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Segundo Trio de Conversa fala sobre o impacto da dívida na vida da classe trabalhadora

  • 14 de julho de 2020

A segunda edição do Trio de conversa, promovido pela Rede Jubileu Sul, teve como tema ‘O papel da dívida pública na hegemonia do capital financeiro’ e contou com a participação da Doutora em economia política internacional, Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, membro da direção da SEPLA e pesquisadora do CLACS, Marina Gouvêa, além da  mediação de Dirlene Marques, Economista, Professora da Universidade Federal de Minas Gerais, militante feminista e socialista.

Marina se debruçou sobre diversos temas no campo da teoria econômica, que ela mesma diz ser um espaço raramente ocupado por mulheres. A economista apontou que é de extrema importante, dentro da perspectiva marxista, compreender que todo valor vem do trabalho humano (que no sistema capitalista de produção é mercantilizado), e que a moeda dinheiro, ao contrário, é a representação monetária de valor, mas não o valor em si e que por isso a esfera produtiva e a esfera financeira, não podem ser vistas de separadamente.

Ao tratar do tema dívida, Mariana explica como ela se forma. “A dívida vai se compor basicamente de capital portador de juros e capital fictício, numa interpretação marxista. Vamos entender o que é esse capita fictício e qual a diferença dele para o portador de juros. O capital portador de juros, é capital de empréstimo. Esse dinheiro vai ser emprestado, e pode ser inserido na esfera produtiva por outro capitalista, então ele vai estar relacionado, de certa maneira, a produção de valor. O capital fictício não, então ele representa valor, mas não está relacionado diretamente a produção de valor”.

Segundo Marina, o capital fictício determina hoje a lógica da acumulação capitalista, o que influencia diretamente no aumento da taxa de exploração da classe trabalhadora e na financeirização das vidas.

Ainda sobre dívida, Marina esclarece que  para que se entenda como a dívida incide nas nossas vidas, é importante compreender que o Neoliberalismo não é só um pacote de medidas, mas sim a forma específica pela qual o capitalismo se reproduz na contemporaneidade e que essa forma é assumida pelo sistema capitalista após as crises da década de 70, onde o sistema especulativo  se apresentou com maior força. Nesse contexto de especulação é possível converter a dívida em mercadoria, aponta Marina.

Assista o vídeo na íntegra:

Lendo o capital

A professora Marina Gouvêa, logo quando a necessidade de isolamento social foi imposta pela pandemia de Covid-19, deu início a um canal no YouTube para a leitura do livro de Karl Marx, O Capital, sob um olhar antirracista, feminista e latino-americanista, como ela mesma define. De acordo com a economista, vivemos a maior crise do capitalismo da história.

Marina explica que a leitura parte de um olhar histórico dialético, onde não é possível  considerar a classe trabalhadora de forma abstrato, mas deve-se entender essa classe trabalhadora num contexto onde o racismo e o machismo são estruturais e colaboram para o desenvolve do capitalismo.

Para acompanhar as aulas, acesse o canal:

Saiba mais sobre a primeira edição do TRIO DE CONVERSA: https://jubileusul.org.br/noticias/divida-publica-brasileira-nao-e-debatida-no-enfrentamento-a-crise/

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Marina se debruçou sobre diversos temas no campo da teoria econômica, que ela mesma diz ser um espaço raramente ocupado por mulheres. A economista apontou que é de extrema importante, dentro da perspectiva marxista, compreender que todo valor vem do trabalho humano (que no sistema capitalista de produção é mercantilizado), e que a moeda dinheiro, ao contrário, é a representação monetária de valor, mas não o valor em si e que por isso a esfera produtiva e a esfera financeira, não podem ser vistas de separadamente.

Ao tratar do tema dívida, Mariana explica como ela se forma. “A dívida vai se compor basicamente de capital portador de juros e capital fictício, numa interpretação marxista. Vamos entender o que é esse capita fictício e qual a diferença dele para o portador de juros. O capital portador de juros, é capital de empréstimo. Esse dinheiro vai ser emprestado, e pode ser inserido na esfera produtiva por outro capitalista, então ele vai estar relacionado, de certa maneira, a produção de valor. O capital fictício não, então ele representa valor, mas não está relacionado diretamente a produção de valor”.

Segundo Marina, o capital fictício determina hoje a lógica da acumulação capitalista, o que influencia diretamente no aumento da taxa de exploração da classe trabalhadora e na financeirização das vidas.

Ainda sobre dívida, Marina esclarece que  para que se entenda como a dívida incide nas nossas vidas, é importante compreender que o Neoliberalismo não é só um pacote de medidas, mas sim a forma específica pela qual o capitalismo se reproduz na contemporaneidade e que essa forma é assumida pelo sistema capitalista após as crises da década de 70, onde o sistema especulativo  se apresentou com maior força. Nesse contexto de especulação é possível converter a dívida em mercadoria, aponta Marina.

Assista o vídeo na íntegra:

Lendo o capital

A professora Marina Gouvêa, logo quando a necessidade de isolamento social foi imposta pela pandemia de Covid-19, deu início a um canal no YouTube para a leitura do livro de Karl Marx, O Capital, sob um olhar antirracista, feminista e latino-americanista, como ela mesma define. De acordo com a economista, vivemos a maior crise do capitalismo da história.

Marina explica que a leitura parte de um olhar histórico dialético, onde não é possível  considerar a classe trabalhadora de forma abstrato, mas deve-se entender essa classe trabalhadora num contexto onde o racismo e o machismo são estruturais e colaboram para o desenvolve do capitalismo.

Para acompanhar as aulas, acesse o canal:

Saiba mais sobre a primeira edição do TRIO DE CONVERSA: https://jubileusul.org.br/noticias/divida-publica-brasileira-nao-e-debatida-no-enfrentamento-a-crise/

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