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Nota de repúdio contra a repressão e prisão de familiares de encarcerados no Ceará durante manifestação

  • 21 de novembro de 2020

No último 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, uma manifestação pacífica, na cidade de Fortaleza , composta majoritariamente por mulheres e crianças - familiares e amigos de pessoas encarceradas - foi brutalmente reprimida pela Polícia Militar do estado do Ceará, governado por Camilo Santana. A polícia jogou spray de pimenta em todos e todas ali presentes, além de levar três pessoas presas.

Essa mesma polícia que mata pobres e negros das periferias todos os dias. O que essas manifestantes estavam fazendo? Denunciando as torturas vividas pela população encarcerada no estado do Ceará. Denunciando a negligencia do estado e foram recebidas com muita bala de borracha, spray de pimenta e violência, a Rede Jubileu Sul Brasil se solidariza à essas manifestantes e repudia de forma veemente a ação truculenta da polícia militar.

Leia abaixo a nota de repúdio da Pastoral Carcerária do Ceará.

Hoje, dia 20 de novembro de 2020, dia Consciência Negra, a Pastoral Carcerária do Ceará, do alto de meio século de serviços prestados, voluntariamente, à Sociedade Cearense e ao nosso Sistema Penitenciário, vem manifestar publicamente sua indignação e espanto diante do que foi presenciado: a truculência policial sobre poucas dezenas de mulheres, crianças e idosos, inclusive padre e freiras desta instituição.
A manifestação pacífica, contundente e verdadeira, expressava a dor das famílias que são discriminadas, como se " ser família fosse crime" e denunciava, como é feito insistentemente há dois anos, torturas e maus tratos.
No entanto, no cume de sua violência institucional o Estado desrespeitou esse direito constitucional de expressão e criminosamente atacou os manifestantes.
Está a olhos vistos a omissão das autoridades responsáveis. Em verdade, pelo silêncio dos órgãos competentes, percebe-se um apoio incondicional a essas atrocidades. A indiferença à dor e miséria dessas famílias parece ser lugar confortável para as autoridades responsáveis pousarem e permanecerem .
Sobre a competência dessa gestão prisional, uma pergunta não aceita calar: Por que uma polícia( Polícia Penal) precisa chamar outra polícia, para calar a voz de poucas pessoas pacíficas e desarmadas, incluindo padre e freiras?
Diante dos fatos, inúmeras imagens e vídeos que não geram dúvidas quanto à covardia do Estado, esta Pastoral exige que o episódio de violência seja apurado e os responsáveis punidos.
Troféu não recebido, mas entregue. A reação da SAP demonstra que as reivindicações eram justas e verdadeiras. Se é assim , na rua, onde todos vêem e registram, imagine-se dentro dos cárceres, sem nenhuma fiscalização e com a bênção dos que têm obrigação de combater esse crime.
Finalizando, a Pastoral Carcerária reitera publicamente, mais uma vez, sua missão: “Ser a presença de Cristo e da comunidade eclesial no mundo dos cárceres, contemplando em cada encarcerado (a) o rosto do Cristo crucificado, reconhecendo que todo ser humano é intocável em sua dignidade, mesmo após o erro e acreditando na possibilidade de conversão de todos (as)”. E seus objetivos gerais: “ Garantir o direito da população carcerária à assistência religiosa; Acompanhar os presos em suas necessidades pessoais e familiares; Priorizar a defesa intransigente da vida, bem como a integridade física e moral dos presos e familiares; Monitorar sistematicamente o Sistema Penitenciário.

Assina: A Pastoral Carcerária do Ceará

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Essa mesma polícia que mata pobres e negros das periferias todos os dias. O que essas manifestantes estavam fazendo? Denunciando as torturas vividas pela população encarcerada no estado do Ceará. Denunciando a negligencia do estado e foram recebidas com muita bala de borracha, spray de pimenta e violência, a Rede Jubileu Sul Brasil se solidariza à essas manifestantes e repudia de forma veemente a ação truculenta da polícia militar.

Leia abaixo a nota de repúdio da Pastoral Carcerária do Ceará.

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A manifestação pacífica, contundente e verdadeira, expressava a dor das famílias que são discriminadas, como se " ser família fosse crime" e denunciava, como é feito insistentemente há dois anos, torturas e maus tratos.
No entanto, no cume de sua violência institucional o Estado desrespeitou esse direito constitucional de expressão e criminosamente atacou os manifestantes.
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