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Nota da Frente Brasileira Contra os Acordos Mercosul-UE e Mercosul-EFTA sobre a conclusão das negociações do Acordo

  • 7 de dezembro de 2024

Diante da confirmação de conclusão das negociações do Acordo Mercosul-UE durante a visita de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, à Cúpula do Mercosul em Montevidéu, no Uruguai, a Frente Brasileira Contra os Acordos Mercosul-UE e Mercosul-EFTA declara seu repúdio ao acordo neocolonial e reforça o perigo que representa para os povos, ao meio ambiente e impacta qualquer estratégia futura de desenvolvimento e comércio mais justo que os países do Mercosul possam buscar.

Negociado a portas fechadas e firmado em 2019, no governo Bolsonaro, o Acordo vinha sendo negociado desde 1999 e ainda pode ser alterado. O texto atual segue sem transparência, uma vez que não foi divulgado para conhecimento da sociedade. Apesar de recentemente terem sido incorporadas algumas exigências do Mercosul, o Acordo segue com problemas centrais, especialmente no que diz respeito ao comércio e uso extensivo de agrotóxicos, à relação desigual entre os países, ao aumento nas emissões de gases do efeito estufa e por zerar a tarifa na exportação de minério de ferro, prata e caulim.

O Acordo reforça padrões históricos de desigualdade entre Norte e Sul Global, contribuindo para a manutenção dos países do Sul na condição de exportadores de produtos primários.

Agora o Acordo será discutido entre os países da União Europeia sob forte pressão francesa. Ele será votado pelo Conselho Europeu, pelo Parlamento Europeu e pelos Legislativos de todos os países da UE e do Mercosul. Seguiremos em luta e em convergência com nossos parceiros europeus e do Cone Sul, pressionando pela não ratificação do Acordo.

Frente Brasileira Contra os Acordos Mercosul-UE e Mercosul-EFTA

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O Acordo reforça padrões históricos de desigualdade entre Norte e Sul Global, contribuindo para a manutenção dos países do Sul na condição de exportadores de produtos primários.

Agora o Acordo será discutido entre os países da União Europeia sob forte pressão francesa. Ele será votado pelo Conselho Europeu, pelo Parlamento Europeu e pelos Legislativos de todos os países da UE e do Mercosul. Seguiremos em luta e em convergência com nossos parceiros europeus e do Cone Sul, pressionando pela não ratificação do Acordo.

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