária?”

Sobre o ato de domingo, Sandra explicou que, no Rio de Janeiro, cidade que sediará ainda as Olimpíadas de 2016, "a gente estará encerrando uma etapa e entrando em outra fase para fortalecer e enraizar ainda mais o movimento. Nós temos um tempo maior de luta e resistência”.

Notícia relacionada:

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Por: Tatiana Félix - Adital

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O objetivo é protestar contra obras relacionadas com a Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016) e levantar uma série de questionamentos sobre os gastos com as obras de preparação aos megaeventos mundiais esportivos frente aos investimentos precários nas áreas de saúde e educação.

Segundo Sandra Quintela, coordenadora da Rede Jubileu Sul Américas, a ideia é fazer atos descentralizados ao mesmo tempo em várias cidades do país, como forma de potencializar as manifestações em todos os locais.

De acordo com ela, os pontos principais da pauta de reivindicações são a anulação imediata da privatização do estádio Maracanã, "que foi feita com cartas marcadas”, e o fim das remoções não só no Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil. Ela ressaltou que o estádio Maracanã deve servir para a população de todo o Brasil e que a comunidade do Horto e a Vila Autódromo, locais onde as famílias sofrem ameaça de remoção, não podem ser removidas e, por isso, pedem a permanência, urbanização e regularização fundiária dessas e de outras comunidades do Rio.

Além disso, também pretendem reforçar o pedido pelo passe livre no transporte público, principal pauta dos protestos que tomaram conta do Brasil nas últimas semanas, pelo fim da repressão policial e uso de armas letais, pela descriminalização dos movimentos sociais e anistia às pessoas presas durante os atos contra os aumentos das passagens, pela gestão democrática das cidades com participação popular, pela democratização dos meios de comunicação e pelo direito ao trabalho de camelôs.

Segundo Sandra, a mobilização popular questionando os investimentos altos para os megaeventos esportivos e as consequências para a população alcançou "vitórias concretas” na avaliação da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop). Isso porque, mesmo sendo amante do futebol, o povo brasileiro não tem aceitado certas manipulações como as decisões da Fifa (Federação Internacional do Futebol) e tem se mobilizado nas ruas – em números bem próximos ao de torcedores nos estádios – para questionar e reivindicar direitos.

"A participação dos manifestantes é grande, mas ainda temos que avançar para conquistar vitórias mais concretas. Tem que para já os despejos e as remoções”, avaliou, questionando ainda: "A Copa é para quem? Para quem serve a Copa? Para o esporte ou para o capital e para a especulação imobiliária?”

Sobre o ato de domingo, Sandra explicou que, no Rio de Janeiro, cidade que sediará ainda as Olimpíadas de 2016, "a gente estará encerrando uma etapa e entrando em outra fase para fortalecer e enraizar ainda mais o movimento. Nós temos um tempo maior de luta e resistência”.

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