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Tarcísio ironiza denúncias contra abusos da PM: 'Pode ir na ONU, na Liga da Justiça, tô nem aí'

  • 11 de março de 2024

Governador de SP ironizou as denúncias feitas à ONU sobre a letalidade policial na 'Operação Escudo', que já vitimou 39 pessoas na Baixada Santista. "Sinceramente, eu tenho muita tranquilidade com relação ao que está sendo feito. E aí o pessoal pode ir na ONU, na Liga da Justiça, no raio que o parta que eu não estou nem aí", disse Freitas.

Igor Carvalho - Brasil de Fato

Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tratou com ironia as denúncias de letalidade policial na chamada "Operação Escudo" feitas ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta sexta-feira (8).

"Nossa intenção é proteger a sociedade. Nós estamos fazendo o que é correto, com muita determinação e profissionalismo (...) Sinceramente, eu tenho muita tranquilidade com relação ao que está sendo feito. E aí o pessoal pode ir na ONU, na Liga da Justiça, no raio que o parta que eu não estou nem aí", disse Freitas.

A segunda fase da Operação Escudo já vitimou 39 pessoas na Baixada Santista, região litorânea de São Paulo, desde 2 de fevereiro. No texto da denúncia, que foi entregue à ONU durante a 55ª sessão do Conselho, realizada em Genebra (Suíça), as organizações Conectas Direitos Humanos e Comissão Arns, responsáveis pelo documento, criticaram o governo paulista.

"Registros oficiais do Estado indicam que as mortes em decorrência de intervenção policial subiram 94% no primeiro bimestre de 2024. Esse é o resultado de uma ação deliberada do atual Governador, Tarcísio de Freitas, que vem investindo na violência policial contra pessoas negras e pobres", argumentam as entidades no documento.

Em outro trecho, Conectas e Comissão Arns afirmam que "o Governador Tarcísio de Freitas promove atualmente uma das operações mais letais da história do Estado: a Operação Escudo, na região Baixada Santista. Há denúncias de execuções sumárias, tortura, prisões forjadas, e outras violações de direitos humanos, bem como a ausência deliberada de uso das câmeras corporais na Operação."

No Palácio do Planalto, Freitas preferiu seguir ignorar as denúncias e seguiu defendendo a operação. "Não há nenhum interesse da nossa parte em confrontar ninguém. Nós tínhamos lá na Baixada uma série de barricadas que foram removidas. Locais em que o poder público não entrava. Hoje a gente retirou todas as barricadas. A gente está restabelecendo a ordem. Não existe progresso sem ordem."

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Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tratou com ironia as denúncias de letalidade policial na chamada "Operação Escudo" feitas ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta sexta-feira (8).

"Nossa intenção é proteger a sociedade. Nós estamos fazendo o que é correto, com muita determinação e profissionalismo (...) Sinceramente, eu tenho muita tranquilidade com relação ao que está sendo feito. E aí o pessoal pode ir na ONU, na Liga da Justiça, no raio que o parta que eu não estou nem aí", disse Freitas.

A segunda fase da Operação Escudo já vitimou 39 pessoas na Baixada Santista, região litorânea de São Paulo, desde 2 de fevereiro. No texto da denúncia, que foi entregue à ONU durante a 55ª sessão do Conselho, realizada em Genebra (Suíça), as organizações Conectas Direitos Humanos e Comissão Arns, responsáveis pelo documento, criticaram o governo paulista.

"Registros oficiais do Estado indicam que as mortes em decorrência de intervenção policial subiram 94% no primeiro bimestre de 2024. Esse é o resultado de uma ação deliberada do atual Governador, Tarcísio de Freitas, que vem investindo na violência policial contra pessoas negras e pobres", argumentam as entidades no documento.

Em outro trecho, Conectas e Comissão Arns afirmam que "o Governador Tarcísio de Freitas promove atualmente uma das operações mais letais da história do Estado: a Operação Escudo, na região Baixada Santista. Há denúncias de execuções sumárias, tortura, prisões forjadas, e outras violações de direitos humanos, bem como a ausência deliberada de uso das câmeras corporais na Operação."

No Palácio do Planalto, Freitas preferiu seguir ignorar as denúncias e seguiu defendendo a operação. "Não há nenhum interesse da nossa parte em confrontar ninguém. Nós tínhamos lá na Baixada uma série de barricadas que foram removidas. Locais em que o poder público não entrava. Hoje a gente retirou todas as barricadas. A gente está restabelecendo a ordem. Não existe progresso sem ordem."

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