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NOTA DE REPÚDIO E SOLIDARIEDADE - Financeirização da Natureza - O que é feito em nome do clima e do meio ambiente?

  • 29 de julho de 2016

Seminário Estadual “Financeirização da Natureza - O que se faz em nome do clima e do meio ambiente”
17 de julho de 2016 – São Paulo - Brasil
NOTA DE REPÚDIO E SOLIDARIEDADE
As entidades e participantes presentes no “Seminário Estadual: Financeirização da Natureza, o que se faz em nome do clima e do meio ambiente”, realizado em São Paulo, nos dias 16 e 17 de julho, pela rede Jubileu Sul Brasil e Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social, que reuniu comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras, pescadores artesanais e acampados em luta por terra, vêm a público repudiar todas e quaisquer ações de violência, assassinato, preconceito e criminalização em relação aos povos e comunidades tradicionais e aos movimentos sociais e para manifestar solidariedade a todos os irmãos e irmãs atingidos por elas.

Lembramos, em especial, os assassinatos no Mato Grosso do Sul, de lideranças do povo guarani-kaiowá pelos fazendeiros do agronegócio, o assassinato do jovem caiçara ocorrido em Trindade (RJ). Queremos manifestar nosso repúdio à criminalização e preconceito ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, claramente demonstrados na prisão política de José Valdir Misnerovicz e Luiz Borges Batista em Goiânia (GO), e a outros movimentos sociais.
Refletimos em nosso Seminário sobre as consequências do projeto de privatização dos Parques estaduais de São Paulo, bem como da degradação social e ecológica provocada pela empresa de celulose Fíbria. Queremos afirmar nosso total desacordo com a política de privatização dos Parques, deixando claro que apoiamos a luta das comunidades que tiveram seu direito ao território originário quando os parques foram criados e que, agora, se veem ameaçados pelos grandes grupos econômicos que usarão estas áreas para ampliar seus negócios. Os povos indígenas e as comunidades tradicionais sempre cuidaram da natureza como sua Mãe Terra, e devem ter seu direito de viver com autonomia nas áreas por eles preservadas.
Sabemos que as mudanças climáticas se agravam todos os dias e, por isso, é urgente responsabilizar a Fíbria e outras empresas com projetos de monocultivo de eucalipto pelos desastres socioambientais por elas provocados. Junto com a progressiva e inevitável morte da vida dos solos, elas contaminam as águas dos córregos, rios e lagos, bem como as do subsolo com o uso de produtos químicos e venenos, expulsando comunidades e afetando todas as formas de vida.
Tornamos público que, conscientes dos nossos direitos e das agressões e ameaças a eles, decidimos dar passos na direção da construção de uma aliança dos povos e comunidades tradicionais do estado de São Paulo para lutar por nossa vida e pela vida da Mãe Terra.
Reforçamos nossa luta contra os interesses das empresas que visam o lucro acima da vida. A financeirização não pode passar por cima da VIDA, da dignidade das pessoas, nem fazer sangrar ainda mais a Mãe Terra.

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As entidades e participantes presentes no “Seminário Estadual: Financeirização da Natureza, o que se faz em nome do clima e do meio ambiente”, realizado em São Paulo, nos dias 16 e 17 de julho, pela rede Jubileu Sul Brasil e Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social, que reuniu comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras, pescadores artesanais e acampados em luta por terra, vêm a público repudiar todas e quaisquer ações de violência, assassinato, preconceito e criminalização em relação aos povos e comunidades tradicionais e aos movimentos sociais e para manifestar solidariedade a todos os irmãos e irmãs atingidos por elas.

Lembramos, em especial, os assassinatos no Mato Grosso do Sul, de lideranças do povo guarani-kaiowá pelos fazendeiros do agronegócio, o assassinato do jovem caiçara ocorrido em Trindade (RJ). Queremos manifestar nosso repúdio à criminalização e preconceito ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, claramente demonstrados na prisão política de José Valdir Misnerovicz e Luiz Borges Batista em Goiânia (GO), e a outros movimentos sociais.
Refletimos em nosso Seminário sobre as consequências do projeto de privatização dos Parques estaduais de São Paulo, bem como da degradação social e ecológica provocada pela empresa de celulose Fíbria. Queremos afirmar nosso total desacordo com a política de privatização dos Parques, deixando claro que apoiamos a luta das comunidades que tiveram seu direito ao território originário quando os parques foram criados e que, agora, se veem ameaçados pelos grandes grupos econômicos que usarão estas áreas para ampliar seus negócios. Os povos indígenas e as comunidades tradicionais sempre cuidaram da natureza como sua Mãe Terra, e devem ter seu direito de viver com autonomia nas áreas por eles preservadas.
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Tornamos público que, conscientes dos nossos direitos e das agressões e ameaças a eles, decidimos dar passos na direção da construção de uma aliança dos povos e comunidades tradicionais do estado de São Paulo para lutar por nossa vida e pela vida da Mãe Terra.
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