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Oficina em Santa Cruz discute futuro da Baía de Sepetiba

  • 22 de julho de 2015

Por Comunicação PACS |
No último sábado (18),  moradores/as, pesquisadores/as, estudantes e pescadores/as de Santa Cruz reuniram-se no bairro para discutir ações de preservação e resistência na região ameaçada por megaempreendimentos industriais. A oficina “S​.O.S Baía de Sepetiba: nosso futuro não está à venda” foi organizada pelo Pacs – Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul no intuito de discutir junto com os/as moradores/as os impactos das obras que vêm ocorrendo no território e prevê graves problemas decorrentes ​dos mega empreendimentos industriais e portuários em andamento na Baía.
Recentemente, as obras de construção de uma barragem no Canal do São Francisco, um dos principais rios da Baía de Sepetiba, têm impedido a pesca artesanal. As queixas dos/as moradores/as, porém, remontam à chegada das primeiras indústrias que assorearam o rio​ a partir dos anos 1970​, provocaram enchentes e, desde então, são responsáveis pelo grande aumento da poluição atmosférica, inclusive​  pelo​ conhecido​ fenômeno ​da ​”​chuva de prata​”​, um dos temas de estudo anterior do Pacs.
Os pescadores informaram na oficina que há poucos meses um derramamento de petróleo de grandes proporções foi notado nas imediações da Ilha Grande, na Baía de Angra, vizinha à de Sepetiba. Segundo relataram, o acidente aconteceu enquanto fazia-se a transferência de combustível em alto-mar entre dois navios, prática que foi proibida desde então. Os impactos ambientais, no entanto, permanecem.
Um outro episódio trágico para o ecossistema e atividade pesqueira da região foi o vazamento de metais pesados da Companhia Ingá Mercantil ainda em meados dos anos 1980, que ocorreu na mesma época da instalação do Porto do Itaguaí, hoje rebatizado de “Superporto Sudeste”, após ampliação​.
Mais recentemente, em 2010, instalou-se a TKCSA que, apesar de não ter licença de operação, funciona através de um ​”​Termo de Ajustamento de Conduta​”​​que não está previsto na legislação ambiental.​ ​Um estudo do Pacs em fase de finalização alerta que ​​com as obras no estaleiro do submarino nuclear da Marinha na Ilha da Madeira (Itaguaí) ​​e o avanço na​ exploração petrolífera na camada Pré-sal, mais impactos são esperados na região.
Entenda
Desde meados de 2006, o Pacs alerta para o fato de que a Baía de Sepetiba reflete os principais traços característicos do modelo de desenvolvimento atual, que impõe aos territórios um destino que subordina toda a região aos fluxos globais de capitais. É um modelo baseado no extrativismo e escoamento de​ matéria ​s-primas e recursos naturais, assim como na utilização intensiva de energia, poluindo o meio ambiente e adoecendo a população. Grandes corporações transnacionais, muitas vezes associadas a empresas brasileiras, recebem incentivos governamentais para desempenhar estas atividades, ao passo que a população atingida carece de proteção contra os danos sofridos e não participa dos lucros obtidos com estas operações.

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Recentemente, as obras de construção de uma barragem no Canal do São Francisco, um dos principais rios da Baía de Sepetiba, têm impedido a pesca artesanal. As queixas dos/as moradores/as, porém, remontam à chegada das primeiras indústrias que assorearam o rio​ a partir dos anos 1970​, provocaram enchentes e, desde então, são responsáveis pelo grande aumento da poluição atmosférica, inclusive​  pelo​ conhecido​ fenômeno ​da ​”​chuva de prata​”​, um dos temas de estudo anterior do Pacs.
Os pescadores informaram na oficina que há poucos meses um derramamento de petróleo de grandes proporções foi notado nas imediações da Ilha Grande, na Baía de Angra, vizinha à de Sepetiba. Segundo relataram, o acidente aconteceu enquanto fazia-se a transferência de combustível em alto-mar entre dois navios, prática que foi proibida desde então. Os impactos ambientais, no entanto, permanecem.
Um outro episódio trágico para o ecossistema e atividade pesqueira da região foi o vazamento de metais pesados da Companhia Ingá Mercantil ainda em meados dos anos 1980, que ocorreu na mesma época da instalação do Porto do Itaguaí, hoje rebatizado de “Superporto Sudeste”, após ampliação​.
Mais recentemente, em 2010, instalou-se a TKCSA que, apesar de não ter licença de operação, funciona através de um ​”​Termo de Ajustamento de Conduta​”​​que não está previsto na legislação ambiental.​ ​Um estudo do Pacs em fase de finalização alerta que ​​com as obras no estaleiro do submarino nuclear da Marinha na Ilha da Madeira (Itaguaí) ​​e o avanço na​ exploração petrolífera na camada Pré-sal, mais impactos são esperados na região.
Entenda
Desde meados de 2006, o Pacs alerta para o fato de que a Baía de Sepetiba reflete os principais traços característicos do modelo de desenvolvimento atual, que impõe aos territórios um destino que subordina toda a região aos fluxos globais de capitais. É um modelo baseado no extrativismo e escoamento de​ matéria ​s-primas e recursos naturais, assim como na utilização intensiva de energia, poluindo o meio ambiente e adoecendo a população. Grandes corporações transnacionais, muitas vezes associadas a empresas brasileiras, recebem incentivos governamentais para desempenhar estas atividades, ao passo que a população atingida carece de proteção contra os danos sofridos e não participa dos lucros obtidos com estas operações.

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