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Nota da Pastoral Operária Nacional sobre o 1º de Maio de 2017

  • 27 de abril de 2017

O pão dos indigentes é a vida dos pobres, e quem tira a vida dos pobres é assassino. Mata o próximo quem lhe tira seus meios de vida, e derrama sangue quem priva o operário de seu salário.”.
(Eclesiástico 34, 21-22).
No dia internacional do trabalhador e da trabalhadora, a classe trabalhadora enfrenta mudanças no Mundo do Trabalho que prometem ser históricas na longa caminhada de conflitos entre Capital e Trabalho.
Vivemos hoje o extremo da ganância da burguesia capitalista, na qual os “donos do poder” declaram que não bastam as reformas (trabalhista, previdência, terceirização, educação, política), mas querem mais. Mesmo com tudo que as estruturas de poder político e econômico tem feito, destruindo direitos conquistados com suor, sangue e vida dos que trabalham, vendendo a única coisa que possuem, sua vitalidade, sua energia, o sistema econômico ainda quer mais.
Assistimos, atônitos, o governo de Michel Temer, um Congresso Nacional sustentado em seus alicerces pela corrupção, com o dinheiro daqueles que tudo produzem, tudo contribuem, com pesados impostos e assistem a riqueza dos que vegetam como vermes por sobre a miséria, fome e corpo sem vida por não ter o necessário para viver.
Cresce a fileira dos que foram jogados para fora do direito ao trabalho, do direito a morar com dignidade. Mas assistimos a ganância dos que corrompem com os que são corrompidos, preocupados unicamente em acumular, mesmo que para isso destruam sonhos, oferecendo a ilusão de uma sociedade de fartura que na verdade gera a cultura do ter em detrimento do ser.
É nesta sociedade que “Mata o próximo quem lhe tira seus meios de vida, e derrama sangue quem priva o operário de seu salário” (Eclo 34, 22), que está a consumir “O pão dos indigentes é a vida dos pobres” (Eclo 34, 21).
No livro do êxodo Deus disse: Eu vi, eu vi a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu grito por causa de seus opressores; pois eu conheço as suas angústias. Por isso desci a fim de libertá-lo da mão dos egípcios, e fazê-lo subir desta terra para uma terra boa e vasta, terra que emana leite e mel (Ex 3,7-8).
Deste modo, repudiamos todas as reformas desse governo da maneira que está sendo imposta, a aliança entre capital e política para retirar direitos da classe trabalhadora. E reafirmamos que o trabalho digno é nosso direito, lutar por ele é nosso dever! Por isso seguimos na defesa incondicional dos direitos do povo trabalhador, nas organizações pastorais, sociais, nos partidos, sindicatos, sobretudo nas bases, por nenhum direito a menos!
Que Deus nos ajude!
Pastoral Operária Nacional

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(Eclesiástico 34, 21-22).
No dia internacional do trabalhador e da trabalhadora, a classe trabalhadora enfrenta mudanças no Mundo do Trabalho que prometem ser históricas na longa caminhada de conflitos entre Capital e Trabalho.
Vivemos hoje o extremo da ganância da burguesia capitalista, na qual os “donos do poder” declaram que não bastam as reformas (trabalhista, previdência, terceirização, educação, política), mas querem mais. Mesmo com tudo que as estruturas de poder político e econômico tem feito, destruindo direitos conquistados com suor, sangue e vida dos que trabalham, vendendo a única coisa que possuem, sua vitalidade, sua energia, o sistema econômico ainda quer mais.
Assistimos, atônitos, o governo de Michel Temer, um Congresso Nacional sustentado em seus alicerces pela corrupção, com o dinheiro daqueles que tudo produzem, tudo contribuem, com pesados impostos e assistem a riqueza dos que vegetam como vermes por sobre a miséria, fome e corpo sem vida por não ter o necessário para viver.
Cresce a fileira dos que foram jogados para fora do direito ao trabalho, do direito a morar com dignidade. Mas assistimos a ganância dos que corrompem com os que são corrompidos, preocupados unicamente em acumular, mesmo que para isso destruam sonhos, oferecendo a ilusão de uma sociedade de fartura que na verdade gera a cultura do ter em detrimento do ser.
É nesta sociedade que “Mata o próximo quem lhe tira seus meios de vida, e derrama sangue quem priva o operário de seu salário” (Eclo 34, 22), que está a consumir “O pão dos indigentes é a vida dos pobres” (Eclo 34, 21).
No livro do êxodo Deus disse: Eu vi, eu vi a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu grito por causa de seus opressores; pois eu conheço as suas angústias. Por isso desci a fim de libertá-lo da mão dos egípcios, e fazê-lo subir desta terra para uma terra boa e vasta, terra que emana leite e mel (Ex 3,7-8).
Deste modo, repudiamos todas as reformas desse governo da maneira que está sendo imposta, a aliança entre capital e política para retirar direitos da classe trabalhadora. E reafirmamos que o trabalho digno é nosso direito, lutar por ele é nosso dever! Por isso seguimos na defesa incondicional dos direitos do povo trabalhador, nas organizações pastorais, sociais, nos partidos, sindicatos, sobretudo nas bases, por nenhum direito a menos!
Que Deus nos ajude!
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