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[NOTÍCIAS] Carta aberta do IV Encontro Nacional de Trabalhadores/as Ambulantes

  • 27 de novembro de 2014

CARTA ABERTA

IV ENCONTRO NACIONAL DE TRABALHADORAS E TRABALHADORES AMBULANTES – RECIFE 14 A 16 DE NOVEMBRO DE 2014 STREETNET / COMISSÃO NACIONAL DE AMBULANTES

Nós, trabalhadores e trabalhadores ambulantes de 11 estados brasileiros, nos reunimos entre os dias 14 e 16 de novembro em Recife, Pernambuco, com o objetivo de avançar na construção de uma organização representativa de nossa categoria de âmbito nacional. Contamos com o apoio da confederação internacional de vendedores(as) de rua, a StreetNet, além do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Comércio Informal – SINTRACI do Recife e da CUT Pernambuco.

Sabemos que juntos somos fortes e que nos organizando seremos capazes de fazer nossas vozes serem ouvidas pelos governos que insistem em nos criminalizar, reprimir e violar o direito ao trabalho. Somente nos articulando nacionalmente seremos capazes de reverter a injustiça histórica cometida pelos governos de não reconhecimento da dignidade do comércio informal e da importância da economia popular para as cidades.

Unidos entoamos em uníssono nosso repúdio à criminalização e violência constante dos aparatos repressivos contra os/as trabalhadores/as do comércio informal em Recife que bravamente vêm resistindo e mostrando sua força e insubmissão nas ruas da cidade, rejeitando o projeto da prefeitura de limpeza urbana e desconsideração com os/as ambulantes.

Da mesma forma, rechaçamos o assassinato do companheiro Carlos Augusto Muniz Braga, vendedor ambulante do bairro da Lapa, em São Paulo, por um policial militar e nos solidarizamos profundamente com sua família e companheiros de rua. Trabalhadores/as do comércio informal em São Paulo vêm resistindo com grande dificuldade à perseguição e repressão da PM contra a venda ambulante, justificados no convênio entre município e estado chamado “Operação Delegada”, que sem um contrato formal estabelecendo condições paga hora extra aos policiais militares, que são escandalosamente incentivados e preparados pelo governo do estado para agir de forma violenta contra diversos setores da população paulistana, para que impeçam o comércio ambulante nas ruas da cidade.

No Rio de Janeiro um companheiro também levou um tiro da Guarda Municipal, que está em greve para derrubar a sentença do Ministério Público que abriu precedentes ao decidir proibir o uso de armas não letais por esses agentes contra os/as trabalhadores/as ambulantes.

É inaceitável que trabalhadores/as sejam tratados/as como criminosos/as por estarem batalhando por sua sobrevivência de forma honesta nas ruas das cidades. Reivindicando mudanças deste nível, aproveitamos para reiterar nosso apoio à reforma política e ao plebiscito popular por uma constituinte exclusiva e soberana do sistema político, que é a base da verdadeira transformação que o Brasil precisa para romper com o modus operandi corrupto da política do país que perpetua o poder concentrado nas mãos dos detentores de terra e renda.

Somos ambulantes e exigimos ser reconhecidos como atores políticos, como trabalhadores/as dignos/as e como parte essencial da economia do país. Exigimos direitos e reivindicamos a cidade!

Comissão Nacional de Vendedores(as) Ambulantes ABAEM – MINAS GERAIS Associação dos Barraqueiros da Área Externa do Mineirão – Belo Horizonte AMEG – PARAÍBA ASSOCIAÇÃO DOS CAMELÔS DO SHOPPING POPULAR DE CUIABÁ – MATO GROSSO AEFO – RIO DE JANEIRO Associação de Expositores das Feirartes e Outros APROVACE – CEARÁ Associação Profissional do Comércio de Vendedores Ambulantes do Estado do Ceará ASFERAP – RIO GRANDE DO SUL Associação Feira Rua da Praia – Porto Alegre ASFAERP – BAHIA Associação dos Feirantes e Ambulantes da região metropolitana de Salvador ASSOCIAÇÃO AMBULANTES DO GASÔMETRO – RIO GRANDE DO SUL FÓRUM DOS AMBULANTES DE SÃO PAULO SINCOVAM – AMAZONAS Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes de Manaus MUCA – RIO DE JANEIRO Movimento Unido dos Camelôs SINDFEIRAS – AMAZONAS Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes de Manaus SINTRACI – PERNAMBUCO Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadores do Comércio Informal de Recife STREETNET INTERNATIONAL CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES - CUT BRASIL

