Nota da Coordenação Colegiada da Pastoral Operária Nacional
São Paulo, 14 de agosto de 2016.
Nos dias 12 a 14 de agosto, a Coordenação Colegiada da Pastoral Operária Nacional esteve reunida em São Paulo. Na ocasião discutiu-se a conjuntura brasileira e aspectos estruturais da sociedade que afetam a classe trabalhadora nesse momento político. A partir dessa análise queremos dialogar com as bases da Pastoral e com a Classe Trabalhadora as seguintes reflexões:
1. A crise política e econômica no Brasil é oriunda da crise mundial do capitalismo, portanto, o problema colocado está para além de um golpe político programado pela burguesia. Por isso, em nome de uma imediata solução da crise faz-se ajustes fiscais, reformas nas leis trabalhistas e na Previdência, acentuando ainda mais o problema do desemprego.
2. Entendemos que o ajuste fiscal, aumento de carga horária, rebaixamento do salário, a curto prazo, significa aumentar a rentabilidade do capital para a classe empresarial. Essa não deve ser a saída. Os trabalhadores e as trabalhadoras não devem pagar pela crise do capital. Enquanto as grandes fortunas não são taxadas com o ajuste fiscal, pelo contrário, são reduzidos os seus impostos, e juízes, ministros e deputados tiveram seus salários ampliados.
3. O trabalho não pode voltar à era neocolonial – trabalho escravo – conforme é proposto, e que hoje é considerado crime. Rebaixar o nível do trabalho significa a precarização do trabalho e dos trabalhadores, com a terceirização, aumento da jornada, desemprego em massa, retirada de direitos, ampliação da idade de aposentadoria.
4. Conclamamos a classe trabalhadora a se organizar, com consciência de classe, enfrentando com profundidade. Para defender direitos já conquistados, que correm grandes riscos, sem perder de vista a solidariedade de classe, com os pobres, os desempregados.
Portanto, é preciso colocar em nossas pautas a problemática do conflito estrutural entre capital e trabalho. Que o processo eleitoral em vista das eleições municipais para o mês de outubro seja pautado pela defesa do trabalho e dos direitos dos trabalhadores. Que a Pastoral Operária seja instrumento a serviço da classe trabalhadora na construção de outro mundo possível. Desejamos a todos e todas, boas reflexões, a partir do diálogo e da criticidade. Que nossas ações não percam o horizonte do Reino para que todos “tenham a vida e a tenham em abundância”. (Jo, 10, 10).
Com Carinho!
Colegiada Nacional
Pastoral Operária
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Nota da Coordenação Colegiada da Pastoral Operária Nacional
São Paulo, 14 de agosto de 2016.
Nos dias 12 a 14 de agosto, a Coordenação Colegiada da Pastoral Operária Nacional esteve reunida em São Paulo. Na ocasião discutiu-se a conjuntura brasileira e aspectos estruturais da sociedade que afetam a classe trabalhadora nesse momento político. A partir dessa análise queremos dialogar com as bases da Pastoral e com a Classe Trabalhadora as seguintes reflexões:
1. A crise política e econômica no Brasil é oriunda da crise mundial do capitalismo, portanto, o problema colocado está para além de um golpe político programado pela burguesia. Por isso, em nome de uma imediata solução da crise faz-se ajustes fiscais, reformas nas leis trabalhistas e na Previdência, acentuando ainda mais o problema do desemprego.
2. Entendemos que o ajuste fiscal, aumento de carga horária, rebaixamento do salário, a curto prazo, significa aumentar a rentabilidade do capital para a classe empresarial. Essa não deve ser a saída. Os trabalhadores e as trabalhadoras não devem pagar pela crise do capital. Enquanto as grandes fortunas não são taxadas com o ajuste fiscal, pelo contrário, são reduzidos os seus impostos, e juízes, ministros e deputados tiveram seus salários ampliados.
3. O trabalho não pode voltar à era neocolonial – trabalho escravo – conforme é proposto, e que hoje é considerado crime. Rebaixar o nível do trabalho significa a precarização do trabalho e dos trabalhadores, com a terceirização, aumento da jornada, desemprego em massa, retirada de direitos, ampliação da idade de aposentadoria.
4. Conclamamos a classe trabalhadora a se organizar, com consciência de classe, enfrentando com profundidade. Para defender direitos já conquistados, que correm grandes riscos, sem perder de vista a solidariedade de classe, com os pobres, os desempregados.
Portanto, é preciso colocar em nossas pautas a problemática do conflito estrutural entre capital e trabalho. Que o processo eleitoral em vista das eleições municipais para o mês de outubro seja pautado pela defesa do trabalho e dos direitos dos trabalhadores. Que a Pastoral Operária seja instrumento a serviço da classe trabalhadora na construção de outro mundo possível. Desejamos a todos e todas, boas reflexões, a partir do diálogo e da criticidade. Que nossas ações não percam o horizonte do Reino para que todos “tenham a vida e a tenham em abundância”. (Jo, 10, 10).
Com Carinho!
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