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“O capitalismo não morre por crises, o capitalismo morre por revolução”

  • 21 de outubro de 2013

Cores, bandeiras, cantos, sorrisos, memórias, místicas, culturas, lutas. Entre os dias 6 e 12 de outubro, a Rede Jubileu Sul Américas confraternizou histórias, realidades e resistências de povos dos diversos países envolvidos durante o seminário-oficina “Novas e Velhas formas de Dominação e Resistência na conjuntura atual”, no Rio de Janeiro. Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Colômbia, Equador, Chile, Argentina, Cuba, Paraguai, Haiti e Brasil compartilharam, através das organizações presentes, suas histórias de lutas e os recentes contextos político-econômicos vivenciados em cada lugar.

Aprofundar trabalhos e lutas contra a dominação da dívida e refundar uma rede de esperança para construir um Milênio livre de dívidas e dominações, são esses os dizeres mais marcantes durante o encontro.

Desde 1999, o Jubileu Sul vem denunciando o papel de extorsão que cumpria e segue cumprindo ainda hoje a dívida imposta aos nossos povos. “Sabemos que o problema fundamental da dívida não é financeiro nem econômico, senão profundamente político”, afirma a organização. A partir desta perspectiva, o Jubileu vem fortalecendo o movimento contra a dívida, sobre a base de sua ilegitimidade e ilegalidade, denunciando o custo humano e ecológico de seu pagamento.

Olhar para o cenário da crise financeira, econômica, política, social e ambiental a nível mundial é o que move as organizações dos países presentes no seminário e na assembléia, é uma luta por justiça e dignidade humana em todos os âmbitos da sociedade. O tema da dívida financeira nesse contexto, considerando o quanto permeia todos os outros temas, sejam eles políticos, ambientais, sociais… é centro de discussão e articulação, tanto através de ações de denúncia a organismos financeiros internacionais, tratados de livre comércio quanto às empresas multinacionais.

Há uma estreita relação entre o sistema de endividamento ilegítimo, o regime de livre comércio e a militarização e criminalização do protesto social, como um verdadeiro tripé de um mesmo plano de dominação e saqueamento dos povos.

Para Virgínia Fontes, a luta é contra o capitalismo, e tentar corrigi-lo pode ser uma armadilha. “O capitalismo não morre por crises, o capitalismo morre por revolução – se, de fato morre – há de ser por uma revolução, não por uma crise. Este é o nosso espaço, estas são as nossas lutas, não é fácil, mas é onde nos sentimos vivos”, ressaltou.

Dentre as lutas atuais nos países membros do Jubileu está a forte articulação contra exploração do Yasuni no Equador, os megaprojetos mineiros, as hidrelétricas e outras grandes obras como os mega eventos da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil, responsáveis por endividamentos e impactos que agridem tanto as cidades quanto as zonas rurais. A saída das tropas de ocupação no Haiti.

Segundo Nahún, da OFRANEH (Organizacion Fraternal Negra de Honduras), a situação de Honduras se agrava com a criminalização dos movimentos sociais ”em Honduras, além da criminalização exagerada das manifestações sociais, há uma perseguição também exagerada aos líderes das resistências e aos movimentos de base”, afirmou.

A intervenção da Mãe da praça de maio (das ‘Madres de la Plaza de Mayo’), Nora de Cortinas, foi fundamental para a discussão dos impactos da militarização e do endividamento sobre a vida das mulheres. Nora que vem acompanhando este espaço de discussões com a rede Jubileu Sul desde a etapa inicial e motivou a solidariedade do encontro com a lutadora hondurenha Berta Caceres.

É preciso avançar para alcançar a reparação dos saqueamentos sofridos pela dominação que nos é imposta, construindo verdadeiras alternativas baseadas na justiça, na soberania e na solidariedade entre nossos povos e nossos países, em harmonia com a Mãe Terra.

A articulação do Jubileu Sul Américas com outras redes e movimentos – regional e mundialmente – é fundamental, deste modo, para implantar um círculo de negações às falsas soluções do sistema capitalista, que pretendem dar supostas respostas aos tantos problemas que nos afligem hoje em dia.

Em resistência anti-capitalista, anti-extrativista e popular o Jubileu Sul lançou uma declaração final com as propostas para seguir avançando.

Fonte: PACS

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Aprofundar trabalhos e lutas contra a dominação da dívida e refundar uma rede de esperança para construir um Milênio livre de dívidas e dominações, são esses os dizeres mais marcantes durante o encontro.

Desde 1999, o Jubileu Sul vem denunciando o papel de extorsão que cumpria e segue cumprindo ainda hoje a dívida imposta aos nossos povos. “Sabemos que o problema fundamental da dívida não é financeiro nem econômico, senão profundamente político”, afirma a organização. A partir desta perspectiva, o Jubileu vem fortalecendo o movimento contra a dívida, sobre a base de sua ilegitimidade e ilegalidade, denunciando o custo humano e ecológico de seu pagamento.

Olhar para o cenário da crise financeira, econômica, política, social e ambiental a nível mundial é o que move as organizações dos países presentes no seminário e na assembléia, é uma luta por justiça e dignidade humana em todos os âmbitos da sociedade. O tema da dívida financeira nesse contexto, considerando o quanto permeia todos os outros temas, sejam eles políticos, ambientais, sociais… é centro de discussão e articulação, tanto através de ações de denúncia a organismos financeiros internacionais, tratados de livre comércio quanto às empresas multinacionais.

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Segundo Nahún, da OFRANEH (Organizacion Fraternal Negra de Honduras), a situação de Honduras se agrava com a criminalização dos movimentos sociais ”em Honduras, além da criminalização exagerada das manifestações sociais, há uma perseguição também exagerada aos líderes das resistências e aos movimentos de base”, afirmou.

A intervenção da Mãe da praça de maio (das ‘Madres de la Plaza de Mayo’), Nora de Cortinas, foi fundamental para a discussão dos impactos da militarização e do endividamento sobre a vida das mulheres. Nora que vem acompanhando este espaço de discussões com a rede Jubileu Sul desde a etapa inicial e motivou a solidariedade do encontro com a lutadora hondurenha Berta Caceres.

É preciso avançar para alcançar a reparação dos saqueamentos sofridos pela dominação que nos é imposta, construindo verdadeiras alternativas baseadas na justiça, na soberania e na solidariedade entre nossos povos e nossos países, em harmonia com a Mãe Terra.

A articulação do Jubileu Sul Américas com outras redes e movimentos – regional e mundialmente – é fundamental, deste modo, para implantar um círculo de negações às falsas soluções do sistema capitalista, que pretendem dar supostas respostas aos tantos problemas que nos afligem hoje em dia.

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