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Nós, trabalhadores e trabalhadores ambulantes de 11 estados brasileiros, nos reunimos entre os dias 14 e 16 de novembro em Recife, Pernambuco, com o objetivo de avançar na construção de uma organização representativa de nossa categoria de âmbito nacional. Contamos com o apoio da confederação internacional de vendedores(as) de rua, a StreetNet, além do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Comércio Informal – SINTRACI do Recife e da CUT Pernambuco.

Sabemos que juntos somos fortes e que nos organizando seremos capazes de fazer nossas vozes serem ouvidas pelos governos que insistem em nos criminalizar, reprimir e violar o direito ao trabalho. Somente nos articulando nacionalmente seremos capazes de reverter a injustiça histórica cometida pelos governos de não reconhecimento da dignidade do comércio informal e da importância da economia popular para as cidades.

Unidos entoamos em uníssono nosso repúdio à criminalização e violência constante dos aparatos repressivos contra os/as trabalhadores/as do comércio informal em Recife que bravamente vêm resistindo e mostrando sua força e insubmissão nas ruas da cidade, rejeitando o projeto da prefeitura de limpeza urbana e desconsideração com os/as ambulantes.

Da mesma forma, rechaçamos o assassinato do companheiro Carlos Augusto Muniz Braga, vendedor ambulante do bairro da Lapa, em São Paulo, por um policial militar e nos solidarizamos profundamente com sua família e companheiros de rua. Trabalhadores/as do comércio informal em São Paulo vêm resistindo com grande dificuldade à perseguição e repressão da PM contra a venda ambulante, justificados no convênio entre município e estado chamado “Operação Delegada”, que sem um contrato formal estabelecendo condições paga hora extra aos policiais militares, que são escandalosamente incentivados e preparados pelo governo do estado para agir de forma violenta contra diversos setores da população paulistana, para que impeçam o comércio ambulante nas ruas da cidade.

No Rio de Janeiro um companheiro também levou um tiro da Guarda Municipal, que está em greve para derrubar a sentença do Ministério Público que abriu precedentes ao decidir proibir o uso de armas não letais por esses agentes contra os/as trabalhadores/as ambulantes.

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Somos ambulantes e exigimos ser reconhecidos como atores políticos, como trabalhadores/as dignos/as e como parte essencial da economia do país. Exigimos direitos e reivindicamos a cidade!

Comissão Nacional de Vendedores(as) Ambulantes ABAEM – MINAS GERAIS Associação dos Barraqueiros da Área Externa do Mineirão – Belo Horizonte AMEG – PARAÍBA ASSOCIAÇÃO DOS CAMELÔS DO SHOPPING POPULAR DE CUIABÁ – MATO GROSSO AEFO – RIO DE JANEIRO Associação de Expositores das Feirartes e Outros APROVACE – CEARÁ Associação Profissional do Comércio de Vendedores Ambulantes do Estado do Ceará ASFERAP – RIO GRANDE DO SUL Associação Feira Rua da Praia – Porto Alegre ASFAERP – BAHIA Associação dos Feirantes e Ambulantes da região metropolitana de Salvador ASSOCIAÇÃO AMBULANTES DO GASÔMETRO – RIO GRANDE DO SUL FÓRUM DOS AMBULANTES DE SÃO PAULO SINCOVAM – AMAZONAS Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes de Manaus MUCA – RIO DE JANEIRO Movimento Unido dos Camelôs SINDFEIRAS – AMAZONAS Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes de Manaus SINTRACI – PERNAMBUCO Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadores do Comércio Informal de Recife STREETNET INTERNATIONAL CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES - CUT BRASIL

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