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Nota de apoio aos trabalhadores e trabalhadores de Furnas, Cepel e Eletrobras em greve

  • 19 de janeiro de 2022

A Rede Jubileu Sul Brasil manifesta apoio à luta pelo direito à saúde e denuncia: "a falta de diálogo da Eletrobras para resolver essa questão é um verdadeiro ato de desumanidade".

São Paulo, 19 de janeiro de 2022.

Apoio e solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras de Furnas, Cepel e Eletrobras

A Rede Jubileu Sul Brasil expressa todo apoio e solidariedade aos trabalhadores e  trabalhadoras de FURNAS, CEPEL e ELETROBRAS enviando toda a força e energia necessárias neste momento que estão em greve iniciada no último dia 17 de janeiro de 2022.

As empresas estão implantando alterações no plano de saúde que inviabilizam o acesso ao plano para os salários mais baixos. E isso justamente quando se caminha para o auge da variante Ômicron. A mudança nos valores e, inclusive, no formato do principal benefício é preocupante, mas se torna ainda mais grave em um momento de crise sanitária mundial, com perdas de milhares de vidas e aumento crescente nos casos de Covid-19  no Brasil.  Elas pretendem aumentar a participação dos trabalhadores no plano de saúde. A decisão foi unilateral e a participação sobe de 10% para 40%, a partir do mês que vem. A intenção é diminuir sua participação no plano de saúde visando à privatização da Eletrobras. Ou seja, promove redução de custos ao tirar direitos conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras para atrair mais interessados.

A falta de diálogo da Eletrobras para resolver essa questão é um verdadeiro ato de desumanidade. Lamentamos que este governo e a direção da Eletrobras trate as questões que envolvem a saúde e a preservação da vida como insignificantes. De modo cruel, o governo segue contabilizando a perda de vidas humanas como meros números. Paralelamente, afrontam a ciência e criam dificuldades para as ações eficazes de combate a pandemia, entre elas a vacinação de população.

Todas as áreas estão fechadas. E todos em teletrabalho estão sendo orientados a não entrar no sistema. As empresas estão coagindo, pressionando a força de trabalho para desmobilizar a greve. Portanto, sigam firmes e tenham a força de continuar lutando pelos diretos exigidos.

Um forte abraço!

Rede Jubileu Sul Brasil

Não devemos, não pagamos!

Somos os povos, os credores.

Leia também: Adesão à greve da Eletrobras Furnas chega a 80%, diz associação de funcionários

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A falta de diálogo da Eletrobras para resolver essa questão é um verdadeiro ato de desumanidade. Lamentamos que este governo e a direção da Eletrobras trate as questões que envolvem a saúde e a preservação da vida como insignificantes. De modo cruel, o governo segue contabilizando a perda de vidas humanas como meros números. Paralelamente, afrontam a ciência e criam dificuldades para as ações eficazes de combate a pandemia, entre elas a vacinação de população.

Todas as áreas estão fechadas. E todos em teletrabalho estão sendo orientados a não entrar no sistema. As empresas estão coagindo, pressionando a força de trabalho para desmobilizar a greve. Portanto, sigam firmes e tenham a força de continuar lutando pelos diretos exigidos.

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Não devemos, não pagamos!

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