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Organizações e movimentos defendem criação de áreas protegidas no litoral do Ceará

  • 5 de novembro de 2025

Uma carta pública divulgada nesta semana manifesta apoio à criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do território de Tatajuba e da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guriú, no município de Camocim, litoral oeste do Ceará. O documento é assinado por diversas instituições, coletivos e movimentos que atuam na defesa dos direitos socioambientais.

A Rede Jubileu Sul Brasil (JSB) é uma das signatárias e convida para que mais pessoas e organizações se somem. Assine a Carta Pública de Apoio à Criação da RDS de Tatajuba e da APA do Guriú e ajude a fortalecer essa luta pelo futuro do litoral cearense!

O território tradicional de Tatajuba, com ocupação documentada desde 1902, abrange as vilas de Tatajuba, Baixa da Tatajuba, Vila Nova e Vila São Francisco. A região possui ecossistemas frágeis e de grande relevância ambiental, incluindo manguezais, campos de dunas, lagoas interdunares e áreas de mata nativa, além de sítios arqueológicos.

De acordo com a carta, a criação da RDS representa uma alternativa de gestão territorial que concilia conservação ambiental e modos de vida tradicionais, permitindo a continuidade de atividades como pesca artesanal, agricultura familiar e turismo sustentável. O território abriga atualmente mais de 920 famílias, quase o triplo do registrado no início dos anos 2000.

Entre os benefícios apontados pela proposta estão a garantia de segurança territorial para as populações tradicionais, o estabelecimento de gestão comunitária participativa e o acesso a políticas públicas específicas para unidades de conservação de uso sustentável.

A carta alerta também para as ameaças que pesam sobre o território, como especulação imobiliária, turismo de massa e pressões de grandes empreendimentos. Lideranças comunitárias que defendem o uso sustentável dos recursos naturais têm sido alvo de ameaças e intimidações.

A criação da APA de Guriú é igualmente estratégica, atuando como zona de amortecimento e corredor ecológico entre o Parque Nacional de Jericoacoara e o território de Tatajuba.

O documento conclui com um apelo ao Estado do Ceará para que utilize os instrumentos legais disponíveis para proteger o território e garantir um futuro com equilíbrio ecológico e justiça socioambiental para as populações costeiras.

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A carta alerta também para as ameaças que pesam sobre o território, como especulação imobiliária, turismo de massa e pressões de grandes empreendimentos. Lideranças comunitárias que defendem o uso sustentável dos recursos naturais têm sido alvo de ameaças e intimidações.

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